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domingo, 28 de agosto de 2011

Novos tempos, maiores exigências

Não há dúvidas de que a tecnologia veio para mudar nossa vida e trazer facilidades. Hoje é possível se comunicar gratuitamente com uma pessoa do outro lado do mundo, vendo o rosto dela numa tela, ao mesmo tempo em que se envia para ela um arquivo de filme (ou outra coisa qualquer) via internet. Os buscadores economizam horas de pesquisa e os blogs e redes sociais ajudaram a democratizar a informação, possibilitando ao receptor o acesso a ferramentas que facilmente o tornam, também, emissor da informação. As infovias poderiam até ser comparadas às estradas romanas do primeiro século, que facilitaram o contato das pessoas e a disseminação de informações no antigo Império Romano. Os modernos, rápidos e fáceis meios de comunicação atuais certamente estão no contexto da nova “plenitude dos tempos”, em que há plenas condições de comunicar as boas-novas da volta de Jesus ao mundo. Se Ele ainda não voltou, não foi por falta de recursos comunicacionais. Mas essa é outra discussão...


Entretanto, com as facilidades vêm também os desafios. É tanta informação disponível, que muita gente não consegue mais administrar essa avalanche. Como selecionar nessa imensa prateleira de conteúdos o que é relevante e desprezar o irrelevante? Como desenvolver essa habilidade de foco e não nos perdermos nas águas virtuais? Chegou o tempo em que os cristãos devem escolher entre o bom e o essencial. Há muita coisa boa na internet, mas se nos dedicarmos a todas elas, não mais nos sobrará tempo para o que é essencial: a comunhão com Deus, o relacionamento com a família e os amigos (afinal, “as coisas mais importantes na vida não são coisas”, como escreveu Anthony J. D’Angelo) e a missão (sim, porque nós, cristãos, não estamos aqui numa colônia de férias, mas no campo de uma batalha; e temos uma obra a concluir).



Além da tentação da perda de tempo com o que é bom, há também o perigo maior da submersão em águas turvas. Quanto mais a informação se torna acessível (ponto positivo), mais o lixo internético se aproxima, também, das pessoas (ponto negativo). Se antigamente (e “antigamente”, hoje, nestes tempos velozes, pode ser vinte anos atrás, apenas) o rapaz, para ter acesso à pornografia, tinha que se expor, fingir que era mais velho e comprar uma revista na banca de jornais, hoje, no recôndito de seu quarto, atrás de um monitor, no anonimato conveniente e à distância de apenas um clique, todo um universo imoral e viciante se lhe abre aos olhos. A armadilha é satanicamente perfeita: a sociedade apresenta moral questionável e carregada de valores invertidos; as pessoas perdem cada vez mais a capacidade de resistir à tentação e se acostumam ao pecado (Rm 12:2); então vem a serpente virtual e esfrega o fruto do pecado no nariz da vítima. É... quem disse que viver nos últimos dias seria coisa fácil?



Li recentemente um artigo interessante: “Forget Dagon, Baal, and Asherah: smartphones are the new idols”. Nele o autor fala da escravidão crescente aos smartphones, iPads, etc., e fala também do mal da distração. Aqui não pude deixar de pensar na invasão das igrejas por esses equipamentos. Tem gente que nem leva mais a Bíblia (de papel) para os cultos e isso tem gerado discussões. Talvez algo parecido tenha ocorrido quando da transição dos pergaminhos para o livro... Mas o fato é que a mudança do papel (que, ao que tudo indica e ao contrário do que alguns vaticinaram, não vai deixar de ser usado tão cedo) para o digital ainda causa certa estranheza, e o pior: o uso desses equipamentos pode acarretar distração justamente onde isso não deveria ocorrer: no local em que se prega a Palavra de Deus e em que buscamos um encontro especial com o Criador.

Para alguns, a Bíblia (em papel) ainda tem toda a simbologia de livro separado, já o celular tem a característica do secular, ferramenta do dia a dia em que se faz de tudo (até ligações telefônicas!). Usar a Bíblia no iPod ou no iPad é muito prático, mas parece ainda não ter se revestido do caráter reverente e profundamente simbólico de abrir e folhear as páginas sagradas. Para os guardadores do sábado, o sétimo dia da semana é aquele em que se usam roupas separadas/especiais, procura-se preparar um prato diferente, enfim, um dia sagrado, libertador da rotina. Não seria também o caso de se ter uma Bíblia “separada”? Caminhar pelas ruas com a Bíblia nas mãos é, também, uma maneira de dizer ao mundo que somos cristãos. Mas quem vai saber que temos a Bíblia em nosso smartphone?

Entenda bem: não estou sugerindo que o uso desses equipamentos na igreja seja pecado ou moralmente condenável. Quero apenas lembrar que a utilização deles deve ser regida pela racionalidade e pela espiritualidade. (Eu não disse que estes tempos modernos trazem maiores exigências? Inclusive de reflexão.)

Mais do que nunca, precisamos pensar nas palavras de Habacuque 2:20: “O Senhor... está no Seu santo templo; cale-se diante dEle toda a terra.” E em Malaquias 1:8 Deus “desabafa”: “Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável?, diz o Senhor dos Exércitos.” Quando nos portamos de maneira irreverente na casa de Deus, não Lhe devotando toda a nossa atenção, não consiste isso num “sacrifício imperfeito”? Paradoxalmente, muita gente, enquanto age assim diante do Criador do Universo, devota total atenção ao “time do coração”, ao seriado favorito ou às conversas com amigos.

Temos que reaprender o que é aquietar-nos para saber que Ele é Deus (Salmo 46:10).

Autor e Fonte: Michelson Borges

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Música + volante = perigo constante?

Os adeptos do cooper sabem bem que não há nada como uma música agitada explodindo nos ouvidos para aumentar o pique da corrida. Não dá para ouvir canções calminhas ou você vai é querer voltar para a cama. Agora, essa mesma lógica, quando aplicada a um motorista, pode ser perigosa.

É isso que mostra uma pesquisa realizada pela empresa fabricante de peças de automóveis Halfords, que entrevistou condutores para saber se o comportamento deles é afetado pela música que ouvem enquanto estão atrás do volante. 60% dos participantes responderam que sim.
 A análise continuou para saber quais faixas afetavam esse comportamento e o resultado foi o seguinte: Beastie Boys e The Prodigy são um perigo! No topo das faixas que mais dão vontade de acelerar além da conta e causar no trânsito estão “Sabotage” e “Firestarter”.


Se você é uma daquelas pessoas que amam dirigir ouvindo um som, mas não quer estar propenso a causar um acidente, foi feita também uma lista de músicas tranquilas, encabeçada por “As Quatro Estações”, de Vivaldi. Veja abaixo os dois top 5:

As mais perigosas: 1. Beastie Boys (“Sabotage”); 2. The Prodigy (“Firestarter”); 3. Papa Roach (“To Be Loved”); 4. Kanye West (“Stronger”); 5. Rachmaninoff (“Prelude In C Sharp Minor”).

As mais calmas: 1. Vivaldi (“As Quatro Estações”); 2. Jack Johnson (“Breakdown”); 3. Adele (“Someone Like You”); 4. Coldplay (“Yellow”); 5. Fleetwood Mac (“Landslide”).

(Rolling Stone)

Nota de Michelson Borges: Agora aplique esse conceito ao culto a Deus e entenda por que músicas agitadas, fortemente percussivas e muito ritmadas não combinam com a adoração.

Autor: Michelson Borges.

Fonte Blog Criacionista.
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domingo, 8 de maio de 2011

Rede social encoraja mulheres a trair o cônjuge

Anúncios de uma nova rede social de encontros europeu que convida mulheres casadas a conhecerem homens nas ruas de Madrid, capital da Espanha, têm provocado reações “furiosas” na comunidade local, informa o jornal The Guardian. “Reviva a sua paixão. Tenha um caso!” é um exemplo das frases usadas na publicidade do site Victoria Milan. Junto com a mensagem, há uma foto de uma mulher abraçada ao suposto “amante”. Victoria Milan alega ser “o primeiro site de encontros para pessoas casadas ou comprometidas da Europa” e tem versões em espanhol, norueguês, sueco, dinamarquês e inglês. A empresa afirma garantir a confidencialidade e anonimato dos usuários, conforme pode ser visto na sua página inicial, além de sugerir ser o lugar ideal para quem busca “aventuras discretas”.


“Você se sente preso em um casamento sem amor e monótono? Perdeu a magia da paixão, da emoção e da intimidade?” é a mensagem de abertura quando o usuário acessa o “Quem somos” do site. “Estudos internacionais mostram que 30% dos usuários registrados em sites de encontros para solteiros não contam a verdade sobre viverem casados ou com companheiros”, continua a descrição. [...]

(UOL Tecnologia)

Nota de Michelson Borges: A sem-vergonhice está cada vez mais popularizada e é estimulada na mídia. Anos atrás, um anúncio veiculado em revistas “respeitadas” (imagem abaixo) promovia a mentira e o adultério. Nesta semana, o beijo gay estreou na TV brasileira e não deve faltar muito para serem vistos “casais” homossexuais se “atracando” na cama, como ocorre atualmente com os casais heteros nos folhetins de horário nobre. A cada barreira rompida, a imoralidade avança um pouco mais. O que podemos esperar das próximas gerações

Leia também: “Site cobra até US$ 50 para terminar namoro, noivado ou casamento”
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domingo, 17 de abril de 2011

"Ensina a criança..."

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" - Prov. 22:6.


É interessante como, muitas vezes, nós lemos e relemos um verso bíblico mas só conseguimos ver nele UM LADO da mesagem. Nossa mente já está tão "bitolada" com relação a alguns temas, que não conseguimos ver o que o autor REALMENTE quis ensinar. Eu poderia citar aqui uma infinidade de versos bíblicos que são mal compreendidos exatamente por este "engessamento" da nossa mente: mulheres caladas na igreja, uso do véu, acender fogo no sábado, a Trindade, a Lei de Deus, dom de línguas, etc.

Nós, cristãos, somos muito tendenciosos neste sentido - só vemos aquilo que queremos ver. Por isso a Bíblia é um livro sumamente especial, e não pode jamais depender de conceitos ou "pré" conceitos humanos.

"Ensina a criança...

É muito comum o uso desse verso pelos pregadores para mostrarem a importância de mantermos nossos filhos na Igreja, desde pequenos, para que eles continuem nos caminhos de Deus quando forem adultos.

Em 99% dos casos, os pregadores dão esta interpretação ao verso de Provérbios: "Se você mantiver seu filhos nos caminhos de Deus, tenha certeza que ele será um servo do Senhor para toda a vida".

A Bíblia diz mesmo isso. E eu creio! Mas... ela SÓ diz isso?

Eu quero convidar você a refletir comigo no OUTRO LADO desse verso. Não é nada obscuro ou apócrifo. Está lá, no texto, mas nós não vemos com facilidade.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" - Prov. 22:6.

Não diz ai que apenas as crianças que forem ensinadas NO BOM CAMINHO é que não se desviarão dele. Segundo o sábio, se a criança for ensinada no mau caminho, ela TAMBÉM não se desviará dele.

Recentemente, uma emissora de televisão veiculou uma série de reportagens sobre os abusos sofridos por crianças em nosso país. Milhares de meninos e meninas no Brasil e no mundo estão sendo vítimas das mais bizarras atrocidades, e na grande maioria dos casos estas aberrações são causadas por aqueles que as deveriam cuidar e proteger.

Ensina a criança... e mesmo depois de grande ela NÃO SE DESVIARÁ do que aprendeu.

Dentre os que foram entrevistados, um me chamou a atenção. Era um adolescente que expressou de forma clara a maneira como ele foi "ensinado": "Eu não tenho pena de ninguém nesta vida, pois sei que ninguém terá pena de mim". Sobre este rapaz já pesa dezenas de processos criminais.

São palavras provindas de um coração cheio de mágoas, ressentimentos, frustrações... e ódio - resultado de uma infância de violência, humilhações e falta de amor.

Outro disse que seus pais (?) o obrigavam a pedir dinheiro nos semáforos para eles poderem comprar drogas. O tiraram da escola para isso. E, hoje, o que ele faz? Não se desviou deste caminho... só que agora ele rouba e/ou mata pela droga! E ou você podemos ser a próxima vítima do erro que pais assim cometeram com seus filhos... já pensou nisso?!

Como Igreja, nós fazemos algo, mas acho que poderíamos fazer mais... muito mais. Existe o programa QUEBRANDO O SILÊNCIO, mas ele só ocorre 1 vez por ano... e nem todas as igrejas o adotam.

Na minha opinião, uma grande ferramenta que nós temos (e creio que foi o Senhor quem colocou no coração de nossos líderes do passado) é o trabalho social entre juvenis e adolescentes desenvolvido pelo CLUBE DE DESBRAVADORES.

Se a filosofia de trabalho do Clube, a que originalmente o fez surgir, fosse seguida em todas as nossas congregações, quanto milhões de crianças seriam resgatadas desta vida de crimes e falta de orientação familiar?!

Infelizmente, há 2 problemas que dificultam grandemente o trabalho dos Clubes de Desbravadores em nossas igrejas, hoje:

1. Líderes e diretores que transferem para o Clube a frustração de não terem seguido carreira militar. Há muitos que gostariam de ter sido Sargentos, Capitães, Generais... e como não conseguiram (na maioria das vezes por completa ausência de méritos físicos ou escolares), fazem do Clube o seu "mini-exército" particular. São exímios praticantes de ordem unida, por exemplo, mas sempre ficam em último lugar no quesito "consagração". Quando isso ocorre, estes líderes nada mais são do que Chefes de Escoteiro com um outro uniforme. Perde-se a visão salvífica e espiritual que deve ser o objetivo primário de todo Clube de Desbravadores ("Salvar do pecado e guiar no serviço").


2. Outra "pedra de tropeço" para o trabalho dos Clubes em nossas igrejas é a incompreensão com que muitos Anciãos, Diáconos, demais líderes... e até pastores, têm para com este importante ministério. São pouquíssimos os adultos que se interessam em estudar um pouco sobre a Psicologia do desenvolvimento da criança, e como não a entendem, querem que elas se comportem como adultos em miniatura. Nós mesmos, adultos que somos, não nos comportamos como deveríamos.. como, então, cobrar isso dos pequenos?! Resultado: grande parte das crianças que adoravam recitar os versinhos na escola sabatina, crescem, e perdem o interesse pelas coisas "eclesiásticas"... Ensinaram a elas um Deus muito carrasco e incoerente.

Entendo perfeitamente que muitos líderes de igrejas não gostam do Clube porque, no passado, este já teve um diretor frustrado, como o que mencionei acima. Por isso, grande parte da culpa é mesmo nossa, Líderes de Desbravadores, que não soubemos passar para a Igreja a beleza e sublimidade de ideais que nossos pioneiros idealizaram para este ministério com crianças e adolescentes.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar..."

Só podemos ensinar uma das 2 opções universais:

- o caminho BOM

- o caminho MAU

Qual desses dois caminhos a sua congregação está ensinando às crianças da comunidade onde vocês estão inseridos?

Se sua igreja (como templo) deixasse de existir hoje, as crianças do seu bairro sentiriam falta dela?

Fiquei conhecendo através do ADVIR, um lindo trabalho idealizado por um irmão Adventisat, o Dr. Milton Afonso. Trata-se do EDUCRIANÇA. Clique aqui e conheça mais esta idéia que Deus implantou no coração de um de Seus filhos queridos.

Muitos estão fazendo alguma coisa... faça sua parte você também, e ajude a mudar a vida de uma criança!

"E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. (...) E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe. Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar" - Mateus 18:3-6.

Autor: Pr Gilson Medeiros
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domingo, 20 de março de 2011

“Não valeu a pena”, diz Bruna Surfistinha

Por trás da personagem Bruna Surfistinha, a mulher de verdade, Raquel Pacheco, 26, diz que se arrepende da vida de garota de programa. “Não valeu a pena”, admite. Longe das piadinhas disparadas no Twitter, Bruna, ou Raquel, lamenta os estragos em sua vida. “Quase morri. Cheguei até a ter uma overdose”, diz. “Sem falar que não é nada fácil ter seis ou sete caras todos os dias em cima de você.”
Da vida dura, porém, ela tirou um blog que logo bombou na rede. Depois veio livro e filme. Mas, apesar da grana, da fama e de um pacote de maluquices, ela conta que, no fundo, só queria amor. “Achava que meus pais não me amavam, mas hoje entendo que me amaram da maneira deles.” Filha adotiva, desde os 17, quando fugiu de casa por brigas familiares, ela nunca mais viu os pais. Mas deixa claro que gostaria de revê-los. Por fim, com os olhos marejados, conclui: “Fui muito rebelde. Hoje não faria o que fiz. Família é muito importante.”


(Folha de S. Paulo, 14/3/11)

Nota: Nunca é tarde para reconhecer os erros do passado e desejar um futuro melhor. Geralmente, quando amadurecem um pouco, as pessoas acabam reconhecendo o que realmente é importante na vida (alguns se dão conta disso apenas no leito de morte, outros, de coração mais duro, nem ali).
 Pena que a literatura e o cinema tenham ajudado a glamourizar a vida que Raquel agora repudia e da qual se arrepende. Influenciados por essa mídia permissiva e depravada, quantos jovens terão que quebrar a cara e o coração antes de reconhecer que os planos de Deus para o ser humano são sempre os melhores? Deus nos criou e sabe o que nos faz felizes.
Ele criou um homem para uma mulher a fim de viverem a intimidade no contexto matrimonial. Assim há felicidade, e pesquisas recentes mostram exatamente isso (confira aqui e aqui).
 Mesmo entre os jovens tem havido uma reavaliação de valores e comportamentos (confira).
Libertinagem, intemperança, descrença, etc. mais cedo ou mais tarde trazem infelicidade justamente porque vão de encontro ao projeto de Deus para o ser humano. Heinrich Heine que o diga. Se você procura viver uma vida de princípios, não dê o primeiro passo rumo à desobediência e ao engano. Se errou, como Raquel, reconheça isso, peça perdão a Deus e forças para mudar. Aos que confiam no poder da oração, convido-os a orar por Raquel, para que ela finalmente encontre o verdadeiro amor (1 João 4:8).

Autor: Michelson Borges.
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sábado, 12 de março de 2011

Prevenção ou estímulo à imoralidade?

“Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne” (1 Coríntios 6:16).


Nesta semana, uma propaganda do Ministério da Saúde sobre cuidados no carnaval me prendeu a atenção. Seu conteúdo incentiva a jovens (garotas em idade escolar) a se “prostituir”* e praticar relações sexuais, de modo que tal ato seria mais que normal e aceitável pelo contexto social (amigas que incentivam), porém, o fundo da propaganda é praticar tal ato utilizando camisinha (a campanha é sobre prevenção às DSTs). (*Pensando na palavra prostituição no sentido de usar o corpo e/ou a sexualidade para fins imorais e divergentes dos parâmetros bíblicos, assumindo que a Bíblia é a própria Palavra de Deus.)

Confesso que fiquei um pouco assustado ao notar que a sociedade realmente aceita e adota a imoralidade sexual como algo natural, um processo de desenvolvimento ou até mesmo uma fase de maturação físico/cognitiva.

Hoje, existem diversos materiais que exemplificam e explicam esses temas. Materiais redigidos por especialistas como psicólogos, pedagogos, entre outros. Porém, tais materiais apenas ilustram como deve ser feita (ou praticada) a imoralidade sexual de forma a não prejudicar o corpo (doenças) ou os conceitos sociais (gravidez não planejada). O que Deus pensa sobre isso?

Um dos primeiros exemplos que aparecem nas Escrituras sobre essas atitudes foi registrado no livro de Gênesis. No contexto, “os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros” (Genesis 19:4) cercaram a casa de Ló e desejaram fazer atos de imoralidade com os visitantes dele (no caso, dois mensageiros de Deus; Gn 19:1). O texto diz: “E chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles” (Gn 19:5).

E assim tiveram fim as cidades e todos os que estavam envolvidos naquelas práticas, pois a cidade clamava com os lábios, mas suas obras eram como trevas (Gn 19:13). “Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito” (Gn 18:20).

Infelizmente, estamos em tempos como os de Sodoma e Gomorra. Os homens são imorais e idólatras, e apesar de haver tanta facilidade de acesso à informação, as pessoas andam conforme seus próprios pensamentos. Ignoram a instrução amorosa do Criador e colocam seus próprios desígnios como prioridade, amando o que é palpável e passageiro e esquecendo-se do que é eterno. “O tolo não tem prazer na sabedoria, mas só em que se manifeste aquilo que agrada o seu coração” (Pv 18:2).

Qual será nossa postura em relação a esses “princípios modernos”? Pensamento social ou orientação divina?

Lembremo-nos das palavras de Paulo: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1Co 6:10).

Assista a campanha e reflita por si mesmo!

http://www.youtube.com/watch?v=iBxb-yAMPsY

http://www.youtube.com/watch?v=565vk4BBrtI

http://www.youtube.com/watch?v=ONPx4lU9zT0

(Palavra Estudada)

Comentário da amiga Débora Matos: “Nesses comerciais do Ministério da Saúde é explorado o conceito do “sexo livre e sem compromisso”, e o público alvo é nada menos que garotas de classe média, entre 13 e 19 anos. O objetivo é “ajudá-las” a se prevenir do vírus HIV. Mas o que eles realmente conseguiram? Prevenir a aids ou estimular o sexo livre? Combina bem com o comercial da “santinha” Sandy e com o filme da Deborah Secco “Bruna Surfistinha”. Com toda essa campanha a favor do sexo entre adolescentes; de que ter cara de menina boa e ser devassa está na moda, e de que menina que foge de casa e vira prostituta se dá bem na vida; não admira termos uma sociedade tão corrompida. Só nos resta orar muito para que nossas meninas se tornem mulheres dignas e honradas, e que alguém neste mundo esteja criando um homem digno e cristão com quem elas possam se casar algum dia!”

Autor: Michelson Borges.
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segunda-feira, 7 de março de 2011

A devassidão virou piada no país do carnaval

Imagine a cena: na sala de estar, a família assiste ao telejornal, quando, no intervalo, aparece a propaganda de uma marca de cerveja. A filha pequena acompanha com olhos curiosos e depois pergunta:


- Pai, o que é devassa?

O pai, tentando encontrar a melhor definição, apela para o dicionário:

- É uma pessoa depravada, dissoluta, libertina, licenciosa.
- E o que é uma pessoa depravada e libertina - volta a perguntar a filha.

A coisa fica complicada. O pai fecha o dicionário e tenta sozinho, medindo as palavras:

- É alguém que não se comporta bem... “Fica” com muitas pessoas, faz sexo sem compromisso. Essas coisas.

- A Sandy não era uma boa moça de família?
- Creio que sim.
- Ela não é casada?
- Sim, filha, a Sandy é casada.
- A Sandy é devassa?

O pai pensa um pouco, procura acompanhar a lógica da filha, coça o queixo e reponde com certa insegurança:

- Não. Acho que a Sandy não é devassa. Pelo menos acho que nunca foi.
- Então por que ela fez esse comercial que diz que todo mundo tem um lado devassa?
- Não sei. Talvez pelo dinheiro. Talvez por brincadeira. Sei lá.
- Posso brincar de ser devassa também?

No país do carnaval, quando a nudez e a baixaria viram brincadeira, por que não brincar com a devassidão? Por que não minimizar a imoralidade considerando normal o bizarro e o indecente? Os pais que se virem para explicar essas coisas para os filhos.

Não sei o que passa na cabeça da Sandy; se ela fez o comercial por “brincadeira” ou por dinheiro (será que precisa?). Não sei se ela cansou de vez da imagem de garota “certinha”. O fato é que a campanha publicitária da cerveja está dando o que falar. Virou motivo de piada no Twitter e permaneceu alguns dias nos Trend Topics como tema mais comentado (“A Sandy é tão devassa que um dia passou em frente à casa da Wanessa Camargo, tocou a campainha e saiu correndo!”, foi um dos melhores #sandyfacts que surgiram na rede social). Segundo os publicitários da agência responsável pela campanha, a intenção era justamente esta: criar repercussão e polemizar. Conseguiram.

Em entrevista ao programa Conexão Direta do canal GNT, exibido em dezembro de 2003, Sandy disse que não gostava de cerveja: “Eu não gosto do gosto de cerveja. Não importa se é com álcool ou sem álcool. Acho amargo a cerveja. Gosto de bebidas mais docinhas.” Em resposta a essa incoerência, Sutton, sócio e diretor de criação da agência que criou a campanha, alfineta: “Será que a Juliana Paes toma Antarctica?” Segundo ele, é sabido que a Sandy não é uma bebedora de cerveja ou alguém que frequente baladas. “O conceito [nessa campanha] é mostrar que a Devassa é democrática, que até alguém que não é fã de cerveja deveria tomá-la. Nosso objetivo é conquistar novos consumidores”, diz Sutton.

Se o objetivo é mostrar que até quem não é fã de cerveja pode tomar a bebida, fica também a ideia de que mesmo quem não é devasso pode experimentar a devassidão, ainda que seja de vez em quando – no carnaval apenas, quem sabe?

Nesta semana, foi noticiado que metade dos homens tem o vírus HPV, cujo contágio se dá principalmente por via sexual. O HPV é em grande parte responsável pelo câncer de colo de útero, entre outros. A aids ainda ceiva milhares de vidas que se envolvem em sexo inseguro (como se houvesse sexo seguro fora dos limites estabelecidos pelo Criador do sexo). Pesquisa realizada anos atrás indicou que jovens envolvidos com sexo sem compromisso e sem romantismo desenvolvem depressão, baixa autoestima e até anorexia. Ficou provado que ninguém gosta de se sentir um objeto de prazer. Outra pesquisa indicou que metade dos brasileiros se diz insatisfeita com sua vida sexual, embora se apregoe na mídia em geral que o Brasil é um país “fogoso” e as revistas femininas só falem de sexo. Parece que o problema não está na quantidade.

Anos atrás, também, a revista Criativa afirmou em nota que o jogador Kaká é “sem graça” porque resolveu casar virgem. Engraçados são os jogadores devassos, que se envolvem com travestis, casam e descasam como quem troca de roupa?

A Sandy que me desculpe, mas ao emprestar sua imagem para uma marca de cerveja que promove a devassidão como se fosse brincadeira acabou prestando grande desserviço a uma geração carente de valores e que caminha para a falência moral.

Esse cenário devasso foi profetizado há muitos anos nas páginas da Bíblia Sagrada. E meu único consolo está em saber que logo isso terá fim e iremos morar num lugar em que as pessoas serão vistas como filhos e filhas de Deus, não como pedaços de carne em exibição no açougue carnavalesco da devassidão.
Michelson Borges

Nota 1: O diálogo acima entre pai e filha é fictício, mas a história a seguir é real: num dos raros dias em que nos sobra um tempinho para isso, estávamos assistindo ao telejornal, quando, no intervalo, surgiu a “Globeleza” sambando completamente nua. Minha filha se espantou: “Pai, ela está pelada!” Imediatamente desliguei a TV e não a liguei mais desde então (pelo menos até que a palavra “carnaval” não mais esteja nos noticiários e nos comerciais). À medida que o tempo passa, fica mais difícil criar os filhos neste mundo e prepará-los para a cidadania celestial. Quem puder, fuja das cidades nesta época. Minha família já está com as malas prontas.[Michelson Borges]

Nota 2: Segundo estudo do Instituto Sensus feito em 2004 em todo o Brasil, 57% dos brasileiros não gostam de carnaval e somente 21% pretendiam brincar nas ruas ou viajar para brincar no carnaval. A pesquisa mostrou ainda que 49% dos brasileiros queriam descansar em casa no feriado e apenas 6% pretendiam viajar. Outra pesquisa, realizada no Espírito Santo pelo Instituto Futura, em 2011, entrevistou 408 pessoas e mostrou que mais de 60% dos capixabas não gostam dos dias de folia. Os principais motivos para rejeitarem a festa é que 17,3% preferem tranquilidade à agitação dos blocos e desfiles de escolas de samba, enquanto 14,5% reclamam do aumento da violência no feriado. Só que a mídia faz todo mundo pensar que carnaval e devassidão são manias nacionais. Não caia nessa. [Miclheson Borges]
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terça-feira, 1 de março de 2011

Que "tipo" de Adventista você é?

ADVENTISTA DO SÉTIMO DÍGITO


Acredita que seu único papel na Igreja é devolver o dízimo e doar ofertas. Isso já garante sua prosperidade e salvação.

ADVENTISTA PENTECOSTAL

Vive comparando a Igreja Adventista com outras denominações, sempre achando que as outras são mais animadas, ungidas, fervorosas e “quentes”. Seu maior sonho é falar "em línguas”.

ADVENTISTA CARDIOLÓGICO

Não faz qualquer esforço para mudar seu estilo de vida, pois botou na cabeça que "Jesus só quer o coração". Não se preocupa com o testemunho no vestuário, maquiagem, divertimentos, amizades, linguagem, etc.

ADVENTISTA 02 DE NOVEMBRO

Morre de medo de alma penada e de macumba.

ADVENTISTA BEATO

Acredita que fazendo alguma “penitência” vai chamar a atenção de Deus para si.

ADVENTISTA ATEU

Não crê que a fé é uma ferramenta poderosa, capaz de realizar coisas impossíveis.

ADVENTISTA DA NOVA ERA

Está sempre atrás de terapias naturais que tragam paz de espírito e cura da alma (iridologia, homeopatia, yoga, etc.)

ADVENTISTA XIITA

Acredita que devemos sempre que preciso usar a força na evangelização, obrigando todos a aceitarem nossas doutrinas, custe o que custar. E todos os que se opuserem, serão tratados como inimigos mortais.

ADVENTISTA SURFISTA

Está sempre navegando nas ondas dos modismos que surgem no meio evangélico (“amado”, “abençoado”, “está repreendido”, “oh glória”, “amém, igreja?”, "determinar a bênção", etc.)

ADVENTISTA FARISEU

Passa todo tempo olhando os defeitos dos outros, e esquece que ele próprio não passa de um “sepulcro caiado”.

ADVENTISTA(S) PONTO CÃO (quem lê entenda)

Tem síndrome de conspiração e não acredita em nada que os pastores ensinem. Acham que os líderes só querem saber de ganhar dinheiro.

ADVENTISTA CIGARRA

Fica todo tempo de braços cruzados, enquanto os outros fazem todo o trabalho, e ainda zomba das “formigas” que estão empenhadas na obra de Deus.

ADVENTISTA "TÔ NEM AI"

Está sempre “lavando as mãos” e dizendo: “Eu não fui escolhido para nenhum cargo, então não tenho nada a ver com isso. Não contem comigo”.

ADVENTISTA EM GREVE

Chega em outubro e diz “não quero cargos. Vou dar um tempo para minha vida espiritual, sem me preocupar com compromissos com alguma função”. Às vezes tem muito talento, mas não os emprega na Obra de Deus. Está “dando um tempo”.

ADVENTISTA NO SÉTIMO DIA

O único momento que dedica para a religião é a manhã do sábado, mesmo assim friamente. Nunca vem na quarta-feira porque está muito "cansado". Na verdade, não quer perder a novela ou o futebol.

ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA

É aquele que realmente vive o estilo de vida ensinado pela Bíblia e Espírito de Profecia. Procura sempre fazer sua parte na obra da Igreja, sem parar para criticar ou culpar os outros. Estuda a Bíblia e a Lição da Escola Sabatina, e está envolvido no trabalho missionário e demais programas da Igreja. É fiel nos dízimos e tem seu pacto de ofertas. Esse sim, pode encher o peito e dizer com orgulho santo: “Sou Adventista do Sétimo Dia”, assim como Jesus também era.

Que TIPO de Adventista é VOCÊ?

Autor: Pr Gilson Medeiros  -    Para visualizar outras postagens, clica em postagem antigas ou no menu a sua direita,e escolha o assunto.
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sábado, 20 de novembro de 2010

"Sete Mil" que não dobraram os joelhos


Tem uma passagem bíblica que me intriga.

"Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou" - 1Reis 19:18.
Este é um dos relatos mais conhecidos da Bíblia. Muitos são os sermões que se pregam a cada ano com base na experiência de Elias no Carmelo.

E o que me intriga neste verso?

Poucos versos antes, encontramos Elias aparentemente SOZINHO diante de um exército de adoradores de Baal a serviço de Jezabel. Segundo o texto sagrado, Elias ficou em cima do monte, incitando o povo a tomar uma decisão:

"Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu" (18:21).

Aparentemente, apenas Elias, e ninguém mais, estava ao lado do Senhor naquela ocasião. Ele ainda foi mais longe e disse que APENAS ELE, dentre todos os profetas do Senhor havia ficado para enfrentar a batalha (v. 22).
O desfecho, todos conhecemos. Elias saiu vencedor após um dia inteiro de rídicula demonstração de adoração pagã (semelhante à que vemos hoje em alguns lugares). Deus havia sido vitorioso, e todo o povo reconheceu, afinal, que somente Ele é o Senhor (18:39).

A arrogância de Elias
Algum tempo depois, Elias se encontra escondido com medo da sentença condenatória de Jezabel... sim, o mesmo irônico e sarcástico profeta que havia humilhado centenas de funcionários do diabo, agora estava escondido, dentro de uma caverna, com medo de uma mulher... A Bíblia é mesmo fantástica, não é?!

Em seu esconderijo, Elias argumenta com o Senhor sobre sua condição aviltante... chega a pedir mesmo a morte!
No alto de sua arrogância religiosa, Elias diz ao Senhor:
"Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida" (19:10).
Na cabeça de Elias, somente ele era fiel... somente ele era zeloso... somente ele permaneceu firme à aliança... somente ele.

É quando o Senhor faz, na minha opinião, a intrigante revelação:

- Que nada, Elias... deixa de ser arrogante! Ainda existem 7000 no meio do povo que permaneceram fiéis, e não se curvaram diante dos falsos deuses.

E eu pergunto:
- Onde estavam estes 7000? Por que eles não se apresentaram quando Elias estava incitando o povo à decisão? Quando ele acusou a todo o povo de estar "coxeando" entre dois pensamentos, porque estes sete mil se calaram (cf. 18:21)?
Deus é mesmo "ilógico"

Há algum tempo eu escrevi aqui sobre o quanto considero Deus um Ser "ilógico" , e a história de Elias na caverna só vem me confirmar esta "tese".

É muito comum, infelizmente, encontrarmos em nossas igrejas algumas pessoas que se consideram mais zelosas, santas e consagradas que outras. Exemplos:

- Eu faço culto familiar, e você não faz...

- Eu levanto de madrugada para orar, e você não...

- Eu chego cedo todo sábado na igreja, e você só chega atrasado...

- Eu devolvo o dízimo e a oferta minuciosamente, e você não...

- Eu sigo a Reforma de Saúde nos mínimos detalhes, mas você...

- Já li todos os livros do Espírito de Profecia... e você?

- Eu aboli a televisão da minha casa, e você não...

- Eu detesto sermão "enlatado", mas você...

- Eu sou Adventista de berço... e você?

- Eu estou em todas as semanas de oração... e você?

- Todo ano eu vou para o retiro de carnaval, das mulheres, dos PGs... e você?

Eu, eu, eu, eu... esse é o problema do arrogante, do falso zeloso, do pseudo-consagrado. Ele usa coisas que, a princípio, são boas e importantes na vida cristã, e fazem delas um "chicote" para atormentar seus irmãos menos "consagados".

Quantas vezes não vemos pregadores subirem ao púlpito imbuídos da arrogância de Elias, e esbravejarem: "Só eu e minha família fazemos as coisas direitos por aqui... se quiserem se salvar, olhem para mim..."! Um dia vi um pregar deste "naipe" discursando no IAENE... e nossa professora de Psicologia na época confirmou o Transtorno Obsessivo Compulsivo pelo qual o imimente pregador estava passando.

E Deus, em Sua infinita, abundante e terna misericórdia, olha para estes arrogantes, escondidos em suas cavernas, e diz:

- Filho, pára com isso! Seja mais humilde e reconheça que você não é nada perfeito... e você sabe que Eu sei disso muito bem... Mesmo que você não consiga ver, Eu tenho muitos outros filhos fiéis aqui, mesmo entre estes que, aparentemente, estão calados, improdutivos e estáticos. Eles também estão vivendo a fé verdadeira, assim como você. Por isso, querido filho, não seja arrogante, e saia dessa sua caverna de egoísmo!

É maravilhoso ver nas entrelinhas da Bíblia o quanto o nosso Deus é diferente de nós, em todos os sentidos. Aleluia!

Nós somos arrogantes, presunçosos, invejosos, ciumentos, vingativos, implacáveis, egoístas...

Ele é TODO AMOR E MISERICÓRDIA.

Da próxima vez que eu ou você nos sentirmos tentados a bater no peito e dizer "só eu", vamos nos lembrar que ao nosso lado podem existir outros "sete mil" que estão firmes na fé, mesmo que nossos olhos pecadores não consigam enxergar isso.

Fonte e Autor: prGilson Medeiros
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Como entender a Bíblia


Não sou teólogo nem sei falar hebraico ou grego. Como posso entender a Bíblia corretamente?

Sabemos que ler a Bíblia é importante para nossa comunhão com Deus. Muitas pessoas acreditam, entretanto, que apenas um pastor ou doutor em Teologia pode interpretar a Bíblia de maneira correta. Mas é interessante que os escritores da Bíblia pensavam o contrário: eles esperavam que todos a lessem e compreendessem, mesmo aqueles que não eram cultos (Dt 30:11-4; Jo 20:30, 31; At 7:11; Ap 1:3). Sugerimos alguns passos simples e úteis para a compreensão da Bíblia, que podem ser utilizados por qualquer pessoa:

1. Estude a Bíblia com oração e humildade – Nosso coração é, por natureza, enganoso (Jr 17:9). Por natureza não temos disposição de ser ensinados. É natural para o ser humano ler a Bíblia de tal maneira a evitar algo que não deseja aprender. Não importa quanto você saiba sobre o idioma grego ou quantos doutorados você possui, se não tiver um coração disposto a aprender, seu estudo não terá qualquer valor.

Conhecer a Deus, de acordo com a Bíblia, é mais que uma atividade intelectual ou estudo acadêmico (Jo 7:17; 1Co 2:14; 2Ts 2:10; Tg 1:5). O conhecimento de Deus vem de uma disposição de aprender a verdade que vem de Deus não importando o que custar (2Ts 2:10). Conhecer a Deus pode custar sua vida, família, amigos e reputação. Mas, se você estiver disposto a encontrar a verdade não importando quais desafios tiver que enfrentar, você a alcançará.

O estudo da Bíblia deve começar com aquilo que pode ser chamado de “oração autêntica”. Essa oração pode ser feita assim: “Senhor, eu desejo a verdade não importa o que ela me custar, pessoalmente.” Essa é uma oração difícil de ser feita, mas, se você orar dessa maneira, conhecerá a verdade de Deus. Jesus prometeu que o Espírito Santo nos guiará ao buscarmos conhecer a vontade de Deus (Jo 16:13, 14). Jesus está ansioso para cumprir Sua promessa.

2. Compare várias traduções da Bíblia – Se você não tem acesso à Bíblia em hebraico e grego, pode consultar várias traduções bíblicas ao estudar algum texto. Boas traduções em português são a Almeida Revista e Atualizada, a Bíblia de Jerusalém e a Nova Versão Internacional. As duas primeiras utilizam linguagem mais culta, e a última, linguagem mais acessível.

Cada tradução tem suas limitações e, em alguma medida, reflete os conceitos e preconceitos dos tradutores. Essas limitações podem ser minimizadas ao se comparar várias traduções. Cada tradução apresenta um aspecto do significado do texto. Portanto, quando comparamos várias traduções, temos uma compreensão melhor.

Suponhamos que você está comparando, por exemplo, cinco traduções bíblicas. Se quatro ou cinco traduzem um texto bíblico de forma semelhante, é mais provável que o texto original seja claro e, portanto, essa é a forma correta de ser traduzido. Por outro lado, se cada tradução apresenta um sentido diferente, provavelmente o texto original é difícil ou ambíguo.

Quando várias traduções são semelhantes e, portanto, o texto é claro, podemos nos basear com segurança na tradução daquele texto. Quando as traduções indicam que o texto que estamos estudando é ambíguo e difícil de ser traduzido, não é seguro basearmos alguma doutrina ou prática naquele texto específico.

3. Dedique a maior parte de seu tempo aos textos claros da Bíblia – Se você realmente deseja que a Bíblia fale por si mesma, passe a maior parte do estudo nos textos bíblicos mais claros. Existem muitas partes da Bíblia sobre as quais há pouco acordo entre os cristãos e mesmo para especialistas em hebraico e grego. Portanto, um passo extremamente importante no estudo da Bíblia é dedicar a maior parte de seu tempo nas seções que são razoavelmente claras. Os textos claros da Bíblia o ajudarão a ter uma boa compreensão sobre os assuntos centrais da mensagem bíblica, impedindo-o de utilizar de maneira errada os textos que são mais ambíguos.

Por outro lado, se você passar a maior parte de seu estudo em textos como as trombetas do Apocalipse ou Daniel 11, você corre o risco de se tornar espiritualmente desequilibrado. Pessoas que interpretam a Bíblia de maneira errada geralmente se concentram em textos difíceis, desenvolvem soluções criativas para as dificuldades que encontram e se baseiam em textos obscuros para criar uma teologia inteira. Esses leitores acabam distorcendo as passagens claras da Bíblia porque elas vão contra as falsas doutrinas criadas por eles.

4. Procure ler capítulos inteiros em vez de versículos isolados – Muitas pessoas costumam estudar a Bíblia de maneira fragmentada. Leem um versículo e então o comparam com dezenas de versículos que acham que tratam do mesmo assunto. Essas pessoas já criaram uma teoria e simplesmente procuram textos bíblicos que apoiam a ideia. Qual o problema com isso? A pessoa não permite que a Bíblia fale por si mesma, mas impõe suas ideias sobre os textos bíblicos. Muitos acham que existe virtude em citar grande número de versículos bíblicos, mas acabam cometendo o erro de distorcer a Bíblia.

Muitas pessoas, em vez de ler o texto bíblico em si mesmo, costumam estudar uma concordância bíblica, que é um livro que mostra todas as vezes em que determinada palavra aparece na Bíblia. Sem os passos corretos para entender a Bíblia, ler uma concordância tende a levar a pessoa a ler os versículos isolados do contexto. É como pegar uma tesoura e recortar 50 textos da Bíblia, jogar em uma bacia, fazer uma “salada de frutas”, oferecer a alguém e dizer: “Esta é a mensagem do Senhor.”

Por outro lado, quando você lê um livro bíblico do começo ao fim, o autor bíblico está no controle da sequência e desenrolar do texto. Esse é o tão importante contexto. O autor conduz você de uma ideia a outra, e o estudo não é controlado pelos interesses ou ideias que você possui. Ler os textos bíblicos de maneira completa permite que o leitor entenda as intenções dos escritores bíblicos e ajuda a ver o “quadro completo”, que é maior garantia contra interpretações bizarras de partes isoladas.

Ler textos completos estimula uma disposição de aprender e ajuda a ver o texto como ele deve ser entendido. Não somos nós que devemos ensinar algo à Bíblia; é ela que deve nos ensinar. É importante comparar textos bíblicos que tratam do mesmo assunto, mas antes disso precisamos ler e reler um texto bíblico completo. Muitas vezes, o leitor encontra um versículo difícil e não entende o que significa.

Na maioria das situações, tudo que precisamos fazer para entender um texto difícil da Bíblia é ler seu contexto – os versículos que vêm antes e os que vêm depois. Quando encontrar um versículo difícil, leia todo o capítulo em que ele está. Depois, procure se familiarizar com a mensagem do livro inteiro. Mas nunca leia um versículo sem considerar o contexto.

Quando buscarmos a Deus de todo o coração, poderemos dizer: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e, luz para os meus caminhos” (Sl 119:105).

(Matheus Cardoso é editor associado da revista Conexão JA e editor assistente de livros na Casa Publicadora Brasileira)

Fonte: Jon Paulien, The Deep Things of God: An Insider's Guide to the Book of Revelation (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2004), p. 79-92.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O que Deus pensa da rebelião?

Se tem um tema que a Bíblia apresenta como sendo especialmente ofensivo a Deus é a rebelição contra a liderança.

Segundo o apóstolo Paulo, este foi um dos pecados que impediram o povo de Israel de entrarem imediatamente em Canaã, logo que saíram do Egito.


"Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador" - 1Cor. 10:9-10.

Em sua ânsia de rebeldia e desejo de retornar ao Egito, os líderes incitavam o povo a não atenderem à direção de Moisés. Eles queriam a comida e os “prazeres” que tinham no Egito (cf. Núm. 21:5). Parece que esqueceram-se que no Egito eles eram escravos, e Deus os havia libertado!

A murmuração destas pessoas contra a liderança de Moises e Arão trouxe graves consequências, pois Moisés não era o verdadeiro líder, mas Jeová. Rejeitando Moises, estavam rejeitando a Deus (Êxo. 16:2). É assim que Deus vê!

É interessante observar, como lembrou certa vez um "famoso" missionário evangélico de nosso país, que o Senhor perdoa todo e qualquer pecado contra Sua SANTIDADE, mas não encontramos na Bíblia o Senhor perdoando pecados contra Sua AUTORIDADE (pena que este mesmo pregador não leva isso em conta quando prega contra a Lei de Deus e o Sábado!).

Exemplos:
- Deus perdoa o adultério, apesar de este trazer sérias conseqüências;
- Ele perdoa a mentira;
- Perdoa a falsidade, o egoísmo, a avareza...
Enfim, Deus perdoa TODO E QUALQUER pecado contra Seu caráter santo, quando nos arrependemos e abanonamos a prática do mal.


"Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" - 1João 1:7.

Mas é realmente "curioso" observar como o mesmo Deus compassivo e misericordioso não tem a mesma tolerância com aqueles que afrontam a AUTORIDADE ESPIRITUAL, seja do próprio Deus ou de Seus representantes.

Exemplos:
- O Senhor havia dito a Adão e Eva que se eles não obedecessem Sua ordem com relação à árvore do bem e do mal (obediência à Sua autoridade), morreriam. E Ele não voltou atrás!
- Lúcifer afrontou a autoridade de Jesus diante de todos os anjos, e para ele também não há mais esperança de perdão.
- Corá, Datã e Abirão foram de encontro à liderança de Moisés (o representante do Senhor), e morreram de forma horrível (veja em Núm. 16). Até as crianças, filhos e filhas dos rebeldes, foram vítimas da condenação divina, para não perpetuarem a afronta!
- O próprio Moisés, quando afrontou a autoridade divina, não recebeu o perdão esperado, sendo impedido de entrar na Terra Prometida.
- No Novo Testamento temos o exemplo clássico de Ananias e Safira, que mentiram para não acatarem uma determinação que os apóstolos haviam dado para toda a Igreja. O resultado todos sabemos qual foi!
- Até mesmo Jesus tratou do tema, ao dizer que a última instância de recuperação é a igreja reunida em assembléia. Quando um rebelde recusa-se a atender às orientações da Igreja, rebelando-se assim contra a autoridade espiritual que esta possui, deve ser considerado como não mais pertencente à família de Deus (cf. Mat. 18:17).

A rebelião em nossos dias

Estamos vivendo um período de grandes movimentos dissidentes na Igreja Adventista. Devido, talvez, a atmosfera de "democracia" e de "racionalização" na qual vivemos hoje, tem sido muito comum as pessoas se rebelarem contra a autoridade espiritual que o Senhor concedeu à Sua Igreja, especialmente no que se refere ao trato com os pastores.

Na internet podemos encontrar muitos sites que se "especializaram" em promover este espírito rebelde, crítico e difamatório contra o ministério da Igreja Adventista. A impressão que passa é a de que são pessoas cujo único objetivo é deitar por terra a confiança da membresia (bem como de qualquer um dos milhões de "internautas") para com os pastores adventistas.

"Mas devemos ficar calados diante dos erros que presenciamos?", alguém poderia perguntar. Sei que, em alguns momentos, a "coerência" ou "lógica" divina parecer ser bem diferente da nossa, como já mencionei aqui anteriormente (relembre aqui). Mas, se professamos seguir a Deus e Sua Palavra, devemos fazê-lo mesmo quando a fé não parece algo muito "lógico". E ela, quase sempre, não é nada "lógica"! Os pastores (sejam distritais, departamentais, administradores, etc.) também erram, e às vezes erram feio! Mas isso não deve ser motivo suficiente para participarmos da diabólica campanha de minar a fé deste militante e bravo povo que luta para fazer parte da última geração de servos de Deus.

Tomemos o exemplo de Davi e Saul...

Todos sabemos que por vários anos Saul tentou matar Davi, e por umas 5 ou 6 vezes quase conseguiu.
Em um determinado momento, Davi teve a oportunidade de "revidar", quando Saul estava totalmente entregue "em suas mãos". Teria sido muito fácil para Davi dar um fim à vida daquele que era seu inimigo mais declarado. E nós também temos conhecimento de que o rei Saul já havia há muito tempo deixado de ser o verdadeiro representante de Deus diante do povo.

É interessante observar, ainda, que os próprios companheiros de Davi insistiram para que ele matasse Saul, e até utilizaram o nome de Deus em seus argumentos (cf. 1Sam. 24:4). Não é como muitos rebeldes e dissidentes fazem hoje?! Usam textos isolados da Bíblia para tentarem convencer o povo de que o melhor a fazer é assumir um espírito de crítica e revolta contra o ministério, pois esta seria a "vontade de Deus".

Davi, apesar de todos os erros que já havia cometido, e que ainda cometeria, demonstrou um profundo espírito de submissão à AUTORIDADE ESPIRITUAL constituída por Deus, e sua resposta deveria encontrar eco na mente de todo aquele que assume a rebeldia como bandeira de luta.

"e disse [Davi] aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR" - 1Sam. 24:6.

Mesmo sabendo que o ministério de hoje não é um "sacerdócio" no estilo veterotestamentário, e não existe mais esta "unção" tão especial quanto havia naquela época (quando o próprio Deus indicava quem Ele queria na liderança), a experiência de Davi nos mostra que mesmo quando homens falhos e pecadores cometem erros (e não estou aqui dizendo que os pastores não cometem, porque cometem - e muitos!), a atitude a se tomar não é a de rebeldia, crítica ou fazer justiça "com as próprias mãos". Há até alguns que aproveitam o espírito de dissidência para abrirem suas "próprias igrejas", como se o Senhor tivesse rejeitado a Igreja Adventista como Sua "menina dos olhos"!

Todos aqueles que lideram a Igreja do Senhor, sejam pastores, anciãos, diáconos, diretores de departamentos, etc., recebem de Deus e da Igreja a investidura de uma AUTORIDADE ESPIRITUAL que só o Senhor, Líder Máximo Supremo Avançado da Igreja, tem poder para revogar. Por isso é nas mãos dEle que devemos depositar nossas dúvidas e murmurações, para que Ele tome as providências necessárias em cada situação.

Da próxima vez que nos sentirmos tentados a abrir a boca (ou digitarmos no teclado...rsrs) para fazermos uma crítica contra a AUTORIDADE ESPIRITUAL que Deus preza com grande cuidado, vamos orar ao Senhor para que Ele dê o discernimento necessário àqueles líderes que cometem falhas, e lembremos dos exemplos do passado, pois veremos que NENHUM dos que um dia se levantaram contra Deus e Seus mensageiros prosperaram...

Apenas para citar alguns:
- Lúcifer
- Adão e Eva
- Caim
- Antidiluvianos
- Sansão
- Saul
- Belsazar
- Herodes
- Judas Iscariotes
- Ananias e Safira
- Dr. Kellogg
- Ballenger
- Robert Brinsmead
- Fletcher
- Desmond Ford
- Dissidentes e críticos da era da Internet
- Antitrinitarianos modernos

A história apenas se repetirá com os atuais críticos, da mesma forma como ocorreu no passado.

Que o Senhor tenha misericórdia destes, pois dos outros parece que Ele não teve!

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quem São os Verdadeiros "Ateus"?

Há alguns meses lí 2 livros sobre o ateísmo:

1. "O Delírio de Dawkins - uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins", de Alister McGrath e Joanna McGrath (editora Mundo Cristão, 2007).

2. "Um Ateu Garante: Deus Existe - as provas incontestáveis de um filósofo que não acreditava em nada", de Antony Flew (editora Ediouro, 2008).

Este segundo é o que mais gostei, pois o Dr. Flew (cujo pai era pastor na Inglaterra) faz uma abordagem extremamente sólida sobre o que o levou a mudar de opinião, depois de várias décadas sem acreditar na existência de Deus.

Algumas declarações que mais me chamaram a atenção:

"[Na pré-adolescência] nunca li nada de literatura religiosa com o mesmo entusiasmo com que lia livros sobre política, história, ciências ou quase todos os outros assuntos. Ir à capela ou à igreja, recitar orações e praticar outros atos religiosos eram, para mim, quase apenas deveres cansativos. Nunca senti o mais leve desejo de me comunicar com Deus" - pág. 30.

"Uma das razões para minha conversão ao ateísmo foi o problema do mal. (...) Tais experiências [relacionadas ao anti-semitismo e nazismo] desenharam o cenário de minha juventude, e, para mim, assim como para muitos outros, apresentaram um desafio inevitável a respeito da existência de um todo-poderoso Deus de amor" - pág. 32-33.

"À época em que chegei [ao último ano do Ensino Médio] eu discutia com colegas mais adiantados, argumentando que a idéia de um Deus onipotente, e ao mesmo tempo perfeitamente bom, era incompatível com o mal e as imperfeições do mundo" - pág. 34.

Observe que as declarações que o Dr. Flew faz sobre sua progressiva aproximação do ateísmo demonstram a experiência de alguém que, a princípio, acreditava em Deus, mas que foi levado à descrença por culpa do próprio sistema religioso ao qual ele estava envolvido. Uma religião fria e formal, sem uma experiência pessoal e verdadeira com a Pessoa da Salvação - Jesus - foi determinante para transformar este filho de pastor em um dos mais eloqüentes defensores do ateísmo nas últimas décadas.

Com isso aprendemos o quanto é importante que a nossa forma de adoração a Deus, e a nossa "fé prática" (como vivemos a religião no dia-a-dia), sejam uma expressão verdadeira dos princípios do Cristianismo que professamos seguir: amor a Deus sobre todas as coisas, e ao nosso próximo, como a nós mesmos.

Em seu livro, o Dr. Flew ainda cita uma pesquisa realizada pelo Barna Group (um dos mais importantes institutos de estatísticas sobre o Cristianismo no mundo), a qual aponta que "aquilo que acreditamos quando temos 13 anos de idade, será no que acreditaremos ao morrer" (pág. 31).

Aproveito para fazer algumas perguntas:
"Em quê crêem os juvenis e adolescentes de sua igreja?"
"Eles têm uma experiência viva e pessoal com o Senhor Jesus Cristo?"
"Ou sua 'religião' não tem passado de mero formalismo?"

Talvez seja esta a razão de vermos tantos adolescentes abandonando a Igreja, mesmo aqueles que "nasceram" no Evangelho.

A "Conversão" do Ateu

Após tanto tempo de sua vida negando a existência de Deus, e defendendo as bases filosóficas do ateísmo, este "filho pródigo" retorna ao lar, e vive hoje a experiência de seus dias na "Casa do Pai".

Veja como ele encerra seu livro:
"Volto a dizer que minha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser auto-existente, imutável, imaterial, onipotente e onisciente" (pág. 144).

Quem são, afinal, os verdadeiros ateus?

Lendo histórias como a de Antony Flew, e muitos outros que se auto-denominam de "ateus", eu só reforço a minha crença de que não existe um ser humano que seja 100% ateu, pois em algum momento de suas vidas (mesmo que no último suspiro), todos se voltam para este Ser que Criou todas as coisas, inclusive a nós mesmos, e colocou na alma humana este "vazio" que somente Ele consegue preencher.

Para mim, os VERDADEIROS "ateus" encontram-se entre os que professam alguma fé cristã, mas não vivem à altura dessa fé.

Isso mesmo...

Eu considero muito mais "ateu", um Adventista que trata seu "irmão" com arrogância e desprezo; ou que oprime algum subordinado (quando investido em algum cargo de liderança eclesiástica); ou ainda aquele "crente" que não pensa duas vezes antes de passar a perna em um colega de trabalho, se o resultado disso for ganhar alguma promoção.

Eu considero muito mais "ateu", aquele membro de Igreja que sai do templo no sábado pela manhã e já vai para casa criticando o que considerou errado na Escola Sabatina ou no Culto, e destas mesmas críticas faz o "prato principal" do almoço de sábado com sua família.

Eu penso que é muito mais "ateu", o líder de Igreja que posa de consagrado e zeloso diante da congregação, mas em casa é um terror para a esposa e/ou filhos.

Ateu, na minha opinião, é o pastor presidente de Campo que persegue um obreiro (especialmente um "colega" de ministério), pelo fato deste não concordar com suas determinações político-administrativas.

Eu considero muito mais "ateu", o pastor que olha para as ovelhas apenas com o objetivo de que elas dêem lã e multipliquem o rebanho, mas que não se preocupam em visitá-las para saber como elas estão enfrentando a jornada rumo ao Céu.

Eu penso que "ateu" mesmo é aquele jovem que passa horas e horas na Internet vendo pornografias, mas se irrita em passar alguns minutos a mais no templo quando o pregador se prolonga no sermão.

Eu considero que "ateu" de verdade é o "crente" que se diz temperante e defensor da reforma de saúde, mas que não se ressente em deixar que a inveja, a avareza, o orgulho ou o egoísmo corroam seu coração.

Em alguns desse casos, eu me arriscaria a dizer que até mesmo o pecado imperdoável está sendo praticado, uma vez que tais pessoas, em sua hipocrisia, não permitem mais que o Espírito Santo lhes promova o arrependimento.
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Se nós vivemos uma vida tão contraditória em relação à nossa fé, é porque, NA VERDADE, não cremos que Deus exista, e que Ele olhe para nós, e nos observe a todo instante.

ATEU, mesmo, é aquele que diz que é CRENTE, mas vive como se não crêsse.

"Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. (...) Mostra-me esta tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé" - Tiago 2:17-18.
Autor: Gilson Medeiros
Fonte: blog de prgisonmedeiros
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"Os Ateus são Mais Inteligentes". Será?!

Há alguns meses, a revista ÉPOCA publicou uma entrevista com o Dr. Richard Lynn, o qual afirmava que está cientificamente comprovado que os ateus são mais inteligentes que os crentes.

Segundo este pesquisador britânico, o QI das pessoas que não se declaram religiosas é mais elevado do que o das que assumem sua fé em Deus. Ou seja, para o Dr. Lynn, só é crente quem não é "intelectualmente privilegiado".

Esta mesma revista apresentou um outro artigo sobre o ensino do Criacionismo, no qual criticava o posicionamento da então Ministra Marina Silva. De acordo com o artigo, os verdadeiros eruditos da Ciência defendem o Evolucionismo, deixando ao Criacionismo uma posição inferior, apropriado apenas para "leigos" (Revista Época, 28-01-2008). Na época, eu escrevi uma resposta para a revista, mostrando minha indignação para com o menosprezo que a matéria evidenciava para com os criacionistas. Parte desta minha resposta foi publicada na edição seguinte da ÉPOCA (04-02-2008). Publicaram o seguinte:

"Tanto quanto o evolucionismo, o criacionismo é fonte de estudo de eminentes cientistas. Não é demérito crer no que a Bíblia ensina sobre a origem do mundo - Gilson Medeiros, João Pessoa, PB" (pág. 9).

É uma pena que apenas o Evolucionismo, que não passa de uma "teoria", tenha tanto espaço na mídia (sem falar nos compêndios de salas de aulas pelo mundo afora), enquanto que o Criacionismo é sempre visto como fanatismo e pura "crendice" leiga.

Graças a Deus, a Igreja Adventista do 7º Dia é uma das poucas que levanta a bandeira do Criacionismo, defendendo a Bíblia tal como ela é - a Palavra de Deus revelada à Humanidade. A própria Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) é uma prova de como a IASD está na vanguarda deste tema (e é assim que tem que ser... sempre "cabeça" e nunca "cauda"). Vários eventos são promovidos ao longo do ano para mostrar as evidências científicas do Criacionismo, como o Seminário "A Filosofia das Origens".

É por isso que podemos sentir orgulho da fé ADVENTISTAS DO 7º DIA!
Que outra Igreja se preocupa tanto em proclamar ao mundo que Deus é o Criador de todas as coisas, senão aquela que comemora semanalmente o memorial de Sua Criação?!


"Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus. (...) porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou" - Êxodo 20:10-11.

"... Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas" - Apoc. 14:7.

Que outro povo tem tanta autoridade moral para defender o Criacionismo?!

Aleluia!


Fonte: blopg prgilsonmedeiros
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Jogos e Loterias

Certa noite eu estava chegando em casa, e fui ver se já estava passando o telejornal. Ao mudar os canais, passei por um que estava apresentando um programa onde as pessoas poderiam ganhar até R$ 1.000.000,00 através da escolha de pastas que continham diversos valores.


Me chamou a atenção o fato de que a pessoa que estava participando se dizia “evangélica”, e disse que estava com “muita fé” de que ganharia o prêmio máximo. Como o apresentador sempre fazia menção a esta “fé” da participante, eu resolvi esperar para ver o que aconteceria.

Ao longo do programa ela abriu várias pastas que continham valores variados. Ela acreditava que a pasta que estava em seu poder era realmente a que continha R$ 1.000.000,00. O noivo estava presente, assim como alguns familiares dela.

Em alguns momentos, o “banqueiro” oferecia algumas ofertas para fazer a jovem desistir de abrir a sua pasta. Esta oferta chegou até o valor aproximado de R$ 250.000,00. Ela rejeitou, apesar dos apelos do auditório e da família (inclusive do noivo) para que ela aceitasse a oferta, afinal “mais vale um pássaro na mão do que dois voando“…rsrs

Ao final do jogo veio a decepção geral. Ela havia escolhido uma pasta com apenas R$ 50,00, e foi com este prêmio que ela voltou para sua casa… com a fé em frangalhos!

A jovem noiva trocou a certeza de ter R$ 250.000,00 na mão, pela esperança (ou seria usura?!) de tentar ganhar 4 vezes mais.

E dai?!

Você pode estar se perguntando: “o que isso tem que ver com os temas que o Gilson coloca aqui no blog?”.
A atitutude daquela “irmã” me fez refletir sobre o quanto o dinheiro pode ser atrativo aos nossos olhos, fazendo-nos ir em busca do dele de forma “fácil”. Talvez seja por isso que tanta gente faz sua “fezinha” semanal nas loterias.

“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” – 1Tim. 6:10.
 
A Bíblia é muito clara em dizer que é com o “suor do nosso rosto” que devemos conquistar o sustento diário. Esta ilusão de um enriquecimento fácil que as loterias e jogos de azar despertam no coração do ser humano (em especial do brasileiro, devido à toda esta conjuntura econômica e política em que vivemos), acabam seduzinho muitos corações, inclusive de alguns que se consideram seguidores de Jesus.

Aquela moça que citei acima, em sua fé (creio que sincera) acreditava que Deus a estava dirigindo para conquistar o tão sonhado MILHÃO DE REAIS, mas o resultado demonstrou que não… Deus não interfere neste tipo de situação.

Certa vez alguém me perguntou se nós poderíamos jogar na Mega Sena quando ela estivesse acumulada (em certos momentos o prêmio passou de R$ 50 milhões – cerca de US$ 30 milhões), pois, caso ganhasse, o dízimo seria muito “gordo” e poderia ajudar muito na obra de Deus.

Não foi assim que o Senhor determinou o sustento de Sua obra na Terra. Deus tem outros meios de nos abençoar materialmente, sem que necessitemos recorrer a jogos de azar e loterias.
“O povo de Deus é chamado para uma obra que requer dinheiro e consagração” (Ellen White, Conselhos sobre Mordomia, pág. 35).
 
Eis o plano divino! Com a nossa consagração, certamente o dinheiro tão necessário para o avanço da pregação do Evangelho Eterno chegará à Casa do Tesouro.

Logo quando eu me tornei Adventista, um amigo me disse porque ele não cria que devêssemos jogar em loterias, mesmo com com uma “boa intenção” (aplicar na pregação do Evangelho). Ele me disse o seguinte:
 “Não devemos jogar porque, além de todos os princípios bíblicos claramente contrários a esta prática, o dinheiro que nós ganharemos será aquele mesmo que muitos outros perderam”. 

Ou seja, para você ganhar R$ 50.000.000,00 na Mega Sena será necessário que milhões de outras pessoas tenham perdido suas apostas.

Desde aquela época, este argumento já foi suficiente para me deixar convicto sobre o tema.

Gilson Medeiros

 Fonte Blog: prgilsonmedeiros
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

“Amor” à primeira teclada?

Você acredita em amor à primeira vista? E antes da primeira vista, por meio de um teclado? Acredita que isso seja possível?


No mundo cibernético, com a chegada do romance virtual, parece que o amor à primeira teclada está na concepção de alguns que entram nas salas de bate-papo em busca de uma aventura sexual, de um romance casual ou de uma relação emocional séria. No entanto, na maioria das vezes, no momento em que saem do virtual e caem na real, percebem que o verdadeiro amor é muito difícil de acontecer via on-line.

“A Internet nos jogou numa nova era romântica. Mas, muitos que tentaram fazer com que os relacionamentos on-line funcionassem na vida real, ficaram decepcionados. Para alguns, é melhor aproveitar o romance cibernético pelo que ele é. Mas, sendo ou não amor, ele pode certamente mudar sua vida.” – Celeste Biever, Amor Eletrônico – Revista Seleções, Outubro de 2007, p. 115.

Muitas pessoas, por meio das teclas de um computador, estão marcando encontros nos quais podem ocorrer tanto um grande romance, como também uma grande decepção e, até mesmo, um inconseqüente adultério.
A jornalista Alice Sampaio, autora do livro “Amor na Internet – Quando o Virtual Cai na Real”, publicado pela editora Record, faz algumas afirmações que merecem uma reflexão:

a)      “amor virtual é virtual mesmo, é uma fantasia absoluta”.

b)      “Tem desde gente sincera e com boas intenções até gente desonesta, mentirosa e safada”.

c)       “Meu livro alerta pessoas de todas as idades de que a Internet não é inocente, pois sempre existe o risco de encontrar alguém perigoso”.

As pessoas mentem muito nas salas de bate-papo da Internet, e na maioria das vezes, não são nada do que dizem ser. Além de se deparar diante de pessoas que só estão querendo uma aventura, há possibilidades de encontrar também estupradores, ladrões, viciados, assassinos e pessoas com problemas morais, cujas preferências sexuais podem ser bem diferentes das suas.

A autora conta em seu livro a história de uma garota de 20 anos que só queria “ficar” e que acabou namorando um rapaz que era na realidade um matador de aluguel. Conta também a história de um rapaz de 19 anos que teclou por três meses com uma linda loirinha de 20, até encontrá-la e descobrir que na realidade tratava-se de um gay de 67 anos. Experiências como essas evidenciam a importância urgente de um diálogo sincero e aberto entre os cônjuges e entre pais e filhos, sobre o uso da Internet.

A Internet pode se transformar, para algumas pessoas casadas, na árvore do conhecimento do bem e do mal plantada dentro de casa. Quando isso acontece, geralmente, a pessoa se vicia a ponto de passar várias horas, seja de dia ou de noite, em busca de sexo.

No tocante “a gente sincera e com boas intenções”, que Alice Sampaio faz menção, logicamente ela se refere a pessoas que estão em busca de um relacionamento emocional sério. Sendo assim, não se trata de gente casada, porque pessoas realmente comprometidas não entram numa sala de bate-papo em busca de amizade com pessoas do outro sexo. Pois, a comunicação on-line pode estimular o romantismo e a abertura do coração a ponto da pessoa fazer revelações íntimas, e assim, começar a desenvolver algum tipo de sentimento e desejo pelo outro.

Não ignore o fato de que a Internet tornou-se o principal meio de infidelidade virtual. Começa-se com “tecla vai, tecla vem” em nome só da amizade, passa-se para confidências e trocas de e-mails, onde podem ocorrer revelações de carências afetivas e de desejos sexuais. Depois, troca-se números de celulares e, finalmente, ocorre o encontro. E assim, o que era apenas virtual se torna totalmente real.

Por isso, o bate-papo pelo computador está se tornando uma das principais vias de adultério do mundo pós-moderno. Pessoas que jamais trairiam seu cônjuge estão sendo estimuladas, e estão encontrando, nas mensagens eletrônicas a tentação quase que irresistível da traição. A verdade é que a Internet está afetando o relacionamento conjugal e o comportamento sexual de muitas pessoas.

As estatísticas mostram que está ocorrendo um crescente aumento de infidelidade virtual e, conseqüentemente, está crescendo o número de divórcios por causa de relações extraconjugais(,) que tiveram início com a prática do sexo virtual. A própria Internet tem sites que mostram isso. Um determinado advogado que se especializou neste tipo de caso, afirma que “o índice de divórcio desencadeado pela prática do sexo virtual tem crescido entre 10% a 40% a cada ano.” –
www.exactaexpress.com.br/infidelidadevirtual.htm
A psicóloga Cristina Martins, da cidade de Campinas – SP, realizou uma pesquisa on-line na qual entrevistou 200 mulheres norte-americanas, acima de 21 anos, sobre a infidelidade na Internet. O resultado foi o seguinte: 58% consideram a prática do sexo pela Internet uma traição, 21% acham que ainda não é traição e 21% ficaram neutras.

Independente da opinião de cada pessoa, o fato é que as salas de bate-papo na Internet podem mexer com sua cabeça e seu coração, pois(,) estimulam à imaginação e o desejo, que por sua vez podem afetar e interferir, para o bem ou para o mal, em seus sentimentos, comportamento e relacionamentos.

Medite: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.” – Mateus 5:28.


Fonte: www.vidaadois.net
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Juíza argentina se nega a casar gays

Uma juíza de paz argentina afirmou nesta sexta-feira que jamais realizará o casamento de casais homossexuais, um dia depois de o Senado aprovar uma lei que autoriza essas uniões. "Que me acusem do que quiser. Deus me diz uma coisa e eu vou obedecer com todo rigor, mesmo que custe meu cargo, e mesmo que me custe a vida", afirmou Marta Covella, juíza de paz da cidade de General Pico. "Fui criada lendo a Bíblia e sei o que Deus pensa. Deus ama a todos, mas não aprova as coisas ruins que as pessoas fazem. E uma relação entre homossexuais é uma coisa ruim diante dos olhos de Deus", assinalou ainda.

A Argentina se converteu na madrugada de quinta-feira no primeiro país da América Latina a autorizar o casamento entre homossexuais, com uma histórica e longa votação no Senado. A lei foi aprovada com 33 votos a favor, 27 contra e 3 abstenções, depois de uma sessão que durou mais de 14 horas e apesar da oposição da Igreja católica, que liderou uma intensa mobilização social para impedir a aprovação do projeto.

A nova legislação propõe reformar o Código Civil mudando a fórmula de "marido e mulher" pelo termo "contraentes" e prevê igualar os direitos dos casais homossexuais com os dos heterossexuais, incluindo os direitos de adoção, herança e benefícios sociais.

A Igreja lançou na última semana uma forte ofensiva contra a lei e mobilizou na terça-feira milhares de seus fieis para pressionar contra sua aprovação.

(Folha.com)
Nota: A juíza cristã Marta parece fazer parte de uma minoria que ainda tem coragem de expressar sua opinião contra uma ditadura que vem crescendo e que está amordaçando muita gente. Vamos ver se a minoria gay vai respeitar a opinião, a opção e o posicionamento da juíza.[MB]

Leia também: "Argentina é 'exemplo danoso', diz deputado brasileiro autor de projeto anti casamento gay"
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quando se perde o referencial, vem a confusão


NO mês de março, duas notícias chamaram a atenção da imprensa: a primeira igreja gay de Belo Horizonte e o ensaio fotográfico protagonizado pela modelo Cristina Mortágua e seu filho de 15 anos. Com relação à igreja gay, quase não houve reações – talvez pelo fato de que atualmente quem discorda do homossexualismo (o que não significa discordar do direito que cada um tem de escolher sua preferência sexual) está cada vez mais acuado, sem direito de se expressar sobre o assunto. Para muitos, aquela é uma igreja legítima, que aceita as pessoas como elas são, desde que haja amor entre elas. O próprio pastor da igreja é homossexual e apareceu concedendo entrevista de mão dada com seu pareiro, a quem beijou na boca com toda a naturalidade, diante da câmera.

O ensaio sensual de Cristina com o filho foi diferente. Houve algum protesto (tanto que a Vara da Infância e da Juventude pediu a retirada da imagem de circulação) e alguns sites até usaram a palavra “incesto”. Mas que mal há em a mãe posar seminua, em poses provocantes, com o filho de 15 anos? O que tem demais ela o beijar na boca? Quem disse que incesto é pecado? Por que alguns consideram incesto errado ao passo que aprovam o estilo de vida homossexual e manifestações de carinho entre homossexuais na TV?

É esse o tipo de confusão que surge quando se abandona o referencial: a Bíblia Sagrada. A Palavra de Deus, embora garanta que o Senhor ama os pecadores, é clara também em afirmar que o único relacionamento marital aprovado pelo Criador é o de um homem com uma mulher (por mais que alguns tentem “torcer” as Escrituras para provar algo diferente), e que o amor verdadeiro se expressa na obediência ao plano de Deus (cf. 1Jo 2:3-6; 5:1-3).

Devemos viver à luz da revelação divina e não tentar acomodá-la à nossa visão de mundo. A menos que definitivamente não se queira viver sob esse referencial. Aí, tudo é permitido e nada mais deverá causar escândalo.

 Fonte:
Michelson Borges
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