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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

IASD divulga documento sobre observância do sábado

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece o sábado como sinal distintivo de lealdade a Deus (Êx 20:8-11; 31:13-17; Ez 20:12, 20), cuja observância é pertinente a todos os seres humanos em todas as épocas e lugares (Is 56:1-7; Mc 2:27). Quando Deus “descansou” no sétimo dia da semana da criação, Ele também “santificou” e “abençoou” esse dia (Gn 2:2, 3), separando-o para uso sagrado e transformando-o em um canal de bênçãos para a humanidade. Aceitando o convite para deixar de lado seus “próprios interesses” durante o sábado (Is 58:13), os filhos de Deus observam esse dia como uma importante expressão da justificação pela fé em Cristo (Hb 4:4-11).

A observância do sábado é enunciada em Isaías 58:13, 14 nos seguintes termos: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor.” Com base nesses princípios, a Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia reafirma neste documento seu compromisso com a fidelidade à observância do sábado.

Vida de santificação. A verdadeira observância do sábado se fundamenta em uma vida santificada pela graça de Cristo (Ez 20:12, 20); pois, “a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser santos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 283).

Crescimento espiritual. Como “um elo de ouro que nos une a Deus” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 352), o sábado provê um contato mais próximo de Deus. Como tal, não devemos permitir que outras atividades, por mais nobres que sejam, enfraqueçam nossa comunhão com Deus nesse dia.

Preparação para o sábado. Antes do pôr do sol da sexta-feira (cf. Lv 23:32; Dt 16:6; Ne 13:19), as atividades seculares devem ser interrompidas (cf. Ne 13:13-22); a casa deve estar limpa e arrumada; as roupas, lavadas e passadas; os alimentos, devidamente providenciados (cf. Êx 16:22-30); e os membros da família, já prontos.

Início e término do sábado. O sábado é um dia de especial comunhão com Deus, e deve ser iniciado e terminado com breves e atrativos cultos de pôr do sol, com a participação dos membros da família. Nessas ocasiões, é oportuno cantar alguns hinos, ler uma passagem bíblica, seguida de comentários pertinentes, e expressar gratidão a Deus em oração. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 356-359.)

Pessoas sob nossa influência. O quarto mandamento do Decálogo orienta que, no sábado, todas as pessoas sob nossa influência devem ser dispensadas das atividades seculares (Êx 20:10). Isso implica os demais membros da família, bem como os empregados e hóspedes; que também sejam estimulados a observar o sábado.

Espírito de comunhão. Como dia por excelência de comunhão com Deus (Ez 20:12, 20), o sábado deve se caracterizar por um prazeroso e alegre compromisso com as prioridades espirituais, com momentos especiais de leitura da Bíblia, oração e, se possível, de contato com a natureza (cf. At 16:13). Esse compromisso deverá ser mantido na escolha dos assuntos abordados também em nossos diálogos informais com familiares e amigos.

Reuniões da igreja. Somos admoestados a não deixar “de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb 10:25). Portanto, as programações e atividades regulares da igreja aos sábados devem ter precedência sobre outros compromissos pessoais e sociais, mesmo que estes sejam pertinentes para o sábado.

Casamentos e festas. O convite para deixar de lado nossos “próprios interesses” no sábado (Is 58:13) indica que casamentos e festas, incluindo seus devidos preparativos, devem ser realizados fora desse período sagrado. Casamentos e algumas festas mais suntuosas não devem ser planejados para os sábados à noite, pois seus preparativos envolvem expectativas e atividades não condizentes com o espírito de comunhão com Deus.

Mídia secular. A mídia secular, em todas as suas formas, deve ser deixada de lado durante as horas do sábado, para que este, rompendo com a rotina da vida, possa ser um dia “deleitoso e santo” (Is 58:13).

Esportes e lazer. Muitas atividades esportivas e de lazer, aceitáveis durante a semana, não são condizentes com a observância do sábado, pois desviam a mente das questões espirituais (Is 58:13).

Horas de sono. A Bíblia define o sábado como dia de “repouso solene” (Êx 31:15), e não como dia de recuperar o sono atrasado da semana. Ricas bênçãos advirão de levantar cedo no sábado, dedicando esse dia ao serviço do Senhor. (Ver Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 170.)

Viagens. A realização de viagens por questões de trabalho ou interesses particulares é imprópria para o sábado. Existem, porém, ocasiões excepcionais em que se torna necessário viajar no sábado para atender a algum compromisso religioso ou situações emergenciais. Sempre que possível, os devidos preparativos, incluindo a compra de passagens e o abastecimento de combustível, devem ser feitos com a devida antecedência. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 359, 360.)

Excursões e acampamentos. A realização de excursões e acampamentos pode promover a socialização cristã (cf. Sl 42:4). Mas seus organizadores e demais participantes devem chegar ao devido local antes do início do sábado e montar sua estrutura, incluindo suas barracas, de modo que o santo dia possa ser observado segundo o mandamento. Além disso, as atividades durante as horas do sábado devem ser condizentes com o espírito sagrado desse dia.

Restaurantes e alimentação. A recomendação de que o alimento deve ser provido com a devida antecedência (Êx 16:4, 5; 22-30) significa que ele deve ser comprado fora das horas do sábado, e que a frequência a restaurantes comerciais nesse dia deve ser evitada.

Medicamentos. A compra de medicamentos durante o sábado é aceitável em situações emergenciais (cf. Lc 14:5), e imprópria quando a pessoa já os necessitava, e acabou postergando sua compra para esse dia.

Estágios e práticas escolares. O quarto mandamento do Decálogo (Êx 20:8-11) desabona a realização de atividades seculares no sábado, que gerem lucro ou benefício material. Envolvidos em tais atividades estão os programas de planejamento e preparo para a vida profissional, incluindo a frequência às aulas e a participação em estágios, simpósios, seminários e palestras de cunho profissional, concursos públicos e exames seletivos. Em caso de confinamento para a prestação de exames após o término do sábado, as horas desse dia devem ser gastas em atividades espirituais.

Escolha e exercício da profissão. A estrutura da sociedade em geral nem sempre favorece a observância do sábado, e acaba disponibilizando profissões e atividades que, embora sejam dignas, dificultam essa prática. Os adventistas do sétimo dia devem escolher e exercer profissões condizentes com a devida observância do sábado. Somos advertidos de que, se alguém, “por amor ao lucro, consente em que o negócio em que tem interesses seja atendido no sábado pelo sócio incrédulo, esse alguém é tão culpado quanto o incrédulo; e tem o dever de dissolver a sociedade, por mais que perca por assim proceder” (Evangelismo, p. 245).

Instituições de serviços básicos. A orientação de não fazer “nenhum trabalho” durante o sábado (Êx 20:10) indica que os observadores do sábado devem se abster de trabalhar nesse dia, mesmo em instituições seculares de serviços básicos. Instituições denominacionais que não podem fechar aos sábados (cf. Jo 5:17), incluindo os internatos adventistas, devem ser operadas nesse dia por um grupo reduzido e em forma de rodízio.

Atividades médicas e de saúde. Existem situações emergenciais que os profissionais da saúde devem atender, com base no princípio de que “é lícito curar no sábado” (Lc 14:3). Os hospitais adventistas necessitam dos préstimos de uma equipe médica, de enfermagem e de outros serviços básicos para o funcionamento nas horas do sábado. Mas os plantões rotineiros, tanto médicos quanto de enfermagem, em hospitais não adventistas, são impróprios para as horas do sábado. (Ver Ellen G. White Estate, “Conselhos de Ellen G. White Sobre o Trabalho aos Sábados em Instituições Médicas Adventistas e Não Adventistas”, em www.centrowhite.org.br.)

Projetos assistenciais. Cristo disse que “é licito, nos sábados, fazer o bem” (Mt 12:12). Isso significa que “toda atividade secular deve ser suspensa, mas as obras de misericórdia e beneficência estão em harmonia com o propósito do Senhor. Elas não devem ser limitadas a tempo ou lugar. Aliviar os aflitos, confortar os tristes, é um trabalho de amor que faz honra ao dia de Deus” (Beneficência Social, p. 77). Portanto, é lícito nas horas sagradas do sábado visitar enfermos, viúvas e órfãos, encarcerados e compartilhar uma refeição. Ações sociais que podem ser realizadas em outro dia não devem tomar as sagradas horas do sábado.

Atividades missionárias. O apóstolo Paulo usava o sábado para persuadir “tanto judeus como gregos” acerca do evangelho (At 18:4, 11; cf. 17:2), demonstrando a importância de se reservar um tempo especial nesse dia para atividades missionárias. Sempre que possível, os membros da família devem participar juntos dessas atividades, para desfrutar a socialização cristã e desenvolver o gosto pelo cumprimento da missão evangelística.

Como adventistas do sétimo dia, somos convidados a seguir o exemplo de Deus ao descansar no sétimo dia da semana da criação (Gn 2:2-3; Êx 20:8-11; 31:13-17; Hb 4:4-11), de modo que o sábado seja, para cada um de nós, um sinal exterior da graça de Deus e um canal de Suas incontáveis bênçãos.

Fonte: (Portal Adventista)
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sábado, adoração e prosperidade

Que tal considerar o sábado e a adoração pela perspectiva dos verbos gostar e amar? Esses dois verbos nos acompanham todos os dias. A gente diz: “gosto de manga” “gosto de flores” “gosto de música” “gosto daquele dentista”; ou diz: “amo minha esposa” “amo a Deus” “amo meus filhos” Você observou que gostar e amar não têm exatamente o mesmo sentido? Usamos a palavra gostar mais para coisas genéricas e amar para coisas específicas. Enquanto gostar expressa um sentimento relacionado à razão, à percepção ou aos órgãos do sentido, amar expressa um sentimento mais íntimo, relacionado com o coração.

Uma vez, fiz a duas pessoas, separadamente, a mesma pergunta: Você ama seu pai ou gosta dele? A primeira pessoa me disse que o pai tinha sido muito afetuoso com ela em sua infância, mas, à medida que foi crescendo, descobriu que o caráter de seu pai não correspondia à sua expectativa, o que a levou a não gostar mais dele; porém, acrescentou: “continuei amando-o”. A segunda pessoa respondeu justamente o contrário. Disse que admirava o pai e gostava dele, por ser um homem honrado e responsável, mas “não conseguia amá-lo por nunca haver recebido na infância afeto ou carinho da parte dele”. Pelo mundo afora, há muitos filhos que não apreciam nem amam os pais. São raros os casos em que os filhos gostam deles e os amam.

Motivos para gostar e amar

Agora, responda com sinceridade: Deus lhe dá afeto, carinho, amor ou lhe dá comida, casa, emprego e remédio? A respeito do Pai celestial: você gosta dEle ou ama? A Bíblia apresenta motivos para você gostar de Deus, amá-Lo e ainda adorá-Lo.

O motivo para você gostar dEle e adorá-Lo é que Ele é o Criador: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir” (Ap 4:11). O motivo para você amá-Lo e adorá-Lo é que Ele é o Salvador: “Depois destas coisas, ouvi no Céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus” (Ap 19:1). As pessoas passam a gostar de Deus quando sua razão diz que Ele é seu Criador. E passam a amá-Lo quando descobrem, por experiência própria, que Ele é também seu Salvador.

O sábado é o dia que Deus separou para manter uma comunhão mais estreita com aqueles que Lhe pertencem. Conforme Êxodo 20:11, devemos guardar o sábado porque ele é o memorial do nosso Criador (mais do que da Criação). E, conforme Deuteronômio 5:15, devemos guardá-lo porque ele é o memorial de nosso Salvador (mais do que da salvação). Deus é quem liberta Seu povo do Egito, e o antigo Egito personifica o pecado, que escraviza e tira dos seres humanos a vida em sua plenitude.
Há uma ligação estreita entre o dia de sábado e nossa adoração ao Deus Criador e Salvador. Em ambos – tanto no sábado como na adoração -, o Senhor Deus, Criador e Salvador, está presente!
O sábado é o dia que mexe com a razão (lembra o Criador) e o coração (lembra o Salvador); de idêntico modo, a adoração mexe com a razão e o coração: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22:37). No culto de sábado, o adorador sabe que Deus está ali e Se aquece em Sua santa presença. Assim como gostamos de estar num lugar em que as pessoas nos apreciem e nos tratem com consideração, de igual modo Deus Se congrega com aqueles que Lhe dão a honra merecida.

Os filhos de Deus O adoram porque O amam

Lendo atentamente Apocalipse 14:6-7, descobrimos que o propósito da pregação do evangelho é levar as pessoas a adorar o verdadeiro Deus: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar ms que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas.”

A mensagem é adorai o Criador. Portanto, o objetivo do evangelho é levar as pessoas a ter um relacionamento íntimo com o Criador (1) para conhecer Seu caráter (2) confiar em Suas promessas e (3) receber o calor e a segurança de Sua companhia. Dessa progressão, de “gostar” para “gostar e amar”, as pessoas se tornam aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de lesus” (Ap 12:17). Isso acontece porque o Espírito Santo atinge o coração, convencendo-o de que não se deve ser meramente criatura, mas que vale a pena receber a adoção do Pai celestial e se tornar filho ou filha de Deus.

A respeito dessa adoção, Eilen G. White escreveu: “Olhando para jesus e confiando em Seus méritos, apoderamo-nos das bênçãos da luz, da paz, da alegria no Espírito Santo. E em vista das grandes coisas que Cristo tem feito por nós, somos habilitados a exclamar” o que está em 1 João 3:1: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” (Testemunhos, Para a Igreja, v. 5, p. 744).

Um ponto determinante em nossa adoração é sentir que não somos apenas criaturas, mas somos também filhos e filhas de Deus. Lá fora, na sociedade, na escola ou no trabalho, somos o que fazemos ou o que deixamos de fazer; somos o que temos ou o que deixamos de ter. No sábado, em adoração, somos vistos pelo que somos. Porque adoramos, somos filhos e filhas de Deus. Lá fora, nos tratam pela marca da roupa, pelo lugar em que moramos, pelo que realizamos na escola ou no trabalho. Mas quando adoramos, descobrimos quem na realidade somos: descobrimos que somos filhos e filhas de Deus.

Por que somos filhos de Deus? Alguém poderia dizer: porque fomos criados por Ele. Sim, aí estaríamos falando de criaturas; todos os seres humanos são criaturas de Deus. As “criaturas de Deus” gostam dEle e apreciam as obras de Sua criação. No entanto, porque são auto-suficientes ou estão muito preocupadas com outras coisas (às quais dedicam o coração), no máximo gostam de Deus e O admiram (como alguém gosta de uma geladeira ou de um fogão).

Então, por que somos filhos de Deus? Veja a resposta de Paulo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gl 4:4-7).

Os filhos de Deus também prosperam

Mas o que um filho precisa fazer para receber as bênçãos do Pai? “Filho Meu, não te esqueças dos Meus ensinos, e o teu coração guarde os Meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Pv 3:1, 2). A obediência é uma das condições para um filho ser próspero: “Quem dera que eles tivessem tal coração, que Me temessem e guardassem em todo o tempo todos os Meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre!” (Dt 5:29). O desejo de Deus é que Seus filhos estejam bem “para sempre”. Para isso, precisam ser obedientes e amá-Lo “de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento”. Caso contrário, na sua vida não haverá mudanças significativas.

Todo pai amoroso e responsável espera que os filhos o amem, o respeitem e obedeçam, para que cresçam e prosperem. Deus Pai deseja o mesmo: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3jo 2). Prosperidade implica empurrar para a frente. É o empurrão que todo pai amoroso e responsável dá quando os filhos se aproximam dele e lhe obedecem. Deus também dá um empurrão para a frente naqueles que consideram o “sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra” (Is 58:13). Ele prometeu a esses: “Eu te farei cavalgar sobre os altos da Terra e te sustentarei com a herança de jacó” (Is 58:14).

Portanto, um dos passos para sermos prósperos é observar o que o Senhor diz no quarto mandamento: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8). Isso implica expressar, no dia santo, nosso louvor e gratidão ao bondoso Deus Criador e Salvador.

Texto de autoria de Paulo Roberto Pinheiro, editor da Casa Publicadora Brasileira, publicado na RA de Maio/2010.

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sábado, 5 de novembro de 2011

Sábado de Quem? Do Homem, do Judeu, de Deus?

“O tempo que a Terra gasta em seu movimento de oeste para leste, descrevendo uma elipse alongada em torno do Sol, forma o ano. O espaço de tempo necessário para uma revolução completa da Lua em volta da Terra forma o mês. O período que a Terra leva para completar o movimento de rotação em redor de seu próprio eixo forma o dia. Com efeito, o ano, o mês e o dia estão associados, como unidade de tempo, aos fenômenos astronômicos. A semana, entretanto, constitui um ciclo independente, de origem divina, sem qualquer relação com as lunações ou movimento de translação e rotação da Terra.” – Revista Adventista, 9/78, pág. 8.
O Sábado foi criado por Deus para marcar perpetuamente o período da semana. Ao final de cada seis dias – virá o sétimo que é o Sábado. – Então, qual é o dia do aniversário da criação? – O Sábado!

“O Sábado é uma lembrança semanal de que o Deus Todo Poderoso tudo fez e de tudo cuidou em Sua criação, para provar que foi, é e será fiel.”

OBSERVAÇÃO – O Sábado era, e é tão bom, que o Criador o separou como dia santificado. As nações se originaram em Adão. Por conseguinte, o Sábado foi feito para todos os homens, de todas as nações.

“O SÁBADO É DO JUDEU”
Afirmações como esta são comumente proferidas por pessoas bondosas e sinceras, mas que desconhecem completamente o assunto. Dizem porque ouviram. Mas, não conferiram. E nós temos que conferir tudo com a Bíblia, não é? A princípio posso garantir que é muito frágil essa afirmação, pois que, dentro da premissa, é ou não é, a verdade é que o Sábado não é do judeu nem do gentio, é de Deus, que o criou.

“O SÁBADO FOI FEITO PARA OS JUDEUS”
Esta expressão, também largamente usada pelos irmãos evangélicos em geral, é outra afirmação precipitada e sem nenhuma base escriturística. Por quê? – Ouça, irmão: Você sabe de onde provém os judeus? Sabe por acaso como surgiram? Quando apareceram na Terra? Se a pessoa não possui resposta para estas perguntas, nunca deve dizer que o Sábado foi feito para os judeus.

Sim, afirmo com convicção, porque o Sábado foi feito na semana da criação e somente havia duas pessoas presentes – Adão e Eva –, e eles não eram judeus, eram filhos de Deus dos quais descendemos. Deste casal, que nasceu adulto, surgiu o povo de Deus do início, e saiba, amado, não eram judeus, e sim hebreus. Aqui a prova: “E lhes dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus…” Êxodo 7: 16; 9: 13.

O judeu só veio a existir no cenário mundial, dois mil anos depois de ter Deus criado o Sábado. Portanto, o Sábado foi tornado conhecido no Éden, ao homem. Daí, mais esta afirmação deixa de ter conteúdo e cai por terra, não é?

“O SÁBADO FOI DADO AOS JUDEUS”
Esta expressão também é outro equívoco doutrinário, sem respaldo bíblico ou teológico. Efetivamente o Sábado foi proclamado no Monte Sinai, a uma multidão judia. Mas, concluir que nós, os gentios, não estamos obrigados a observá-lo, não está correto. Sabe por quê?
Medite nisto:
“Quando os três discípulos Pedro, Tiago e João – todos judeus, estavam com Cristo no Monte da Transfiguração, veio uma voz do Céu, dizendo: ‘… Este é o Meu Filho amado; a Ele ouvi’ (Luc. 9: 35). Devemos então compreender daí que esta ordem do Pai de ‘ouvir’ a Cristo devesse ser obedecida unicamente por aqueles três discípulos, ou, quando muito, unicamente pela raça judia, da qual faziam parte? Isto, porém, seria tão razoável como a conclusão acerca do mandamento do Sábado.” – Francis D. Nichol, Objeções Refutadas, pág. 23.

Como se vê, tanto no Monte Sinai, quanto no Monte da Transfiguração, Deus está diante de pessoas judias. No Sinai, ao dar a Lei, o monte incandesceu; na transfiguração, os três discípulos viram Jesus, Moisés e Elias rebrilharem como o Sol. Num e noutro caso, os circunstantes eram todos judeus.
“…o simples fato de que o auditório se compusesse de judeus, não justifica a conclusão de que a ordem só a esses se destinasse. Basear uma objeção a um mandamento bíblico no fato de que ele tem ligações positivas com os judeus, levar-nos-á às mais estranhas conclusões. Toda a Bíblia foi escrita por judeus, e a maior parte se dirige especialmente aos judeus. Todos os profetas foram judeus, e o próprio Cristo ‘… tomou a descendência de Abraão’ (Heb. 2: 16) e andou na Terra como judeu. E Ele também declarou: ‘… a salvação vem dos judeus’ (João 4: 22). Devemos então concluir que… os profetas bíblicos, os apóstolos, o Salvador e a salvação devessem ser limitados aos judeus?” – Idem, pág. 24.
– Evidentemente que não. Porém, se usarmos o silogismo de que o Sábado se refere aos judeus, nós os gentios, não temos obrigação de observá-lo, – da mesma maneira – , a Bíblia é dos judeus, nada temos com ela. Como ficaremos?
Caro irmão, leia a clareza deste verso:
Marcos 2: 27 – “… O Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado.”
Esta expressão Neo-Testamentária encerra estas verdades:

Primeira – O Sábado foi feito por causa do homem (e não do judeu), e Jesus tem absoluta certeza nesta afirmação, porque, ao ser criado o Sábado, não existia o judeu.

Segunda – O valor do Sábado é aqui realçado e confirmado. Sim, porque se não existisse o homem Deus não precisaria criar o Sábado. Sendo, porém, criado o homem, o Sábado passou a ser de vital utilidade. É Deus quem diz. Eu creio, e você?
Isso quer dizer que o homem e o Sábado estão unidos. Intimamente ligados. E o propósito divino é que o Sábado seja um dia deleitoso para o homem (Isaías 58: 13-14). Se Deus assim deseja, aceitemos. Este é o imperativo divino:
Eclesiastes 12: 13 – “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem.”
Novamente, e com absoluta clareza é realçada a expressão homem e não judeu. Isto é evidente de que o Sábado foi criado por Deus para o homem.

“O SÁBADO É SINAL PERPÉTUO PARA OS JUDEUS”
Esta expressão também perde sua razão, e agora alcança real significado e responsabilidade para todos os cristãos, porque, diante do que apresenta a Bíblia, o Sábado não é sinal para os judeus e sim para os homens, e isso confirmado pela Bíblia, consubstanciado pelo próprio Senhor Jesus.
Portanto, meu amado, reconsidere o assunto e nunca esqueça: Deus empenhou a palavra para dar poder a quem desejar obedecê-Lo. Sabe, irmão, o propósito divino ao criar o Sábado e torná-lo santo, não se limitava apenas aos judeus. O povo de Israel deveria fazer resplandecer a luz de sua religião para as nações vizinhas. Aceitando a adoração do Deus verdadeiro, essas nações com prazer observariam as leis divinas como Israel.

Números 15:16 – “A mesma lei e o mesmo rito haverá para vós, como para o estrangeiro que morará convosco.”
Isto inclui, sem dúvida, o Sábado. E a confirmação vem dos primórdios do Velho Testamento.
Observe:
Números 9:14 – “… Um mesmo estatuto haverá para vós, assim para o estrangeiro como para o natural da terra.”
No próprio quarto mandamento do Decálogo, a observância do Sábado atinge “… o forasteiro das tuas portas para dentro.” (Êxodo 20: 10). Posteriormente Deus promete ao estrangeiro que O aceita como Deus verdadeiro, e que prazerosamente observe o Sábado como o “santo dia do Senhor”, as mesmas bênçãos prometidas a Israel:
Eis a promessa: Isaías 56: 6-7 - “E aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para O servirem, e para amarem o Nome do Senhor, sendo deste modo Seus servos, sim, todos os que guardam o Sábado, não o profanando, e abraçam a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte, e os alegrarei na Minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada casa de oração para TODOS os povos.”
Lourenço Gonzales
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Como saber se uma Igreja prega a verdade?

hA Bíblia nos mostra que a Igreja do Deus Vivo seria a “coluna” e o “baluarte” (ou suporte) da verdade para o mundo (cf. 1Tim. 3:15). Se descobrirmos o que a Bíblia chama de “verdade”, então saberemos qual seria o tema de pregação dessa Igreja Verdadeira.

Sendo a “coluna” da verdade, a Igreja seria a própria representante da verdade de Deus nesta Terra, ou seja, esta Igreja precisa pregar TODA a verdade, sem deixar nenhum ponto, pois, caso contrário, não poderia ser a “coluna” ou o “pilar” da verdade.

A própria Matemática diz que um plano só existe se estiver formado por, no mínimo, três pontos. Isto pode ser muito bem observado em uma mesa comum. Nenhuma mesa é forte e confiável se tiver apenas 1 ou 2 pernas. Para que uma mesa possa receber uma adequada carga sobre ela, é necessário que tenha NO MÍNIMO 3 pernas.

O mesmo acontece com a Verdade Bíblia. A Bíblia menciona 3 “pilares” da Verdade, e somente quando defende e prega estes 3 “pilares” é que uma Igreja pode ser considerada a IGREJA VERDADEIRA.

Portanto, para saber se uma igreja é “Verdadeira” ou “Falsa”, basta fazer 3 perguntas...

I – JESUS É A VERDADE (João 14:6)
Uma igreja que não pregue a respeito de Jesus não pode ser a Igreja Verdadeira. E o que é pregar sobre Jesus?

1. Que Ele é o Criador.
2. Que Ele é o Salvador.
3. Que Ele é o Mantenedor.
4. Que em Jesus habita toda a Plenitude da Divindade (ou seja, Ele é Deus).
5. Que somente através de Jesus nós teremos perdão dos pecados.
6. Que Ele é a encarnação da Divindade (Deus feito homem).
7. Que Ele é a “Cabeça” da Igreja.
8. Que Ele retornará em glória e majestade para buscar Seu povo.

Como Jesus é Deus, quando a Bíblia menciona que Ele é a verdade, está englobando também as outras Pessoas da Trindade, pois o Pai é a Verdade (cf. Sal. 31:5) e o Espírito Santo é a Verdade (cf. João 15:16; 1Jo 5:6)

Portanto, se uma igreja não ensina que Jesus é a Verdade, conforme revelada nas Escrituras, então certamente aquela igreja não é “verdadeira”.

Vamos, então, fazer a primeira pergunta...

Você chega na porta de uma igreja, e pergunta-se para alguém de sua liderança:
Esta igreja crê e ensina sobre Jesus (Que Ele é Deus? Que Ele é nosso Salvador, Criador e Redentor? Que Jesus é a encarnação da Divindade? Que Ele é a cabeça da Igreja? Que Ele voltará em glória e majestade para buscar Seu povo?)?”.

Se a resposta for “NÃO”, então não perca seu tempo com aquela igreja, pois não é a Igreja da Verdade.
Mas, se a resposta for “SIM”, então faça a segunda pergunta.

II – A BÍBLIA É A VERDADE (João 17:17)

Uma igreja que não pregue e ensine que a Bíblia é a Palavra de Deus, não pode ser a Igreja Verdadeira. E o que é pregar sobre a Bíblia?

1. Que Ela é a Palavra revelada de Deus aos homens.
2. Que toda e qualquer doutrina deve ser mantida apenas em acordo com a Bíblia.
3. Que nenhuma tradição humana está acima dos seus escritos.
4. Que ela foi escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo de Deus.
5. Que tanto o AT quanto o NT são importantes para nossa vida, porque foram inspirados pelo mesmo Deus.
6. Que devemos dedicar tempo para estudá-la e aprender sobre seus ensinos, e praticá-los em nossa vida diária.
7. Que a Bíblia que temos hoje foi preservada de erros doutrinários ao longo dos séculos, sendo confiável para nossos dias.

Portanto, se uma igreja não ensina que a Bíblia é a verdade, conforme revelada nela mesma, então certamente aquela igreja não é “verdadeira”.

Segunda Pergunta...
Pergunte para a mesma pessoa a quem foi feita a pergunta anterior:
Esta igreja crê e ensina que a Bíblia é a Palavra de Deus, e que somente por ela nossas doutrinas podem ser comprovadas?”.

Se a resposta for “NÃO”, então não perca seu tempo com aquela igreja, pois não é a Igreja da Verdade.
Mas, se a resposta for “SIM”, então faça a última pergunta.

III – A LEI DE DEUS É A VERDADE (Sal. 119:142 e 151)
Uma igreja que não pregue e ensine sobre a Lei de Deus não pode ser a Igreja Verdadeira. E o que é pregar sobre a Lei de Deus?

1. Que TODOS os seus mandamentos ainda estão em vigor.
2. Que foi a lei cerimonial que passou, e não tem mais sentido na Nova Aliança.
3. Porém, a Lei moral dos 10 Mandamentos ainda está em vigor, e continuará para sempre, pois representa a expressão do caráter de Deus.
4. Que se escolhemos não guardar algum dos mandamentos, o Senhor nos considera culpado de todos os 10.
5. Que é um “mentiroso” aquele que diz que ama a Deus, mas que despreza Seus mandamentos.
6. Que o sétimo dia da semana (o sábado) é o dia que Deus escolheu para ser adorado, e que nenhum outro dia recebeu do Senhor o significado que o sábado recebeu (foi santificado, abençoado e dedicado ao descanso semanal).
7. Que desde o Gênesis até o Apocalipse o sábado é mostrado como um marco entre Deus e Seu povo santificado.

Portanto, se uma igreja não ensina que a Lei de Deus é a verdade, conforme revelada na Bíblia, então certamente aquela igreja não é “verdadeira”.

Última Pergunta...
Pergunte para a mesma pessoa a quem foram feitas as outras perguntas:
Esta igreja crê e ensina que a Lei de Deus, com todos os seus mandamentos, ainda está em vigor?”.

Se a resposta for “NÃO”, então não perca sua salvação com aquela igreja, pois não é a Igreja da Verdade.
Porém, se a resposta for “SIM”, então pode ter certeza que aquela Igreja ensina TODA a VERDADE, pois respondeu afirmativamente às 3 perguntas apresentadas na Bíblia.

IV – AS PERNAS DA MESA
Assim como a mesa não tem sustentação com apenas 2 pernas, também uma igreja não pode se considerar “verdadeira” se tiver apenas 2 dos pilares da Verdade.

É interessante notar como existem igrejas que pregam 1 ou 2 pontos da Verdade, mas sempre deixa algum de lado. Por exemplo:

1. Os judeus aceitam a Bíblia e a Lei, mas rejeitam JESUS.
2. Os evangélicos aceitam a Bíblia (apesar de alguns também a rejeitarem) e Jesus, mas desprezam a LEI
3. Os católicos aceitam Jesus, mas rejeitam a LEI (alterando-a) e a BÍBLIA (trocando-a pela tradição).
4. As Testemunhas de Jeová aceitam a Bíblia, mas rejeitam JESUS (não crêem que Ele é Deus) e a Lei.
5. Ou seja, praticamente todos rejeitam pelo menos um ponto da Verdade. Portanto, tais igrejas não podem se considerar VERDADEIRAS.

Jesus fez uma advertência muito séria sobre aqueles que baseiam sua religião em emocionalismo, tradição, milagres, curas, exorcismos, línguas estranhas, bênçãos, etc., mas que desprezam a obediência à Sua vontade.

Veja em Mateus 7:21-23

Como eu já mencionei em outra postagem, a palavra aqui traduzida por “iniqüidade” é o termo grego ANOMIA, que significa “quebra da lei”, “falta de lei” ou “desprezo pela lei”. A mesma palavra grega aparece em 1Jo 3:4

Ou seja, Jesus estava condenando exatamente os que se diziam “religiosos” (faziam tudo em Seu nome), mas que desprezavam a obediência à Sua Lei, praticando a iniqüidade.

CONCLUSÃOHá muitas igrejas e denominações pelo mundo afora, porém a Palavra de Deus não nos deixa sem a resposta à pergunta: como saber se uma igreja é certa ou não?

Vimos que são necessárias apenas 3 perguntinhas para saber se uma igreja é ou não verdadeira.

Faça o teste e verá que a maioria esmagadora responderá “sim” a 2 perguntas, mas responde não à terceira pergunta – sobre a Lei.

Apenas uma Igreja que ensine realmente em conformidade com a Verdade pode ser considerada a “Igreja do Deus Vivo, coluna e baluarte da Verdade”.

E a Igreja Adventista do 7º Dia tem a alegria de poder responder com um estrondante “SIM” a todas estas perguntas.

Louvado seja o nosso Senhor!



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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Descanso Semanal

Sábado um Presente de Deus




Sempre que tenho uma semana difícil e sobrecarregada, ou até mesmo quando não é tão difícil assim, chega um momento em que exclamo: “Preciso de um sábado em minha vida”.  As bênçãos trazidas pelo sábado já podem ser sentidas nos momentos de preparação na sexta-feira. Em casa, temos por hábito desligar os aparelhos eletrônicos de coisas que não são edificantes e harmonizar com hinos, limpeza dos utensílios e residência,  arejar os quartos, enfim permitir que a atmosfera sabática  penetre em nossa casa e tome conta de todos os lugares e também do nosso coração.



E quando as programações na igreja são leves e harmoniosas: “Que prazer! Que horas benditas, santas e felizes!”. Que pena que nem sempre é assim. Existem sábados que a sobrecarga dos afazeres de casa e da igreja parece nos afundar em situações tão delicadas que queremos mais é que este dia tão precioso e sagrado acabe rápido, que passe voando.


          Fico imaginando o que deve sentir Deus ao ver todas essas coisas. O dia dedicado a Ele ser transformado num fardo, tão pesado que muitos anseiam a chegada do domingo ou de outro dia qualquer para o verdadeiro descanso.

O próprio Deus descansou neste dia. O prefixo “des”  encontrado nesta palavra significa oposto, o contrário de. No dicionário, encontramos: livrar de fadiga, de trabalho, tranqüilizar, acalmar, repousar… Que delícia! E existe melhor lugar para descansar do que nos “Braços do Pai?” Que possamos refletir de que forma está sendo o nosso descanso e a nossa forma de passar por este dia tão especial, colocado pra nós lá Éden e que desde então, tem atravessado séculos, sendo provado e comprovado que ele não é apenas benéfico para nossas vidas, mas também extremamente necessário.


         Que seu sábado seja realmente muito especial!

Maria Luísa
para o blog: comentariojovem


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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tira-Dúvidas sobre o Sábado

1. Quando o sábado foi estabelecido?
“Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gênesis 2:1-3). Deus instituiu o sábado (junto com o matrimônio) no último dia da semana da criação, quando o mundo ainda ostentava sua perfeição original (Gênesis 31), antes que o homem pecasse e antes de estabelecer as nações. Desse modo, o sábado foi dado a toda a família humana, e não apenas a uma parte dela. Etimologicamente, “sábado” é uma palavra hebraica que significa “descanso”.

2. Quem estabeleceu o sábado?

“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens. … E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1:1-4, 14). “… Em Deus, que criou todas as coisas” (Efésios 3:9). “Porque o Filho do homem é senhor do sábado” (Mateus 12:8).

3. Para quem foi feito o sábado?

“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Deus não criou o homem para observar um dia, mas estabeleceu um dia para que o homem o guardasse. Dado com um propósito divino, seu presente de tempo não deve ser menosprezado, depreciado ou esquecido.

4. Que condição especial Deus atribuiu ao sábado, e por quê?

Deus incluiu o sábado como o quarto mandamento nos dez mandamentos escritos com Seu próprio dedo nas tábuas de pedra: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êxodo 20:8-11). “Ele fez memoráveis as Suas maravilhas; benigno e misericordioso é o Senhor. … Lembrar-Se-á sempre da Sua aliança. Manifesta ao Seu povo o poder das Suas obras, dando-lhe a herança das nações. As obras de Suas mãos são verdade e justiça; fiéis, todos os Seus preceitos. Estáveis são eles para todo o sempre, instituídos em fidelidade e retidão” (Salmo 111:4-8). É o memorial de Sua criação e de Seu poder criativo. O fato de Deus criar todos os seres humanos significa que o sábado é de aplicação universal.

5. Por meio de que milagre realizado antes do Sinai o Criador identificou e confirmou o sábado como um dia santificado e abençoado?

“Então, disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que Eu ponha à prova se anda na Minha lei ou não. Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia” (Êxodo 16:4 e 5). Ver também os versículos 14-30. Deus repetiu o milagre do maná com sua porção dobrada para o sábado durante quarenta anos, distinguindo o sábado 2.080 vezes, demonstrando com isso a importância desse dia.

6. Quem é o Senhor do sábado e como é chamado esse dia?

“Porque o Filho do homem é senhor do sábado” (Mateus 12:8). “Achei-me em espírito, no dia do Senhor” (Apocalipse 1:10).

7. Que promessa é feita aos que guardam o sábado?

“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse” (Isaías 58:13 e 14).

8. Além de memorial da obra criadora, que outra função Deus atribui a Seu santo dia?

“Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica. … Santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Ezequiel 20:12 e 20). Como um símbolo de Seu poder para santificar a Seu povo, o sábado funciona como um selo (ver Romanos 4:11) de Seu pacto com aqueles que O adoram como de acordo com as especificações. É necessário um poder restaurador para salvar e santificar o homem caído. Assim, o sábado tem a dupla missão de honrar a Deus como nosso Criador e Redentor (ver Salmo 51:10-12; Efésios 4:23 e 24)

9. Cristo guardou o sábado?

“Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume, e levantou-Se para ler” (Lucas 4:16). “[Disse Jesus:] Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (João 15:10). Sem dúvida alguma, Jesus guardou o sábado, obedeceu aos dez mandamentos, inclusive o quarto, que é o sábado. Cristo explicou que a obediência aos mandamentos é fruto do amor a Deus, e não o resultado de formalismo, legalismo ou cegueira para com o evangelho. (Ver Mateus 5:17-20; João 14:15; 15:9-11; Hebreus 13:8.) O mandamento para amar a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo não substitui os dez mandamentos, e sim explica a sua essência. (Ver Mateus 22:36-40; Levítico 19:18; Deuteronômio 6:5.) Jesus não transgrediu o sábado, como dizem alguns, e sim o separou das tradições não bíblicas que os líderes religiosos haviam inventado sob a influência de Satanás. (Ver Mateus 12:1-15; 15:6-9; Lucas 13:10-17; Marcos 7:9-13.) Cristo indicou claramente que o dia de repouso bíblico devia continuar depois de Sua crucifixão e ressurreição, sem indicar que devia acabar ou mudar. (Ver Mateus 24:20 e 21; Lucas 16:17.) Os cristãos devem seguir o exemplo de Cristo, o qual inclui a observância do sábado. (I João 2:5 e 6; João 13:15-17; I Pedro 2:21.)

10. Como Cristo reafirmou o sábado após a Sua morte?

“… Pediu-lhe o corpo de Jesus, e, tirando-o do madeiro… o depositou num túmulo aberto em rocha… Era o dia da preparação, e começava o sábado” (Lucas 23:52-54). O Pai e o Filho descansaram no sábado, após Sua primeira grande obra, a obra da criação. Agora Jesus, depois de completar Sua segunda grande obra – a obra da redenção – outra vez descansa no sábado, antes de ressurgir em glória e triunfo.

11. Os discípulos guardaram o sábado depois da crucifixão?

“Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento” (Lucas 23:56). “Ao saírem eles, rogaram-lhes que, no sábado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras… a Paulo e Barnabé, e estes, falando-lhes, os persuadiam a perseverar na graça de Deus. No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus” (Atos 13:42-44). “No sábado, saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido” (Atos 16:13). “Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras” (Atos 17:2). “E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos” (Atos 18:4).

12. O que Paulo disse sobre o sábado?

“Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4:9).

13. Como e por que Deus enfatiza a necessidade de observar o sábado nestes últimos dias?

Como: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14: 6 e 7). Compare com Êxodo 20:11. Ver também Apocalipse 14:12 e 22:14.
Por que: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. – Esqueceste da lei do teu Deus” (Oséias 4:6). “Embora Eu lhe escreva a Minha lei em dez mil preceitos, estes seriam tidos como coisa estranha. Porque Israel se esqueceu do seu Criador” (Oséias 8:12 e 14). “Desprezaste as Minhas coisas santas e profanaste os Meus sábados. … Os seus sacerdotes transgridem a Minha lei… e dos Meus sábados escondem os olhos” (Ezequiel 22:8 e 26). “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17). Ver também Isaías 56:1-8.

14. Em que sentido especial o sábado constitui o selo de Deus?

(Ver novamente Êxodo 20:8-11; Deuteronômio 4:13; Hebreus 8:10-12; Ezequiel 20:12 e 20; Êxodo 31:13-18; ver também Isaías 56:1-8; Lamentações 1:7; Ezequiel 22:8 e 26; Neemias 13:15-18; Salmo 119:126 e 127.)
a) Deus o identifica como o símbolo de Seu concerto com Seu povo.
b) De todos os dez mandamentos, só o sábado possui o selo oficial do legislador: Seu nome (Jeová teu Deus); título (Criador – que fez o Universo); jurisdição (o Universo inteiro, que é Sua criação).
c) Assinala que o sábado seria ridicularizado pelos perversos e apóstatas que não respeitam Sua autoridade como Criador. Desse modo, Deus eleva o sábado a um lugar de honra, especialmente porque Seu povo será perseguido por guardá-lo em lugar do domingo, a falsificação do dia de repouso.

15. Que chamado especial Deus faz à humanidade?

“Temei a Deus e dai-Lhe glória” (Apocalipse 14:7). “Escolhei, hoje, a quem sirvais” (Josué 24:15). “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29). “Ah! Se tivesses dado ouvidos aos Meus mandamentos! Então, seria a tua paz como um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar” (Isaías 48:18). “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14).

16. O sábado não é só para os judeus?

Não. Jesus disse: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” Marcos 2:27. Não somente para os judeus, mas para o homem – todo homem e toda mulher em todos os lugares. Os judeus só passaram a existir 2.500 anos após o estabelecimento do sábado.

17. O texto de I Coríntios 16:1 e 2 não fala de ofertas na escola dominical?

Não faz referência alguma a reunião pública. O dinheiro devia ser separado em particular, em casa. Havia fome na Judéia (Romanos 15:26; Atos 11:26-30), e Paulo estava escrevendo às igrejas da Ásia Menor para que ajudassem. Todos esses cristãos guardavam o sábado, e assim Paulo sugeriu que no domingo pela manhã, após o sábado [era quando pagavam seus débitos e punham em ordem suas contas], eles separassem algo para os irmãos necessitados, a fim de que estivessem preparados quando ele viesse. Isso devia ser feito em particular, ou seja, em casa. Não há nenhuma referência ao domingo como dia santo. De fato, a Bíblia não sugere nem ordena em lugar algum a observância do domingo.

18. Atos 20:7-12 não é uma prova de que os discípulos guardavam o domingo como dia santo?

De acordo com a Bíblia, cada dia começa com o pôr-do-sol e termina com o pôr-do-sol seguinte (ver Gênesis 1:5, 8 e Levítico 23:32), e a parte escura do dia chega primeiro. Portanto, o dia de repouso começa com o pôr-do-sol de sexta-feira e termina ao pôr-do-sol de sábado. Esta reunião de Atos 20 foi realizada na parte escura do domingo, o que hoje chamamos de sábado à noite, e durou até a meia-noite. Paulo sabia que não veria essas pessoas outra vez antes de sua morte (verso 25). Por isso, não é estranho que pregasse durante tanto tempo. [Uma reunião semanal não teria durado tanto tempo.] A reunião ocorreu na parte escura do primeiro dia da semana [o que chamamos sábado à noite] porque Paulo “devia seguir viagem no dia imediato”. “Partir o pão” não tem nenhum significado de “dia santo”, porque eles o partiam todos os dias (Atos 2:46). Não há o menor indício nesta passagem das Escrituras de que o primeiro dia da semana é santo, nem de que esses primeiros cristãos assim o cressem. Tampouco há a mais remota evidência de que o dia de repouso tivesse sido mudado. A Bíblia refere-se ao domingo como ‘dia de trabalho’ em Ezequiel 46:1. Deus jamais pediu a quem quer que fosse para guardar o domingo como dia santo. A propósito, a reunião de Atos 20 é mencionada nas Escrituras por causa do milagre da ressurreição do jovem que sofrera um acidente fatal durante a cerimônia.

19. Mas não se perdeu a noção do tempo nem dos dias da semana, desde o tempo de Cristo?

Não. Enciclopédias de grande credibilidade e livros de referência deixam claro que nosso sétimo dia é o mesmo que Jesus guardou como dia santo. É um fato que pode ser comprovado.

20. Mas João 20:19 não é um relato provando que os discípulos instituíram a observância do domingo em honra da ressurreição?

Muito ao contrário, esses discípulos não criam que a ressurreição havia ocorrido (Marcos 16:14). Eles estavam reunidos com “medo dos judeus”, e tinham trancado as portas. Não há a menor idéia aqui de que eles consideravam o domingo como um dia santo. Há apenas oito textos no Novo Testamento que mencionam o primeiro dia da semana. [A palavra “domingo” não existe na Bíblia.] Os primeiros cinco tratam da ressurreição: Mateus 28:1, Marcos 16:2, Marcos 16:9, Lucas 24:1, João 20:1. Já discutimos os outros três (João 20:19, Atos 20:7 e I Cor. 16:1 e 2) nas perguntas anteriores. Nenhum deles faz a mais remota inferência de que o domingo é dia santo.

21. E Colossenses 2:14-17 não suprime o sábado?

De maneira alguma. Essa passagem refere-se apenas ao sábado como “sombra das coisas que haviam de vir”, e não ao sétimo dia, o sábado. Havia sete dias santos no antigo Israel que eram chamados sábados. Foram dados em acréscimo, ou “além dos sábados do Senhor” (Levítico 23:38) ou sábado do sétimo dia. Eles prefiguravam a cruz e terminaram na cruz, mas o sábado do Senhor foi estabelecido antes da entrada do pecado, e portanto, esses sábados não podiam prefigurar nada sobre livramento do pecado. Esta é a razão pela qual Colossenses faz menções específicas dos sábados que eram “uma sombra”. Esses sábados anuais que foram abolidos na cruz, são mencionados em Levítico 23.

22. De acordo com Romanos 14:5, o dia que guardamos é um assunto de opinião pessoal?

As palavras “todos os dias” referem-se aos seis dias de trabalho. (Ver Êxodo 16:4, 5, 26, etc.) O sábado do sétimo dia não está envolvido. A discussão gira em torno dos sete sábados anuais e sua validade após a cruz. Note que todo o capítulo trata do assunto: julgar uns aos outros (ver versos 4 e 13). Paulo não diz nada sobre o que está certo ou o que está errado. Ele simplesmente diz: “Não nos julguemos mais uns aos outros” (Romanos 7:7, 12 e 14; I Coríntios 7:19; 9:21)

fonte: setimodia

Sábado é o dia mundial da alegria
Assista  ao video um dia de esperança

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um dia especial

Carlos não aguentava mais a espera. Mal conseguia se concentrar nos estudos, pois em sua mente só havia uma pessoa: Valéria. Quanto mais se aproximava o dia do encontro, mais as horas demoravam a passar. Durante a semana, os dois só encontravam tempo para conversar por telefone, por isso, o fim-de-semana era tão aguardado.

O dia esperado, enfim, chega. Ambos deixam tudo de lado – estudos, trabalho, televisão – e dedicam todo o tempo para andar de mãos dadas, num diálogo animado e romântico.

Era mais ou menos isso o que Deus tinha em mente ao criar o dia mais especial da semana: o sábado. É verdade que cada dia devemos separar tempo para passar com Ele, mas existe um dia especial reservado desde a Criação para o companheirismo com Jesus. É um dia diferente, porque Jesus faz a diferença. Nossa comunhão com Ele é tão bonita, tão cheia de significado, que as demais atividades ficam para outros dias.

O dia realmente importa?

Mas será que realmente importa o dia que eu reservo para Deus? Bem, quanto a isso o Senhor foi o primeiro a dar-nos o exemplo: “No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito. Então abençoou o sétimo dia e o separou como um dia sagrado, pois nesse dia Ele acabou de fazer todas as coisas e descansou” (Gênesis 2:2 e 3 BLH). Aqui encontramos pelo menos três razões para guardar o sábado: Deus abençoou, santificou e “descansou” no sétimo dia.

Em Êxodo 20:8-11, o sábado aparece como o quarto mandamento da lei de Deus: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho...” O simples fato de ser um mandamento divino já devia fazer-nos considerá-lo de forma mais séria. Ainda assim, Deus nos diz que devemos santificar o sétimo dia para que sirva de “sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus que vos santifica” (Ezequiel 20:20).

Só para os judeus?

Talvez alguns digam, numa tentativa de silenciar a consciência: “O sábado foi criado só para o povo judeu. E Cristo, no Novo Testamento, o aboliu.” O que será que a Bíblia diz sobre isso? Vejamos:

“Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos, porque este é dever de todo homem” (Eclesiastes 12:13). Lembre-se que quando Deus criou o sábado não havia nenhum povo sobre a Terra, somente Adão e Eva.

“E aos filhos dos estrangeiros que se chegarem ao Senhor, para O servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando...” (Isaías 56:6).

“Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas” – disse Jesus. – “Não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei...” (Mateus 5:17 e 18).

Cristo não poderia ter abolido a lei e o sábado, pois Ele mesmo guardava o sétimo dia (ver Lucas 4:16 e João 15:10). O livro de Malaquias (3:6) diz que Deus não muda. Por que Ele teria instituído um mandamento para depois aboli-lo? Note ainda que a Maria, a mãe de Jesus, e os apóstolos também guardavam o sábado (ver Lucas 23:55 e 56; Atos 13:14, 42 e 44; 16:13; 17:2 e 18:4).

Ao profetizar a destruição de Jerusalém, Cristo disse: “Orem a Deus para que essa fuga não aconteça no inverno ou no sábado” (Mateus 24:20 BLH). No inverno é compreensível, mas por que seria difícil fugir no sábado? Porque nesse dia o povo de Deus estaria adorando ao Criador e não estaria preparado para a fuga. Agora note: Jerusalém foi destruída pelos romanos no ano 70 d.C., quase 40 anos após a ressurreição e ascensão de Cristo. Se Ele fosse efetuar uma mudança no dia de guarda com Sua ressurreição – como justificam alguns –, teria dito: “Orem a Deus para que a fuga de vocês não seja no inverno ou no domingo.” No entanto, décadas no futuro, Jesus viu Seus seguidores ainda honrando o sétimo dia “conforme o mandamento” (Lucas 23:56). E não é só isso. A Bíblia diz que na Nova Terra, no Paraíso restaurado, continuaremos a guardar o sábado! (Ver Isaías 66:22 e 23.)

Assim, por mais que alguns desejem encontrar ao menos um versículo bíblico que ordene a guarda do domingo, isso não existe, pois é um dogma criado por homens e faz parte da tradição, não da Bíblia. A Palavra de Deus diz que em vão adoram a Deus aqueles que ensinam doutrinas que são “preceitos de homens” (Mateus 15:9 e Atos 5:29).

Como guardar o sábado?

A Bíblia uma vez mais responde: “Se te abstiveres de violar o sábado, de cuidar dos teus negócios, chamando ao sábado ‘deleitoso’ e ‘venerável’ ao dia santo de Iahweh, se o honrares, abstendo-te de viagens, de correres atrás dos teus negócios, de fazeres planos, então de deleitarás em Iahweh...” (Isaías 58:13 e 14 BJ). “É, por conseguinte, lícito fazer bem aos sábados” (Mateus 12:12). É isso mesmo. Devemos nos abster de qualquer atividade secular (trabalho, estudos, leitura, TV) e nos dedicar ao serviço do Mestre, ajudando as pessoas, indo à Igreja... enfim, tomando tempo para “namorar” Jesus.

O sábado é um dia para comunhão especial com Deus. Dia em que lembramos que Ele criou “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há”. Por isso mesmo o sábado (e não outro dia qualquer) se constitui no memorial comemorativo da Criação. O dia especial do criacionismo.

Outro detalhe importante: a observância do sétimo dia deve ser feita do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado. Como assim? Essa é a contagem bíblica da passagem dos dias. No livro de Neemias (13:19 BLH), lemos: “Portanto, ordenei que os portões da cidade fossem fechados antes que começasse cada sábado, logo que fosse ficando escuro, e que não fossem abertos de novo até que o sábado terminasse... para que nenhuma carga fosse levada para dentro da cidade no sábado.” Logo que for ficando escuro, na sexta-feira, já estará iniciando um novo sábado. Em Levítico 23:32 lemos: “Sábado de descanso vos será... duma tarde a outra tarde celebrareis o vosso sábado.”

Mas, lembre-se: a obediência aos mandamentos de Deus deve ser baseada num relacionamento de amor. Cristo disse: “Se vocês Me amam, obedeçam aos Meus mandamentos” (João 14:15 BLH). E João nos diz que “amar a Deus é obedecer aos Seus mandamentos. E os Seus mandamentos não são difíceis de obedecer” (1 João 4:3). Quem tenta guardar os mandamentos sem o amor a Deus, cedo ou tarde deixará de fazê-lo. Mas, para quem ama a Deus de verdade, será impossível não obedecer-Lhe.

Michelson Borges


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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Internet e o sábado

A World Wide Web, ou a Internet, como é mais conhecida, tem ganhado alcance em todas as classes e setores da sociedade. Fato ruim ou bom? Em primeira instância, o leitor poderia dizer que é bom, pois como outras tecnologias criadas para facilitar a vida do ser humano ou para potencializar suas ações, essa ferramenta nos oportuniza comunicação rápida, entretenimento, acesso a volumes cada vez maiores de informação, enfim traz benefícios à humanidade.


No entanto, como qualquer outra tecnologia, seu sentido primário foi adulterado. Vamos citar o caso do avião. Tamanha foi a alteração sofrida em sua intencionalidade e função que fez com que seu inventor tirasse a própria vida, por desgosto provavelmente. Uma máquina projetada para encurtar distâncias e saudades, para alcançar localidades e pessoas isoladas, foi usada como arma de guerra para destruir, separar e matar. Alguma semelhança? Mera coincidência?

Você já deve estar se perguntando o que este discurso tem a ver com o título proposto a “Internet e o sábado”? A Internet foi corrompida e por isso não deve ser usada no sábado? Mas, se ela foi corrompida então não deveria ser usada em nenhum dia da semana? E o que dizer daqueles que trabalham por meio dessa tecnologia, estão condenados? Não! Decisivamente minha proposta de reflexão não é esta.
Não estou aqui para protagonizar uma luta contra a Internet, até porque por meio dela é que estamos conservando neste momento e considero isso maravilhoso. Quero levar o leitor primeiramente a pensar sobre os benefícios e perigos que a Internet tem ofertado às crianças, aos jovens, aos adultos e às pessoas de mais experiência.

 Mas, será mesmo necessário discutir sobre este assunto? Não é de conhecimento público que a “net” é composta por informações diversas, pérolas e lixo, que são vinculadas nas diversas mídias? Sim, realmente acredito que você já sabe que existem conteúdos que não agregam valor nenhum, ou ainda, que “destroem, separam e matam”.  Por isso, minha preocupação vai além, estou me referindo ao joio que está misturado com o trigo.

Assim, como em outras fontes de informação como: revistas, TV, rádio, jornais, etc. a Internet traz textos, vídeos, fóruns, mecanismos de comunicação instantânea, e por aí vai, que podem ser “lobos com pele de cordeiro”, meios aparentemente lícitos, mas que na verdade escondem idéias e valores contrários a palavra de Deus.

“Ok!” Você poderia me dizer. “Muito obrigada. Vou ficar mais alerta nas próximas vezes que acessar a Internet e vou procurar avaliar com mais critério os materiais e serviços que tenho usado, para diferenciar o que é joio do trigo. Mas, e o sábado? Este site tem a intencionalidade de falar sobre um dia de alegria. O que seu texto contribuiu com meu relacionamento com o sábado?”

Muito bem, vou tentar responder sua pergunta. O Sábado é o santo dia do Senhor, dia que nos foi reservado para descansarmos de nossas lutas, para esquecermos nossos cuidados pessoais e nos voltarmos ao Criador que tudo fez e que nos ama infinitamente. (ver Êxodo 20:8). Ao relacionar o sábado à Internet gostaria de pensar com você sobre “aqueles coisas que são lícitas, mas que não nos convêm.”

Somente para ilustrar, comer é lícito, não é? Mas, comer exageradamente ou alimentar-se de coisas estragadas não convém, certo?   Ler é lícito e louvável, mas ler algo que nos afasta de Deus, nos fará bem? Convêm a aqueles que querem ser fiéis a Deus? E ouvir ou assistir a algo que nos afasta dos propósitos do Santo Sábado do Senhor, pode ser lícito para o mundo todo, mas nos convêm? Percebeu a diferença? Isto deve ser tratado com muito cuidado, pois embora pareça algo banal, no fundo pode nos afastar da alegria de viver o verdadeiro sábado.

Existem certas atividades que fazemos na net que não tem uma intencionalidade ruim em si, conversar com pessoas, por exemplo, no MSN ou mandar scraps no Orkut. No entanto, são ações que podem nos levar a pensar em nossos cuidados ou no cuidado dos outros: nas compras que queremos fazer, na roupa da colega que estava bonita, na conta que você tem para pagar por causa do sapato novo que comprou para a formatura da sua prima, nas provas da faculdade, enfim nosso cérebro é super poderoso para fazer conexões entre as informações que entram e as que estão lá dentro.  Note que o ato de imaginar é “invisível”, normalmente não paramos para pensar no que estamos pensando (Risos! Desculpe-me o pleonasmo, mas foi necessário). E ao não paramos para pensar no que pensamos ali na frente da telinha do computador, quando estamos tranqüilos, aparentemente descansando e falando com amigos ou irmãos queridos, é que mora o perigo. De forma sutil, nossos pensamentos voam muitas vezes para bem longe das alegrias do sábado, do gozo de adentrar neste “templo no tempo” que o Senhor nos reservou.

Mas, amigo leitor, não quero terminar este texto com a mínima chance de um tom reprovador ou cerceador quanto ao uso da Internet no sábado.  Verdade seja dita, esse meio de comunicação tem sido um grande instrumento para divulgar o evangelho atualmente. Pessoas que moram em países onde se é proibido falar do amor de Deus tem sido alcançadas, literaturas diversas são distribuídas gratuitamente, pessoas são aconselhadas, pedidos de oração são divulgados, familiares tem feito as pazes por aqui (isso aconteceu na minha família), dentre tantas outras coisas louváveis. A Internet assim utilizada é um meio que nos leva a adorar a Deus, inclusive, no sábado.

Mas como escolher o correto a fazer em meio a tão contraditório panorama? Use as guias que desde o início o Senhor Deus nos reservou: a palavra de Deus, a oração e o bom senso. Melhor do que ninguém você sabe quais são as atividades reais e virtuais que lhe convém. Até porque o Espírito Santo sempre lhe indica o que é certo e o que é errado, não é mesmo? Ou você quase não pára para ouvir a sua voz? Neste caso, atenção total, alguma coisa está errada!!! No sábado, escolha apenas aquelas atividades que te aproximam de Jesus.
Medite nos textos bíblicos de Marcos 3:4 e I Coríntios 10:23 e pense no tempo e nas atividades próprias para o seu próximo sábado na net.

Maximiliana dos Santos Ferraz
Pedagoga, especialista em informática na educação, atualmente mestranda em educação com ênfase em educação, comunicação e tecnologia.

Mas como escolher o correto a fazer em meio a tão contraditório panorama? Use as guias que desde o início o Senhor Deus nos reservou: a palavra de Deus, a oração e o bom senso. Melhor do que ninguém você sabe quais são as atividades reais e virtuais que lhe convém. Até porque o Espírito Santo sempre lhe indica o que é certo e o que é errado, não é mesmo? Ou você quase não pára para ouvir a sua voz? Neste caso, atenção total, alguma coisa está errada!!! No sábado, escolha apenas aquelas atividades que te aproximam de Jesus.
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