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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

IASD divulga documento sobre observância do sábado

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece o sábado como sinal distintivo de lealdade a Deus (Êx 20:8-11; 31:13-17; Ez 20:12, 20), cuja observância é pertinente a todos os seres humanos em todas as épocas e lugares (Is 56:1-7; Mc 2:27). Quando Deus “descansou” no sétimo dia da semana da criação, Ele também “santificou” e “abençoou” esse dia (Gn 2:2, 3), separando-o para uso sagrado e transformando-o em um canal de bênçãos para a humanidade. Aceitando o convite para deixar de lado seus “próprios interesses” durante o sábado (Is 58:13), os filhos de Deus observam esse dia como uma importante expressão da justificação pela fé em Cristo (Hb 4:4-11).

A observância do sábado é enunciada em Isaías 58:13, 14 nos seguintes termos: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor.” Com base nesses princípios, a Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia reafirma neste documento seu compromisso com a fidelidade à observância do sábado.

Vida de santificação. A verdadeira observância do sábado se fundamenta em uma vida santificada pela graça de Cristo (Ez 20:12, 20); pois, “a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser santos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 283).

Crescimento espiritual. Como “um elo de ouro que nos une a Deus” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 352), o sábado provê um contato mais próximo de Deus. Como tal, não devemos permitir que outras atividades, por mais nobres que sejam, enfraqueçam nossa comunhão com Deus nesse dia.

Preparação para o sábado. Antes do pôr do sol da sexta-feira (cf. Lv 23:32; Dt 16:6; Ne 13:19), as atividades seculares devem ser interrompidas (cf. Ne 13:13-22); a casa deve estar limpa e arrumada; as roupas, lavadas e passadas; os alimentos, devidamente providenciados (cf. Êx 16:22-30); e os membros da família, já prontos.

Início e término do sábado. O sábado é um dia de especial comunhão com Deus, e deve ser iniciado e terminado com breves e atrativos cultos de pôr do sol, com a participação dos membros da família. Nessas ocasiões, é oportuno cantar alguns hinos, ler uma passagem bíblica, seguida de comentários pertinentes, e expressar gratidão a Deus em oração. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 356-359.)

Pessoas sob nossa influência. O quarto mandamento do Decálogo orienta que, no sábado, todas as pessoas sob nossa influência devem ser dispensadas das atividades seculares (Êx 20:10). Isso implica os demais membros da família, bem como os empregados e hóspedes; que também sejam estimulados a observar o sábado.

Espírito de comunhão. Como dia por excelência de comunhão com Deus (Ez 20:12, 20), o sábado deve se caracterizar por um prazeroso e alegre compromisso com as prioridades espirituais, com momentos especiais de leitura da Bíblia, oração e, se possível, de contato com a natureza (cf. At 16:13). Esse compromisso deverá ser mantido na escolha dos assuntos abordados também em nossos diálogos informais com familiares e amigos.

Reuniões da igreja. Somos admoestados a não deixar “de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb 10:25). Portanto, as programações e atividades regulares da igreja aos sábados devem ter precedência sobre outros compromissos pessoais e sociais, mesmo que estes sejam pertinentes para o sábado.

Casamentos e festas. O convite para deixar de lado nossos “próprios interesses” no sábado (Is 58:13) indica que casamentos e festas, incluindo seus devidos preparativos, devem ser realizados fora desse período sagrado. Casamentos e algumas festas mais suntuosas não devem ser planejados para os sábados à noite, pois seus preparativos envolvem expectativas e atividades não condizentes com o espírito de comunhão com Deus.

Mídia secular. A mídia secular, em todas as suas formas, deve ser deixada de lado durante as horas do sábado, para que este, rompendo com a rotina da vida, possa ser um dia “deleitoso e santo” (Is 58:13).

Esportes e lazer. Muitas atividades esportivas e de lazer, aceitáveis durante a semana, não são condizentes com a observância do sábado, pois desviam a mente das questões espirituais (Is 58:13).

Horas de sono. A Bíblia define o sábado como dia de “repouso solene” (Êx 31:15), e não como dia de recuperar o sono atrasado da semana. Ricas bênçãos advirão de levantar cedo no sábado, dedicando esse dia ao serviço do Senhor. (Ver Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 170.)

Viagens. A realização de viagens por questões de trabalho ou interesses particulares é imprópria para o sábado. Existem, porém, ocasiões excepcionais em que se torna necessário viajar no sábado para atender a algum compromisso religioso ou situações emergenciais. Sempre que possível, os devidos preparativos, incluindo a compra de passagens e o abastecimento de combustível, devem ser feitos com a devida antecedência. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 359, 360.)

Excursões e acampamentos. A realização de excursões e acampamentos pode promover a socialização cristã (cf. Sl 42:4). Mas seus organizadores e demais participantes devem chegar ao devido local antes do início do sábado e montar sua estrutura, incluindo suas barracas, de modo que o santo dia possa ser observado segundo o mandamento. Além disso, as atividades durante as horas do sábado devem ser condizentes com o espírito sagrado desse dia.

Restaurantes e alimentação. A recomendação de que o alimento deve ser provido com a devida antecedência (Êx 16:4, 5; 22-30) significa que ele deve ser comprado fora das horas do sábado, e que a frequência a restaurantes comerciais nesse dia deve ser evitada.

Medicamentos. A compra de medicamentos durante o sábado é aceitável em situações emergenciais (cf. Lc 14:5), e imprópria quando a pessoa já os necessitava, e acabou postergando sua compra para esse dia.

Estágios e práticas escolares. O quarto mandamento do Decálogo (Êx 20:8-11) desabona a realização de atividades seculares no sábado, que gerem lucro ou benefício material. Envolvidos em tais atividades estão os programas de planejamento e preparo para a vida profissional, incluindo a frequência às aulas e a participação em estágios, simpósios, seminários e palestras de cunho profissional, concursos públicos e exames seletivos. Em caso de confinamento para a prestação de exames após o término do sábado, as horas desse dia devem ser gastas em atividades espirituais.

Escolha e exercício da profissão. A estrutura da sociedade em geral nem sempre favorece a observância do sábado, e acaba disponibilizando profissões e atividades que, embora sejam dignas, dificultam essa prática. Os adventistas do sétimo dia devem escolher e exercer profissões condizentes com a devida observância do sábado. Somos advertidos de que, se alguém, “por amor ao lucro, consente em que o negócio em que tem interesses seja atendido no sábado pelo sócio incrédulo, esse alguém é tão culpado quanto o incrédulo; e tem o dever de dissolver a sociedade, por mais que perca por assim proceder” (Evangelismo, p. 245).

Instituições de serviços básicos. A orientação de não fazer “nenhum trabalho” durante o sábado (Êx 20:10) indica que os observadores do sábado devem se abster de trabalhar nesse dia, mesmo em instituições seculares de serviços básicos. Instituições denominacionais que não podem fechar aos sábados (cf. Jo 5:17), incluindo os internatos adventistas, devem ser operadas nesse dia por um grupo reduzido e em forma de rodízio.

Atividades médicas e de saúde. Existem situações emergenciais que os profissionais da saúde devem atender, com base no princípio de que “é lícito curar no sábado” (Lc 14:3). Os hospitais adventistas necessitam dos préstimos de uma equipe médica, de enfermagem e de outros serviços básicos para o funcionamento nas horas do sábado. Mas os plantões rotineiros, tanto médicos quanto de enfermagem, em hospitais não adventistas, são impróprios para as horas do sábado. (Ver Ellen G. White Estate, “Conselhos de Ellen G. White Sobre o Trabalho aos Sábados em Instituições Médicas Adventistas e Não Adventistas”, em www.centrowhite.org.br.)

Projetos assistenciais. Cristo disse que “é licito, nos sábados, fazer o bem” (Mt 12:12). Isso significa que “toda atividade secular deve ser suspensa, mas as obras de misericórdia e beneficência estão em harmonia com o propósito do Senhor. Elas não devem ser limitadas a tempo ou lugar. Aliviar os aflitos, confortar os tristes, é um trabalho de amor que faz honra ao dia de Deus” (Beneficência Social, p. 77). Portanto, é lícito nas horas sagradas do sábado visitar enfermos, viúvas e órfãos, encarcerados e compartilhar uma refeição. Ações sociais que podem ser realizadas em outro dia não devem tomar as sagradas horas do sábado.

Atividades missionárias. O apóstolo Paulo usava o sábado para persuadir “tanto judeus como gregos” acerca do evangelho (At 18:4, 11; cf. 17:2), demonstrando a importância de se reservar um tempo especial nesse dia para atividades missionárias. Sempre que possível, os membros da família devem participar juntos dessas atividades, para desfrutar a socialização cristã e desenvolver o gosto pelo cumprimento da missão evangelística.

Como adventistas do sétimo dia, somos convidados a seguir o exemplo de Deus ao descansar no sétimo dia da semana da criação (Gn 2:2-3; Êx 20:8-11; 31:13-17; Hb 4:4-11), de modo que o sábado seja, para cada um de nós, um sinal exterior da graça de Deus e um canal de Suas incontáveis bênçãos.

Fonte: (Portal Adventista)
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ser adventista é fator de longevidade

O estilo de vida dos adventistas do sétimo dia tem sido tema de pesquisas, estudos e de admiração nos meios científicos e na mídia, nos últimos tempos. A News Week, respeitada revista internacional, publicou o resumo de uma importante pesquisa cientifica sobre longevidade. A pesquisa foi feita por Lauren Streib e a matéria, de uma página, foi organizada por Robert De Ieso Jr., com o título “Como viver para sempre”. A reportagem, que leva em conta as mulheres, diz o seguinte: “Extraído da ciência, aqui está o que o leva a prolongar seus dias.” O autor relaciona 16 princípios responsáveis pela longevidade. O segundo recomenda: “Seja um adventista do sétimo dia.” Veja o que ciência descobriu e que pode ser fator de vida longa e saudável (principalmente para as mulheres, que vivem em média cinco anos a mais do que os homens):

1. Ser do sexo feminino.
2. Ser adventista.
3. Sua mãe ter menos de 25 anos quando você nasceu
4. Viver em uma área com pouca poluição.
5. Usar escova de dentes e fio dental diariamente.
6. Ser otimista.
7. Estar comprometido com o trabalho.
8. Ter marcadores genéticos de longevidade, capazes de combater os genes da doença de Alzheimer, câncer e outras doenças relacionadas à idade.
9. Viver em democracia.
10. Começar a escolarização formal após os seis anos de idade.
11. Beber pelo menos duas xicaras de chá por dia.
12. Comer 25% a 30% menos calorias de que a dose diária recomendada.
13. Não beber refrigerantes ou comer alimentos processados que contenham fosfatos.
14. Ser um fã de exercícios físicos
15. Comer uma dieta mediterrânea.
16. Ter seus ovários.




Autoria: Débora Borges
Fonte: saúde e familia
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cremos no Grande Conflito

Você já se perguntou como surgiu o mal?  Você acredita que o diabo existe?  Se ele existe, quem o criou?  Se Deus é amor, como Ele permite o mal?  Você já se pegou fazendo essas perguntas alguma vez?   Então você não pode deixar de assistir o Video abaixo!


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sábado, 16 de abril de 2011

O "Extase" Pentecostal

A temática pentecostal, em especial as manifestações do dom de línguas, estão cada vez mais presentes nos programas televisivos e nas igrejas.


É comum vermos programas em canais evangélicos (e até católicos) onde os pregadores começam a falar em "línguas estranhas" no meio da oração, além das demonstrações exaustivas de curas e "milagres" fantásticos.

Como Adventistas, não cremos que estas manifestações sejam totalmente dirigidas pelo Espírito de Deus, uma vez que a Bíblia é muito clara em mostrar que estas curas, milagres, exorcismos, línguas, etc., podem muito bem ser uma manifestação falsa, dirigida pelo inimigo de Deus (cf. Mateus 7:21-23).

Para os que desejam se aprofundar no tema, sugiro o excelente livro do prof. Vanderlei Dorneles, "Cristãos em Busca do Êxtase", no qual ele faz um profundo estudo sobre as "raízes" do movimento pentecostal e suas ramificações em nossos dias.

Os interessados podem adquirir o livro facilmente através do site da Imprensa Universitária Adventistas, do UNASP.

Clique aqui.

"antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1Ped. 3:15).

Autor: pr gilson medeiros
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terça-feira, 5 de abril de 2011

Jesus Errou!

Infelizmente é muito comum vivenciarmos situações onde o Senhor nos "diz" algo, seja através de Sua Palavra ou de Seus mensageiros, mas nós insistimos em dizer "não".


O Senhor mesmo fala conosco, diretamente, mas nós achamos que Ele está errado, e procuramos "corrigir" aquilo que o Rei do Universo pronunciou ou ainda pronuncia para nossa orientação.

Vejamos um exemplo bem conhecido...

"Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis Comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. (...) Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim. Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu Me negarás três vezes. Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer Contigo, de nenhum modo Te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo" (Mateus 26:31-35).

Fico imaginando o diálogo dos discípulos após esta declaração de Jesus:

- Puxa vida! O que será que a gente ainda precisa fazer para Ele acreditar em nossa obediência e fidelidade?! A gente deixou tudo para segui-Lo, e há mais de três anos que somos escarnecidos, humilhados e perseguidos.

- Pois é... e agora Ele vem com esta história de que vamos negá-Lo!

- Não se preocupem! Ele deve estar estressado... não dêem atenção!

Não foram necessárias mais do que algumas poucas horas para que a "profecia" de Jesus se cumprisse à risca.

"Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo. Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente" (Mat. 26:74-75).

O "choro amargo" de Pedro retrata muito bem a experiência de muitos de nós que, depois de não darmos a atenção à Palavra de Deus, temos que nos defrontar com a dura realidade. Pedro achou que estava firme o suficiente para questionar o próprio Jesus... mas logo depois caiu em si, e viu sua pequenez diante da natureza pecaminosa que nos impregna.

A Bíblia diz para guardarmos o sábado, muitos preferem ignorar!

A Bíblia diz para para evitarmos certos alimentos, muitos preferem ignorar!

A Bíblia diz para devolver o dízimo e as ofertas, muitos ignoram!

A Bíblia diz para amarmo-nos uns aos outros... quão difícil é para alguns!

A Bíblia diz para não nos envolvermos em jugo desigual, muitos ignoram!

A Bíblia diz para aceitar a graça unicamente pela fé, sem mérito pessoal algum... muitos insistem no legalismo!

A Bíblia diz que o ecumenismo é artimanha do inimigo... muitos preferem incentivá-lo.

A Bíblia diz que os mortos estão dormindo, aguardando a ressurreição... muitos preferem acreditar em inferno, seio de Abraão, fantasmas e alma imortal!

A Bíblia diz que a esposa deve ser submissa ao marido... mas e o feminismo, onde fica?!

A Bíblia diz que o marido deve amar sua esposa como Cristo ama a Igreja... muitos ignoram!

A Bíblia diz que não devemos atirar a primeira pedra... mas andamos com muitas delas em nossos bolsos, prontinhas!

E por ai vai...

Assim como Pedro e os demais, nós também mantemos esta característica puramente carnal de não querer ouvir a Palavra de Deus, quando Ela vai de encontro (não "ao" encontro) de nossas convicções pessoais ou objetivos de vida.

É fácil seguir a Jesus, quando Ele fala aquilo que eu quero ouvir.

O dífícil (segundo Nietzche e Gandhi, impossível) é baixarmos nossa cabeça e aceitarmos humildemente TUDO que o Senhor nos ensina e orienta em Sua Palavra.

Para os que não dão ouvido a voz do Senhor, só resta uma alternativa: chorar amargamente depois de "quebrar a cara".

Graças a Deus... Aleluias ao Cordeiro... Glórias ao Santo Espírito.... porque a Divindade, estas três Pessoas Maravilhosas, não desistem de nós, mesmo quando rejeitamos ouvir Seu conselho.

O mesmo orgulhoso, arrogante e intolerante Pedro, pouco depois, já estava de novo no topo, no pódio, recebendo de Jesus a grande comissão: apascentar o rebanho do Senhor.

Se você já rejeitou a Palavra de Deus, preferiu não dar ouvidos a Ela, e enveredar por caminhos confiado em seu próprio entendimento... chore amargamente... arrependa-se... e levante a cabeça, pois nosso Deus é o DEUS DA SEGUNDA CHANCE.

"[Pedro], Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos" (Luc. 22:32).

Oh, glória!

Autor: Pr Gilson Medeiros.
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terça-feira, 1 de março de 2011

Que "tipo" de Adventista você é?

ADVENTISTA DO SÉTIMO DÍGITO


Acredita que seu único papel na Igreja é devolver o dízimo e doar ofertas. Isso já garante sua prosperidade e salvação.

ADVENTISTA PENTECOSTAL

Vive comparando a Igreja Adventista com outras denominações, sempre achando que as outras são mais animadas, ungidas, fervorosas e “quentes”. Seu maior sonho é falar "em línguas”.

ADVENTISTA CARDIOLÓGICO

Não faz qualquer esforço para mudar seu estilo de vida, pois botou na cabeça que "Jesus só quer o coração". Não se preocupa com o testemunho no vestuário, maquiagem, divertimentos, amizades, linguagem, etc.

ADVENTISTA 02 DE NOVEMBRO

Morre de medo de alma penada e de macumba.

ADVENTISTA BEATO

Acredita que fazendo alguma “penitência” vai chamar a atenção de Deus para si.

ADVENTISTA ATEU

Não crê que a fé é uma ferramenta poderosa, capaz de realizar coisas impossíveis.

ADVENTISTA DA NOVA ERA

Está sempre atrás de terapias naturais que tragam paz de espírito e cura da alma (iridologia, homeopatia, yoga, etc.)

ADVENTISTA XIITA

Acredita que devemos sempre que preciso usar a força na evangelização, obrigando todos a aceitarem nossas doutrinas, custe o que custar. E todos os que se opuserem, serão tratados como inimigos mortais.

ADVENTISTA SURFISTA

Está sempre navegando nas ondas dos modismos que surgem no meio evangélico (“amado”, “abençoado”, “está repreendido”, “oh glória”, “amém, igreja?”, "determinar a bênção", etc.)

ADVENTISTA FARISEU

Passa todo tempo olhando os defeitos dos outros, e esquece que ele próprio não passa de um “sepulcro caiado”.

ADVENTISTA(S) PONTO CÃO (quem lê entenda)

Tem síndrome de conspiração e não acredita em nada que os pastores ensinem. Acham que os líderes só querem saber de ganhar dinheiro.

ADVENTISTA CIGARRA

Fica todo tempo de braços cruzados, enquanto os outros fazem todo o trabalho, e ainda zomba das “formigas” que estão empenhadas na obra de Deus.

ADVENTISTA "TÔ NEM AI"

Está sempre “lavando as mãos” e dizendo: “Eu não fui escolhido para nenhum cargo, então não tenho nada a ver com isso. Não contem comigo”.

ADVENTISTA EM GREVE

Chega em outubro e diz “não quero cargos. Vou dar um tempo para minha vida espiritual, sem me preocupar com compromissos com alguma função”. Às vezes tem muito talento, mas não os emprega na Obra de Deus. Está “dando um tempo”.

ADVENTISTA NO SÉTIMO DIA

O único momento que dedica para a religião é a manhã do sábado, mesmo assim friamente. Nunca vem na quarta-feira porque está muito "cansado". Na verdade, não quer perder a novela ou o futebol.

ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA

É aquele que realmente vive o estilo de vida ensinado pela Bíblia e Espírito de Profecia. Procura sempre fazer sua parte na obra da Igreja, sem parar para criticar ou culpar os outros. Estuda a Bíblia e a Lição da Escola Sabatina, e está envolvido no trabalho missionário e demais programas da Igreja. É fiel nos dízimos e tem seu pacto de ofertas. Esse sim, pode encher o peito e dizer com orgulho santo: “Sou Adventista do Sétimo Dia”, assim como Jesus também era.

Que TIPO de Adventista é VOCÊ?

Autor: Pr Gilson Medeiros  -    Para visualizar outras postagens, clica em postagem antigas ou no menu a sua direita,e escolha o assunto.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quando começou a graça?

Um dia desses, um famoso pregador pentecostal da atualidade, que mantém um programa diário em horário nobre na TV, disse que a graça só começou a existir depois de Jesus. Segundo ele, antes de Jesus não havia graça no mundo. Para confirmar sua declaração, o aclamado missionário citou o seguinte verso do Evangelho de João:


"Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (1:17).

Mas... há algum fundo de verdade nisso?

Primeiramente, precisamos definir o que é a graça divina.

Uma passagem bíblica chave para entendermos o que significa a graça é a seguinte:

"pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Rom. 3:23-24).

Vemos que, para Paulo, a graça era a resposta de Deus ao problema do pecado, ou seja, para o pecador arrependido, o Senhor concede um "perdão" especial, uma "absolvição" legal da condenação do pecado. Para o filho de Deus que foi revestido pela "graça" não há mais penalidade dos pecados passados, pois o Senhor Jesus pagou o preço por todos eles ao derramar Seu sangue, inocente, no Calvário. Paulo ainda acrescenta que esta "graça" divina para o pecador é concedida gratuitamente, ou seja, NADA do que o homem faça ou deixe de fazer pode "comprar" este dom precioso de Deus em seu benefício.

No site Bibliaonline, mantido por Adventistas, encontramos também a seguinte definição para a graça:

"No N.T. é aquele favor que o homem não merece, mas que Deus livremente lhe concede - algumas vezes é posta em contraste com a lei (Rm 6.14) - e também exprime a corrente de misericórdia divina, pela qual o homem é chamado, é salvo, é justificado, e habilitado para viver bem e achar isso suficiente para ele (Gál. 1.15 - Efés. 2.8 - Rom. 3.24 - 1Cor. 15.10 - 2Cor. 12.9)".

Esclarecido, então, o que seja a graça, vejamos se há referências a ela no AT.

A Graça no Antigo Testamento

A passagem bíblica considerada por muitos como o primeiro "pacto" de salvação entre Deus e o homem é Gên. 3:15, quando o Senhor promete que, no futuro, o inimigo seria derrotado por um "descendente" da mulher. Isso nos mostra que desde o Éden já foi incutida no homem pecador a esperança de salvação para as consequências terríveis que o pecado traria sobre todos.

Poderíamos também citar diversos exemplos de pessoas que foram "agraciadas" (rsrs) com o perdão divino, começando pelo próprio casal edênico e passando por personagens muito conhecidos, como por exemplo Abraão, Jacó, Moisés, Raabe, Sansão, etc.

Mas, e a expressão "graça"? Encontramos ela no AT, com o mesmo sentido com que é tratada no NT? Na minha opinião, alguns dos mais significativos estão nos Salmos:

"Volta-Te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por Tua graça" (6:4).

"No tocante a mim, confio na Tua graça; regozije-se o meu coração na Tua salvação" (13:5).

"Não ocultei no coração a Tua justiça; proclamei a Tua fidelidade e a Tua salvação; não escondi da grande congregação a Tua graça e a Tua verdade. Não retenhas de mim, SENHOR, as Tuas misericórdias; guardem-me sempre a Tua graça e a Tua verdade" (40:10-11). É curioso como, aqui, o salmista usa o mesmo vocabulário usado por João no texto citado pelo pregador da TV...

"e a Ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras" (62:12).

"Porque a Tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios Te louvam" (63:3).

"Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a Sua graça" (66:20). Este é o meu verso favorito de toda a Bíblia.

"Quanto a mim, porém, SENHOR, faço a Ti, em tempo favorável, a minha oração. Responde-me, ó Deus, pela riqueza da Tua graça; pela Tua fidelidade em socorrer" (69:13).

"Responde-me, SENHOR, pois compassiva é a Tua graça; volta-Te para mim segundo a riqueza das Tuas misericórdias" (69:16).

"Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente" (84:11).

"Justiça e direito são o fundamento do teu Trono; graça e verdade Te precedem" (89:14).

"Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia" (103:3-4).

E tantos outros...

Pelo visto, alguém que não concordaria com o prezado pregador que mencionei acima era Davi. Afinal, ele foi um dos muitos personagens do AT que sabiam por experiência própria que a graça do Senhor já se manifestava naqueles dias.

Portanto, neste início de semana, quando estudaremos mais detidamente sobre o importante tema da graça em nossas vidas, é importante saber que ela não se iniciou com o ministério terrestre de Jesus, pois a graça, a misericórdia, o perdão... SEMPRE EXISTIRAM, desde quando o pecado passou a ser uma realidade na vida dos filhos de Deus.

O que Jesus veio fazer foi dar uma revelação mais ampla, mais abrangente sobre este precioso dom divino. Conforme o Comentário Adventista de João 1:17, "João não tem o propósito de insinuar que era mau o sistema revelado por meio de Moisés, em comparação com o que agora era revelado por meio de Cristo, a não ser que, embora era bom o sistema de Moisés, o de Cristo é melhor (ver Heb. 7:22; 8:6; 9:23; 10:34). (...) Ao afirmar que a 'verdade' vem por meio de Cristo, João O identifica como a realidade que era assinalada por todos os símbolos e cerimônias do AT, que não eram mais que uma sombra dos bens vindouros. Em Cristo o símbolo acha seu cumprimento na realidade (Colos. 2:16-17). Em nenhum sentido João indicou que o sistema do AT era falso ou errôneo".

Louvado seja Deus, porque não nos deixa nas trevas em nenhum tema importante para nossa salvação!

"Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça" (Salmo 66:20).

Oh glória!
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"Cuidado com os falsos profetas"


É impressionante como hoje em dia é fácil se auto-intitular de "pastor(a)", "bispo(a)", "apóstolo", etc. Por causa disso proliferam diariamente o número de novas igrejas, seitas, denominações, movimentos, etc. Na maioria, pregando uma "nova luz" ou uma interpretação "revelada" diretamente pelo Espírito Santo.

Esse é um grande problema com os "pentecostais". Por darem mais valor às chamadas "revelações", eles acabam deixando de lado princípios morais e teológicos ensinados nas Escrituras, mas que exigem uma certa obediência, que nossa mente pecaminosa não está disposta a seguir.

"Teoricamente os pentecostais defendem a autoridade das Escrituras, como os Reformadores. Na prática, porém, predomina um subjetivismo imposto pela noção de verdade relativa derivada da centralidade da experiência individual e da operação dos dons espirituais por meio das experiências místicas" - Vanderlei Dorneles, Cristãos em busca do êxtase* (UNASPRESS, 2006).

* Aconselho que todos os que desejam conhecer a fundo o moderno Movimento Pentecostal leiam este excelente livro do Pr. Dorneles.

O resultado de tudo isso?

Igrejas sem nenhum embasamento sólido na Bíblia, sendo lideradas por homens sem qualquer qualificação teológica ou moral para serem chamados de "pastores".

Há alguns meses, o FANTÁSTICO apresentou uma matéria sobre um tal "pastor" que se aproveitou de uma compreensão equivocada do livro de Oséias, para levar uma de suas "ovelhas" a cometer adultério com ele próprio.

Detalhe: Ela é casada (assim como o "pastor"), mãe de 4 filhos, e diz ter recebido uma revelação especial de Deus para ter um filho com o pastor (não seria isso uma "falsa profecia" ou falsa revelação?!). E o mais curioso é que o marido dela (também "ovelha" do tal "pastor") aceitou tudo, pois essa era a vontade de Deus (?!).

Em outra ocasião, outro "pastor" também foi alvo da Imprensa. Ele foi pego em flagrante fazendo sexo oral com 2 meninas de 10 e 11 anos de idade, em uma cidade próxima a Natal/RN. Ele, um senhor de 58 anos de idade, já havia cumprido 10 anos de detenção, e na época pastoreava uma igreja chamada de "Igreja Porta Aberta".

"O Meu povo perece porque lhes falta o conhecimento...".

Como esta frase bíblica ainda faz sentido hoje em dia!

De um modo geral, as "igrejas" cristãs modernas são muito deficientes em conhecimento da Palavra de Deus. Tudo é feito muito de improviso, baseando-se a experiência religiosa apenas no emocional e na palavra do "pastor" e dos "profetas".

Como Adventistas do 7º Dia, somos o POVO DA BÍBLIA (sim... ainda somos!), e por isso precisamos ficar alertas para que as armadilhas doutrinárias destes falsos profetas e pseudo-pastores da atualidade também não nos levem a desprezar a clara e confiável PALAVRA DE DEUS.

"... estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" - 1Ped. 3:15.

A propósito, já fez sua assinatura da Lição da Escola Sabatina e da Revista Adventista para 2011? Já iniciou o plano do Ano Bíblico? Já se juntou a algum Pequeno Grupo?


Autor: Pr: Gilson Medeiros.
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

voltar "justificado" para casa?

Há um relato bíblico, narrado pelo próprio Jesus, que nos faz pensar sobre a maneira de Deus agir na vida do pecador, em especial sobre o nosso "conceito" de salvação e vida santificada.
"Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado" (Lucas 18:8-14).


Jesus utilizou dois personagens bem antagônicos: um FARISEU e um PUBLICANO. O primeiro odiava o segundo, por considerá-lo "impuro" e traidor, pois os publicanos eram judeus que trabalhavam para os romanos, normalmente em funções "públicas" - cobrar impostos, por exemplo - (por isso "publicano").

Mas, novamente, Jesus procura mostrar o quanto a religião meramente exterior e baseada nas obras próprias (legalismo) é inoperante diante de Deus. Enquanto que o fariseu baseava sua "importância" naquilo que fazia de "bom", o publicano se achegava a Deus com a certeza de sua "impotência", e amparado unicamente na misericórdia divina para a sua vida.

Algo mudou de lá para cá?
Creio que não!

A salvação continua, e continuará, baseada unicamente na fé em Cristo e na Sua infinita graça (cf. Rom. 1:16-17). Este é o "poder" (literalmente, a "dinamite") do Evangelho em nossa vida, que destrói as amarras do pecado e nos liberta para uma nova vida de graça e santificação.

Como diz Max Lucado:

"Nada do que você faz pode fazer com que Deus o ame mais...

E nada do que você faz pode fazer com que Deus o ame menos".

Na cena apresentada por Jesus estavam duas pessoas pecadoras:

- Um se considerava altamente fiel e consagrado, cheio de orgulho "santo" por ser uma pessoa socialmente íntegra, e ainda revelava tremenda presunção, pois acreditava ser muito melhor do que outros que não faziam o "bem" que ele fazia.

- O outro era um homem igualmente pecador, porém com um profundo sentimento de humildade diante de Deus, pois sabia do seu alto grau de afastamento do Senhor (certamente ele tinha consciência de seus muitos pecados), e acreditava que somente amparado na misericórdia de Deus é que ele alcançaria algum benefício.

Um dizia: "Obrigado, Senhor, porque sou um homem tão puro e santo, bem diferente destes miseráveis que me rodeiam. Faço tudo certinho e minha religião é um modelo para as outras pessoas. Estou quase no ponto de ser trasladado. Pode deixar que eu continuarei ensinando estes coitados a viverem esta vida abençoada na qual eu vivo".

O outro dizia: "Meu Deus, estou envergonhado em vir na Tua presença santa. Sei que sou pecador e sei que o Senhor tem muitos motivos para não gostar de mim. Mas minha vida é uma miséria longe de Ti, não tenho prazer nela. O Senhor sabe que eu quero mudar e que eu necessito de Tua mão a me ajudar. Por favor, meu Deus, não olhe para este Teu servo miserável, mas me ajude. Não tenho outra alternativa!".

Quanta diferença! Quanta saberia de Jesus em contrastar estas duas vidas!

Orgulho x humildade

Presunção x fé

Egoísmo x amor ao próximo

Santarrice x santificação

Você, hoje, se considera um fariseu ou um publicano?

Você, hoje, baseia sua fé naquilo que você acredita que está fazendo de bom, ou apenas na misericórdia de Deus em sua vida?

Você, hoje, costuma se comparar com seus "irmãos" e acredita ser mais "justo" do que alguns deles, ou se coloca no mesmo "barco" e admite que é tão miserável quanto os demais?

Você, hoje, está no time dos que apontam os dedos acusativos, ou no daqueles que não conseguem levantar os olhos diante da santidade de Deus?

Eu e você não temos motivos para vivermos uma fé legalista. Este texto de Lucas, que hoje é tão acessível para nós, não estava à disposição da Igreja em seus primeiros anos. Eles tiveram que manter sua fé de forma tão viva, unicamente através da experiência pessoal que mantinham uns com os outros e todos com Deus.

Nós, hoje, nos deixamos dominar pela frieza, pela "mornidão" laodiceana, e preferimos nos considerar "ricos e abastados", achando que não temos falta de nada (dou o dízimo, guardo o sábado, levanto de madrugada, não como isso, não bebo aquilo, me visto assim, me visto assado...), e não temos mais a consciência do profundo pecado que está arraigado na nossa natureza, lá no fundo, e que por tantas vezes tem se revelado através dos pequenos (ou grandes) gestos de egoísmo, presunção, vaidade, orgulho, crítica, maledicência, inveja, luxúria, etc.

Qual dos dois voltou "justificado" (ou seja, SALVO) para sua casa? O que aparentava ser santo e justo, ou o que aparentemente era um perdido sem nenhuma esperança de salvação?

Jesus deu a resposta!

Por isso, da próxima vez que formos tentados a olhar os outros através de um "patamar superior", "de cima", agradecendo a Deus por não sermos uma prostituta, um drogado, um alcoólatra, um ladrão... um político corrupto, um ator espírita, um profissional inescrupuloso ou mercenário... etc... lembremos que somos tão (ou mais) indignos do favor divino quanto qualquer um outro ser humano, por isso UNICAMENTE PELA GRAÇA, mediante nossa fé sincera, seremos salvos e poderemos, ao final de um culto na Igreja, voltarmos "justificados" para nossas casas.

Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós, e nos ajude a tirar as traves que nos impedem de vermos a Sua graça!

"Ó Deus, sê propício a mim, pecador!"

Autor e Fonte Blog: Pr Gilson Medeiros
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

O melhor caminho


Louvo a Deus por Sua sabedoria em não trazer na Bíblia apenas relatos de pessoas irrepreensíveis. Fato é que são raríssimos os personagens bíblicos que tiveram um tragetória de vida incorruptível, tal qual Daniel. Porém é fato também que, a despeito de muitos caminhos tortuosos, a graça salvadora de Cristo trouxe salvação a tantos quantos O aceitaram.

Abiatar foi um homem íntegro, temente a Deus, fiel ao Seu serviço, mas que, assim como todos nós, em determinado momento fez uma escolha equivocada. O erro do então sumo sacerdote foi apoiar a tentativa de tomada do poder por Adonias, ignorando a indicação divina de que Salomão é quem deveria suceder Davi no trono de Israel.

Aquele que era a autoridade religiosa máxima da nação e, portanto, deveria ser também o primeiro a andar em conformidade com os propósitos do Senhor, tomou a contramão. Por algum motivo, Abiatar talvez se sentisse em condições de tirar suas próprias conclusões do que era melhor para Israel, como sugere o Comentário Bíblico. O servo de Deus esqueceu-se de deixar Deus ser Deus.

Ao se aliar à aberta traição a Davi, Abiatar cometeu um ato que poderia garantir-lhe a morte. Seu antigo serviço, contudo, foi recompensado e sua vida poupada. Seu castigo foi ter a sucessão do sacerdócio concedida à linhagem de Zadoque, além de perder sua função como sumo sacerdote.

Há uma canção que diz que Deus é o Deus da segunda chance. Para mim, Ele é o Deus das incontáveis chances. O Senhor não tem apenas um ‘plano B’ para nossas vidas, Ele tem alfabetos inteiros de possibilidades. Sim, para cada um de nós haveria um caminho reto, isento de falhas e quedas que poderia ser trilhado e que, certamente, teria o melhor resultado possível: aquele que o Senhor idealizou. Porém, em Seu infinito amor, Cristo nos oferece inesgotáveis oportunidades de recomeço, tantas quantas necessitarmos, tantas quantas buscarmos, porque ‘onde abundou o pecado superabundou a graça’ (Rom. 5:20).

As escolhas erradas, as decisões precipitadas todas elas cobram seu preço. Aquilo que semeamos, certamente ceifaremos. Abiatar sofreu as consequências de seus atos, assim como sofremos e sofreremos as dos nossos, mas isso não significa sermos abandonados. Podemos contar com Sua misericórdia e o Seu perdão.

Até mesmo autoridades religiosas não estão livres de cometerem erros quando tomam as rédeas de suas decisões, isso nos mostra que o perigo ronda a todos. ‘Pessoa alguma se acha em maior perigo do que aquela que crê estar segura a sua montanha.’ (Ellen G. White, ‘Testemunhos Para a Igreja’ vol. 4, p. 560).

Somos chamados a cumprir Seus propósitos, somos nação eleita, sacerdócio real (I Ped. 2:9). O sucesso de nossa missão depende de permitirmos que Deus nos guie. Nossa suficiência está em Cristo, nossa segurança vem dEle. ‘A força de nações e indivíduos é medida pela fidelidade com que cumprem o propósito de Deus.’ (Ellen G. White, ‘Profetas e Reis’, p.502).

Permita que Deus o conduza pelo melhor caminho. ‘Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará.’ (Sal 37:5)

Autor(A) Grace Ferrari
Fonte Blog/ ComentarioJovem
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Igreja Adventista e o Ecumenismo

"Prof. Gilson, aqui em minha região apareceu um líder do movimento dissidente que está visitando os irmãos, e dizendo que a Igreja Adventista do Sétimo Dia faz parte do Conselho Mundial das Igrejas. É verdade? Isso não seria aliar-se a Babilônia, e fazer parte do ecumenismo?"

Frequentemente recebo e-mails com os questionamentos acima. Na maioria das vezes, trata-se de um irmão sincero que está preocupado com a influência que os dissidentes antitrinitarianos estão provocando nas igrejas de sua região. Segundo algumas informações, muitos membros estavam sendo influenciados e abandonando a Igreja Adventista.

É uma prática muito comum entre estes movimentos de críticos da IASD a utilização de informações inverídicas que os membros "comuns", ou seja, aqueles de um conhecimento teológico e cultural mais simples, têm dificuldade em averiguar.

Dizer que a Igreja Adventista do 7º Dia é membro do World Council of Churches é uma tremenda leviandade, pois isso não é a expressão da verdade dos fatos.

No site do WCC você pode encontrar a lista das "Igrejas-membros" deste organismo ecumênico, que já conta com 60 anos de existência, e está atuante em mais de 110 países. Na lista dos membros, é possível encontrar uma referência à Igreja Adventista do 7º Dia, porém NÃO NA QUALIDADE DE MEMBRO, mas sim como uma Denominação Cristã reconhecida por sua história e penetração mundial.

Nesta página que fala da IASD, é bem destacada a declaração: "The Seventh-day Adventist Church is not a member of the World Council of Churches" ("A Igreja Adventista do Sétimo Dia não é um membro do Conselho Mundial de Igrejas") - clique aqui e confira você mesmo.

Portanto, mais uma vez se observa como uma das táticas do arqui-inimigo da IASD (cf. Apoc. 12:17) é repetir mentiras na tentativa de que elas se tornem verdades.

Pena que muitos incautos continuam caindo nesta armadilha diabólica, e acabam abandonando as fileiras da Igreja do Senhor.

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Apenas para "fechar a questão" e jogar por terra estes argumentos mentirosos que os dissidentes pregam por ai, vejamos o que está oficialmente declarado sobre o ecumenismo, no livro Declarações da Igreja, publicado pela CPB:

"A Igreja Adventista não quer nenhum envolvimento quanto a tornar-se membro do movimento [ecumênico] e recusa quaisquer relações comprometedoras que tendam a enfraquecer o seu testemunho inconfundível" (pág. 163).

"Não há nenhum motivo para que os adventistas tenham complexo de inferioridade [por não participarem dos Concílios Ecumênicos]. É um maravilhoso privilégio ser um adventista do sétimo dia e saber que o fundamento teológico e organizacional da igreja está firme e seguro" (pág. 165).

Para bom entendedor, um pingo é letra!
E PONTO FINAL!

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ideias para o tuitaço #vidaeterna

No dia 2 de novembro (Dia de Finados), milhões de pessoas costumam ir aos cemitérios prestar homenagem a seus parentes falecidos. Nesse dia, a dor da saudade aperta mais forte no coração ao lembrar aqueles que se foram.

Infelizmente, muitos desconhecem o conforto que vem do ensino bíblico de que os mortos em Cristo estão “dormindo” na sepultura, descansando inconscientes do que se passa neste mundo de sofrimento.
A próxima cena que contemplarão após a morte será a volta de Jesus e a voz do Salvador os chamando de volta à vida – só que, desta vez, à vida eterna. A fim de levar conforto a muitas pessoas por meio da web, que tal tuitar mensagens de esperança e consolo? A partir das 18 horas de hoje, una-se aos milhares de cristãos que vão participar do tuitaço com a tag #vidaeterna. Se desejar, aproveite as sugestões de tweets abaixo, que já estão com a tag e links encurtados. Basta copiá-los, colá-los em seu twitter e enviá-los. Participe e ore pelos resultados.[Michelson Borges].

Vídeo “O que é a morte” http://bit.ly/bAuWTt >> #vidaeterna #video #biblia

Estudo bíblico “O que é a morte” http://bit.ly/9qLqdX >> #vidaeterna #biblia #morte

Estudos bíblicos na voz de Cid Moreira http://bit.ly/a8lvNG >> #vidaeterna #biblia

“Fantástico” e a pregação espírita http://bit.ly/b9gvKV >> #vidaeterna #espiritismo

Nosso verdadeiro lar http://bit.ly/c7VgRo >> #vidaeterna #espiritismo #filmes

Sucesso do “além” e o espiritismo em alta http://bit.ly/9OchYL >> #vidaeterna #espiritismo

A Bíblia e o espiritismo http://bit.ly/13yVZY >> #vidaeterna #biblia #espiritismo

Cientistas explicam "visões antes da morte" http://bit.ly/aeWxk8 >> #vidaeterna #morte

O Jardineiro e os três jardins http://bit.ly/bDFw93 >> #vidaeterna

Bispo católico admite unicidade humana http://bit.ly/adSogK >> #vidaeterna

Avatar e a saudade do Céu http://bit.ly/5Qxlin >> #vidaeterna

2012: a ilusão da solução sem Deus http://bit.ly/4nTBdI >> #vidaeterna #2012

Além da morte http://bit.ly/QHyt6 >> #vidaeterna

Michael Jackson e a efemeridade da vida http://bit.ly/1HA5AJ >> #vidaeterna

Maurício de Souza leva Jackson para o "Céu" http://bit.ly/14Kety >> #vidaeterna

Textos devocionais do #blog www.criacionismo.com.br http://bit.ly/9vC07q >> #vidaeterna #reflexoes

Lugar de esperança http://bit.ly/aHJ6Gs >> #vidaeterna

O pai terá orgulho dele http://bit.ly/aYAroO >> #vidaeterna
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A importância do tema chamado Santuário


Por que somente a Igreja Adventista do 7º Dia tem uma doutrina específica como à do santuário celestial? Dedicar atenção para os credos e crenças fundamentais de outras igrejas torna claro que os adventistas são realmente únicos em levar esta bandeira doutrinária.

A grande pergunta é: Por que têm eles esta doutrina?
A razão é que um trabalho muito especial iniciou no santuário celeste – em 1844, um trabalho de juízo realizado por Cristo, com conseqüências eternas, que no seu final virá Jesus e a história da humanidade, como a conhecemos, terá o seu fim. Esta igreja foi estabelecida para anunciar que este julgamento está em curso (Dn 9 e Ap 14).

De fato é inegável a importância do tema em toda a Bíblia. O santuário é o centro, o quartel-general do plano da salvação. O plano de Deus para salvar o homem está centralizado no santuário celestial. E isto é verdade em toda a história bíblica. Isto foi verdade no tempo do A.T., também verdade no tempo do N.T., e é verdade nos dias de hoje. Portanto, não tem que ver apenas com o julgamento no tempo do fim, mas está relacionado com a salvação do homem em todos os tempos.

A doutrina do santuário nos diz o que Deus está fazendo no momento presente. É uma descrição de uma ação contemporânea, daquilo que Deus está realizando.

Em outras palavras, os adventistas chamam a atenção do mundo cristão a um ensinamento, a uma doutrina bíblica, que a própria Bíblia diz ser importante, se consideramos a quantidade de material existente no livro que se refere a este assunto.

Há uma grande quantidade de material na Bíblia dedicado a este assunto. Qualquer estudo relacionado encontrará ampla referência, se é importante para Deus o deveria ser também para o homem. Várias passagens da Bíblia só podem ser totalmente compreendidas a menos que tenhamos algum conhecimento do santuário e suas cerimônias tipológicas. Um exemplo seria o incidente do julgamento de Jesus Cristo, quando Caifás que era sumo-sacerdote (Mt 26:63-65), rasga as vestes ao Jesus afirmar ser o Messias, a atitude do sumo-sacerdote era expressamente proibida, até sob pena de morte (Lv 21:10 e 10:6). Dessa forma reafirmamos mais ainda a farsa que foi o julgamento do mestre, pois o verdadeiro condenado ali seria o próprio Caifás e não Jesus de Nazaré, pois ele quebrara leis do seu próprio sacerdócio. Acontecimentos como esse nos são mais claros pelo fato de compreendermos melhor o tema do santuário.

Para os adventistas o estudo do santuário é uma descoberta tridimensional do evangelho, seu estudo pode significar um maior entendimento de verdades eternas, especialmente da obra que Cristo realizou e está realizando em nosso favor, pois Jesus é a concretização de todo o santuário. Portanto, é seguro dizer que na Bíblia temos mais sobre o santuário do que qualquer outra coisa.

Assim como a coluna vertebral está em importância para nosso corpo, o tema do santuário tem o seu valor para a IASD.


Fonte: blog novotempo

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Você conhece a nossa História? (2ª parte)


Atendendo à expectativa, coloco abaixo as respostas para o questionário apresentado há alguns dias. É um excelente material para utilizar em Cultos JAs, seminários, sermões temáticos, palestras, concursos bíblicos, etc.

Bom proveito!


1. Que livro foi publicado por Charles Darwin, o qual deu origem ao Evolucionismo?

“Origem das Espécies”, escrito em 1859.

2. Quem foi Joachim Floris?

Foi o primeiro a aplicar o princípio dia-ano à profecia dos 1260 dias, em 1180 d.C.

3. O que é o pós-milenialismo?

Corrente teológica que cria que Jesus voltaria após o milênio de Apoc. 20.

4. Quantas pessoas estavam ensinando que os 2300 anos de Dan. 8:14 terminariam entre 1844 e 1847 d.C.?

Cerca de 84 pessoas, em 13 países.

5. A que conclusões doutrinárias Miller chegou após seus estudos?

  • Pré-Milenialismo (Jesus retornaria antes do milênio).
  • O retorno dos judeus a sua terra é sem fundamento nas Escrituras.
  • A volta de Jesus será pessoal, acompanhada dos anjos.
  • O reino de Deus será estabelecido na volta de Cristo.
  • A terra perecerá num dilúvio de fogo.
  • A Nova Terra surgirá das cinzas.
  • Os justos mortos só serão ressuscitados na 2ª vinda.
  • Os ímpios só ressuscitarão depois do milênio.
  • A ponta pequena de Daniel - o papado - será destruída na 2ª vinda.
  • Vivemos no tempo dos últimos símbolos proféticos, como no caso de Dan.2.
  • A relevância bíblica do princípio dia/ano.
  • Os 2.300 dias de Dan.8:14 entendem-se de 457 a.C. e se cumpriria em torno de 1843 d.C., e Jesus deveria regressar nesse ano ou um pouco antes.

6. Quais as desculpas que Miller usava para não pregar suas descobertas?

1) não estar suficientemente seguro de suas interpretações;

2) não sentir-se em condições de falar em público (mas Ezeq. 33:4, 6, 8 o atormentava de contínuo);

3) tentou através de cartas, falando sobre as profecias, dividir a sua responsabilidade de pregar.

7. Qual foi o pacto que Miller fez com Deus para iniciar a pregação profética?

“Se eu receber um convite para falar em público em qualquer lugar, irei, e compartilharei o que eu tenho encontrado na Bíblia acerca da vinda do Senhor”.

8. Quem foi Josias Litch?

Um Pastor que leu a coletânea de sermões de Miller, certo que com facilidade provaria os erros de Miller em tentar datar o retorno de Cristo. Mas, quanto mais lia, mais fascinado ficava. Quando terminou, estava convicto que Miller estava certo, e que ele mesmo deveria ensinar esta verdade, e por isto publicou um livro intitulado Probabilidade da 2ª vinda de Cristo cerca de 1844. Foi Litch, que aplicando o princípio dia-ano, no estudo de Apoc. 9, predisse a queda do poder Otomano.

9. Quem foi Josué Himes?

Era um vibrante jovem, organizador de grandes programas sociais e educacionais. Vivamente impressionado, convidou a Miller para vir fazer uma série de palestras na sua capela em Boston. Miller aceitou o convite, e transformou o milerismo de uma “curiosidade local” para receber atenção nacional.

10. Qual foi o primeiro jornal do adventismo?

Publicado sob a influência de Himes, foi o jornal “The Signs of the Times”.

11. Quais as sete coisas ou fatos que Miller acreditava representarem o “santuário”, a princípio?

(a) Jesus; (b) Céu; (c) Judá; (d) O templo de Jerusalém; (e) O santo dos santos; (f) A Terra e (g) Os santos.

12. Quem era Tiago White?

Tiago White (ou James White, em inglês) foi um típico pregador desconhecido do Movimento. Aos 21 anos, em Exeter, Maine, ao ouvir, na campal de 1842, um pregador do movimento adventista, deixou a escola e ele mesmo tornou-se um conferencista adventista. Com um cavalo emprestado e uma cela remendada, ele saiu para pregar. Nesta situação ele encontrou 60 pessoas arrependidas pedindo batismo. Ele pôde relatar 1000 conversões depois de 6 períodos semanais de conferências.

13. Quais os acontecimentos da natureza que os crentes do Advento utilizavam para apoiar suas teorias?

Henry Jones disse que o surgimento visível da Aurora Boreal, que, segundo ele, não era vista desde 1716, era um sinal das maravilhas do céu, preditas em Joel 2:30, que apareceria antes do “Grande e Terrível Dia do Senhor”.

Neste mesmo sentido outros citaram o Dia Escuro de 19/5/1780, e a chuva de meteoros em 13/11/1833. Além de estranhos acontecimentos que ocorreram em 1843, entre eles o surgimento inesperado de um cometa em fevereiro de 1843. A isto acrescenta-se o terremoto catastrófico do Haiti e uma violenta tempestade na Ilha da madeira, que foram vistos como cumprimento de Lucas 21:25.

14. Quais acusações as igrejas organizadas faziam contra Miller?

Ele foi acusado de cismático e perturbador das igrejas, assim como seus associados foram, igualmente, rechaçados. Outras acusações lhe foram dirigidas: Que ele se considerava profeta;

Que era fanático; Que queria formar uma nova igreja, às custas de igrejas sérias, assim como fazia Joseph Smith (Mórmons); Que ele queria se enriquecer ás expensas da natural credulidade do povo assustado com a idéia de fim do mundo.

15. O que era a teoria da “porta fechada”?

A partir de 22/10/1844, quem estava salvo, estava salvo para sempre, e quem estava perdido, o estava para sempre. O trabalho pelos pecadores foi feito até aquela data. Depois desta data, em diante, o que lhes restava fazer era animarem-se mutuamente, a uma vida cristã. A porta da graça havia se “fechado” para a humanidade.

16. Faça um resumo sobre os 3 outros grupos que se formaram após a decepção de 1844.

1) O primeiro, reclamava ter mantido a fé adventista original, sua liderança estava centralizada em 3 homens: Himes, Bliss e Hale.

Eles eram favoráveis ao desenvolvimento de uma forte igreja congregacional; não conseguiram muito neste particular.

Até que organizaram em 1859, a Conferência Adventista Evangélica Americana.

Através do Advent Herald, como seu porta-voz, os adventistas evangélicos desenvolveram uma crescente aproximação íntima com as grandes igrejas protestantes.

Como os adventistas evangélicos mantinham a crença na imortalidade da alma, eles viam menos razão para permanecerem separados. E gradualmente foram absorvidos, porque também estas igrejas tendiam ao Pré-Millenialismo (Jesus retornaria antes do milênio).

2) O segundo grupo cresceu junto de Joseph Turner e seu Second Advent Watchman.

Para estes o milênio estava no passado.

Defendiam o estado de inconsciência na morte e total aniquilação dos maus.

Mas divergiam entre si sobre organização e disciplina da igreja. Em 1862, Himes, tendo aceitado a doutrina do estado de inconsciência da morte, se uniu a este grupo e formou o que é hoje o maior grupo adventista remanescente anti-sabático - a Igreja Adventista Cristã.

3) O terceiro grupo ficou sob a liderança de Joseph Marsh, que se opunha violentamente a qualquer forma de organização.

Criam que o milênio estava no futuro. Durante o milênio esperavam um 2º período de provação quando os judeus retornariam à palestina (Pós-Millenialismo).

Sua oposição a qualquer organização tornou-os fracos e desunidos.

17. Como a doutrina do sábado penetrou no Movimento Adventista?

No fim do verão de 1844, o mais proeminente ministro adventista, de origem batista, T. M. Preble, de East Ware, N. Hampshire, que viajara junto com Miller, também aceitou o Sábado, como o sétimo dia. Ele deve ter aprendido o Sábado de Wheeler ou de Raquel Oakes, não se sabe ao certo.

Wheeler e Preble, diante do próximo advento, e da excitação em torno desta idéia, não tiveram dificuldades para convencer a outros da necessidade de mudar o dia de adoração. Os Batistas do 7º Dia agitaram o ambiente religioso com a questão do Sábado, durante estes anos de espera da volta de Cristo.

18. Quem foi Joseph Bates?

Ele era um homem na faixa dos 50 anos de idade quando decidiu guardar e promover o Sábado. Com a idade de 15 anos deixou o lar em New Bedford, em Massachussets, para seguir uma carreira no mar. Os primeiros anos foram cheios de aventura, incluindo um naufrágio e um recrutamento forçado à Marinha Britânica. Depois do início da guerra de 1812, ainda na Inglaterra, insistiu em ser feito prisioneiro de guerra. Ele passou dois anos e meio na prisão de Dartmoor.

Por volta de 1820 tinha experiência suficiente para capitanear um navio mercante. No espaço de 8 anos acumulou uma relativa fortuna e se aposentou. Durante estes últimos anos no mar ele proibiu o uso de bebida alcoólica e fumo. Nesta época ele encontrou alegria em ler a literatura espiritual e a Bíblia, que sua esposa colocava junto com suas bagagens.

19. Qual a importância de Hiran Edson e Crosier para a compreensão da doutrina do santuário?

Hiran Edson era um fazendeiro metodista de Port Gibson, NY, que tinha se tornado um adventista ao redor de 1843. A primeira reação de Edson na noite do desapontamento de 22/10/1844 foi questionar Deus e a Bíblia. Depois de uma pequena reflexão, ele reconheceu que seus dias de espera tinham sido “a mais rica e a mais brilhante experiência de toda a sua vida”. Com vários amigos dedicou-se a um período de oração em seu celeiro. Saiu deste período convencido que a luz viria para explicar seu desapontamento. Edson e um companheiro, provavelmente O. R. L. Crosier, saíram na manhã de 23 de outubro para encorajar amigos adventistas. Enquanto os dois andavam através da plantação de milho (milharal), Edson afirma que: “o céu pareceu se abrir diante de mim, e eu vi distintamente, e claramente, que em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do Santíssimo do santuário celestial para vir à Terra (no fim dos 2.300 dias), Ele, pela primeira vez, entrou naquele dia no 2º compartimento do santuário, e que Ele tinha um trabalho a fazer no Santíssimo antes de vir à Terra”. Sua mente, logo, foi dirigida pelo Espírito Santo a Apocalipse 10, com seu livro que era doce como mel na boca, e amargo no ventre. O capítulo termina com a instrução do anjo para profetizar de novo, outra vez.

20. Faça um resumo sobre o início do dom profético de Ellen Harmon.

Como o grupo de adventistas se esforçava para reter sua fé e para entender seu desapontamento, Deus lhes concedeu uma ajuda para que entendessem que Ele estava no movimento. Isto veio através de visões e sonhos proféticos recebidos pela jovem, Ellen Harmon, que morava em Portland, Maine. Nasceu em Gorham, Maine, dia 26/11/1827. Não foi o maior editor ou o maior conferencista o favorecido, mas esta mocinha de 17 anos, que juntamente com sua família tinha sido eliminada da Igreja Metodista, por causa da sua crença no movimento adventista. Um ferimento na infância negou-lhe tudo, inclusive os rudimentos de uma educação formal. Embora tendo uma saúde frágil, ela se alegrava com uma forte experiência cristã.

Um dia de dezembro de 1844, enquanto orava com quatro irmãs, Ellen relata o que sentiu: “O poder de Deus veio sobre mim como eu nunca o tinha sentido antes”. Desligou-se do seu meio ambiente, ela parecia subir acima da Terra. Lá em cima ela procura seus companheiros adventistas. Ela, finalmente os descobriu num estreito e reto caminho que terminava na Jerusalém Celestial. Atrás do povo do advento, no começo do caminho, estava uma brilhante luz. Um anjo disse à Ellen que esta luz era o “clamor da meia-noite”, cuja luz brilhava ao longo de todo o caminho. Como ela esperava, alguns adventistas se desencorajaram com as dificuldades do caminho, e negaram a luz atrás deles. Caíram numa densa escuridão e tropeçavam e caíam no caminho. Com a continuidade da visão, ela viu o 2º advento e a entrada triunfal dos santos na Jerusalém Celestial. Quando a visão terminou, o mundo parecia escuro para ela, mas logo ela e aqueles a quem ela relatara sua experiência, estavam certos de que Deus tinha escolhido esta maneira para confortar e fortalecer Seu povo.

21. Quem foi Willian Foy?

Um batista de Boston, estudando para ser ministro episcopal, recebeu duas visões: uma sobre o breve retorno de Jesus, e outra sobre o prêmio da justiça. Ele relutou em contar sua visão publicamente, em parte porque, como mulato, ele era rejeitado devido aos preconceitos para com os homens de cor. Apesar de sua inicial relutância, ele aceitou relatar as visões para uma grande audiência através de New England. Mais tarde, devido a um aperto financeiro e à 3ª visão, que ele não pôde entender, fez com que Foy parasse de contar sua experiência.

22. Quem foi Hazen Foss?

Era natural de Poland, Maine, recebeu uma visão muito semelhante à 1ª visão dada à Ellen Harmon posteriormente. Sabendo que encontraria oposição se relatasse as visões e advertências como fora instruído, Foss recusou aceitar a comissão. Logo ele sentiu que tinha agravado o Espírito Santo, e procurou reunir um grupo para ouvir a visão, só que não conseguiu se lembrar dela. Semanas mais tarde Foss teve a oportunidade de ouvir Ellen Harmon, cuja irmã mais velha havia se casado com seu irmão, relatar o que ela tinha visto. Foss advertiu a Ellen a não recusar o chamado de Deus. Mais tarde ele demonstrou não ter nenhum interesse em matéria de religião.

23. Como foi o encontro entre Ellen Harmon e Tiago White?

Um dos que foi imediatamente convencido do dom profético de Ellen Harmon foi o Pr. Tiago White, que observou Ellen durante uma visita que ela fez a Orrington, Maine, no início de 1845. Logo os convites começaram a chegar. Ellen viajava para longe de seu lar, para visitar os adventistas em New Hampshire e Massachussets, sempre acompanhada por sua irmã Sara ou Luíza Foss. Sentindo as necessidades delas, James (“Tiago” em português) White começou a se encontrar com elas, com o objetivo de ajudá-las em sua viagem. Isto os levou a se familiarizarem, embora nem Ellen, nem James tivessem abrigado pensamentos românticos neste tempo. Ambos esperavam o breve retorno de Cristo, e seria falta de fé estarem envolvidos com pensamentos sobre casamento, naquele tempo. Seu amor cresceu na mesma proporção de um para com o outro, que Tiago ficou convicto que nada podia ser permitido que trouxesse reprovação sobre Ellen e sua obra. Assim, no verão de 1846 ele lhe propôs casamento. Ellen aceitou, e em 30 de agosto, como jovens, sem serem membros de nenhuma igreja, eles se casaram em Portland através de um juiz de paz.

24. Quais os 5 obstáculos que mais atrapalharam a expansão do Movimento?

O primeiro deles foi o escárnio que acompanhou o grande desapontamento, e submeteu o adventismo a uma vergonha nacional. Isto propiciou o surgimento do segundo obstáculo em que o grande público evitava se fazer presente às reuniões. Além disso, eles não tinham recursos financeiros para alugar salões e fazer propaganda para atrair as multidões - o terceiro obstáculo. A isto acrescenta-se o quarto obstáculo, em que os White eram de origem pobre, enquanto Bates e Edson tinham gasto sua modesta fortuna para propagar o jornal The Midnight Cry. Os jornais milleritas existentes após o desapontamento eram o meio que os milleritas tinham para alcançar outros adventistas. Ao lado desta situação a conferência de Albany tomara uma posição conservadora, evitando usar os seus jornais para propagar a “Nova luz”. Este foi o quinto obstáculo.

25. Quem foi David Hewitt?

Por ocasião de sua 2ª vinda a Jackson, o capitão Bates ouviu a respeito de algumas famílias adventistas em Indiana e resolveu visitá-las. Enquanto a caminho, sentiu que devia descer do trem na pequena vila de Battle Creek. No Correio, ele perguntou pelo mais honesto homem da cidade. Poucos minutos mais tarde ele foi conduzido ao lar de David Hewitt, um presbiteriano. Era bem cedo de manhã quando Bates bateu na porta e disse que tinha importante verdade a apresentar. Cortesmente convidado a tomar o café da manhã, e então conduzir o culto familiar, a Bates foi dada mais tarde a oportunidade de apresentar suas crenças. Todas as manhãs, os Hewitts ouviam a apresentação da esperança do advento, tudo ilustrado com mapa. Os assuntos eram novos para eles, e na semana seguinte começaram a guardar o Sábado. O primeiro núcleo de adventista se reunia na casa de David Hewitt, até que a primeira capela foi construída em Battle Creek. A aceitação de Hewitt da mensagem, sendo ele um presbiteriano que não tivera contato com o adventismo, acabou, de uma vez por todas, com a doutrina da porta fechada. Posteriormente, Hewitt seria o autor da sugestão para o nome da nova Igreja que estava surgindo.

26. Quem foi Joseph H. Waggoner?

Em dezembro de 1851, dois pregadores fizeram uma rápida parada em Baraboo, Wisconsin, e durante uma hora fizeram uma apresentação geral da mensagem de Apocalipse 14, os grandes períodos proféticos, o Sábado, a besta de 2 chifres de Apoc. 13. Sentado na audiência, estava o batista Joseph H. Waggoner, editor e publicador de um jornal político. Waggoner ficou tão intrigado que, a cada tempo que lhe restava, ele estudava as mensagens apresentadas que lhe chamaram a atenção. Com poucos meses ele estava bem firmado na mensagem adventista; seus novos colegas se admiravam que ele pudesse entrar no adventismo, por causa da doutrina da Porta Fechada. Waggoner deixou seu posto de editor para viajar como evangelista nos Estados de Wisconsin, Iowa, Illinois, Indiana e Michigan. Preparou as mais hábeis respostas sobre inquirições a respeito do Sábado para gerações futuras que viveriam nesta região.

27. Quem foi o primeiro presidente da Conferência Geral dos ASD?

John Byington

28. Quem era Uriah Smith?

No fim de 1852, um rapaz que, depois de Tiago White, teve a maior parte no desenvolvimento da Review and Herald, deparou-se com a doutrina do Sábado. Seu nome era Uriah Smith. Por ocasião da decepção do milerismo, em 1844, Smith era um jovem de 12 anos, acompanhando tudo através de sua mãe, fiel adventista. Após alguns anos ele decidiu seguir a carreira literária. Em 1852 assistiu às conferências dos adventistas sabatistas, em New Hampshire, Washington. Pelas coisas que ouviu, iniciou-se um processo de convicção de que o 4º mandamento requeria a observância do Sábado. Após 12 semanas de estudos, ele decidiu tornar-se um guardador do Sábado no adventismo. Nesta época ele já contava com 21 anos. Em seguida foi trabalhar na Review em Rochester, junto a sua irmã Annie. Sua capacidade de escrever o transformou num escritor de boa qualidade, e foi assumindo responsabilidades administrativas, liberando o Pr. White para realizar mais viagens e pregações.

29. Quem era Stephen Haskell?

Em 1853 a Review começou a publicar um pequeno estudo: “Elihu on The Sabbath”. Este trabalho foi responsável em fazer Stephen N. Haskell um guardador do Sábado. Ele tinha 19 anos quando ouviu um desconhecido evangelista falar sobre o 2º advento. Tão eletrizado ficou com o assunto que falava dele com cada pessoa que encontrava. Desafiado por seus amigos a pregar, disse que o faria se eles providenciassem um local e ouvintes. Para sua surpresa eles cumpriram a promessa.

Foi Haskell quem introduziu o método de estudos bíblicos na Igreja Adventista.

30. O quer era o princípio da “Benevolência Sistemática”?

Na primavera de 1858, a congregação de Battle Creek formou um grupo de estudo sob a liderança de John Andrews, para pesquisar na Bíblia qual era o plano de Deus para sustento do ministério. No começo de 1859 este grupo propôs um plano sistemático de doação que foi aprovado pela igreja de Battle Creek. Logo ele estava sendo promovido através das colunas da RH. Um ano mais tarde, os crentes adventistas, reunidos em conferência geral, recomendaram o sistema para todos os adventistas.

Os irmãos de Battle Creek sugeriram que, seguindo as instruções de Paulo em 1Cor. 16:2, cada crente poria de lado uma certa quantia a cada 1º dia. Os irmãos foram animados a separar de 5 a 20 centavos por semana, as irmãs de 2 a 10 centavos. E um valor adicional deveria ser acrescido: 5 centavos para cada US$100 do valor da propriedade particular. O plano foi chamado de “Sistematic Benevolence” ou “Irmã Betsy”, como logo foi apelidado.

31. Como foi escolhido o nome “Igreja Adventista do Sétimo Dia”, e quem foi o responsável pela sua escolha?

Em 01/10/1860 os delegados estavam prontos para resolver o problema da escolha de um nome. Uma vez que as leis do estado de Michigan exigiam que uma associação legalmente organizada tivesse um nome, eles já eram tratados por diversos nomes, tais como: “Povo do 7º Dia”, “As Portas Fechadas do 7º Dia”, “Adventistas Guardadores do Sábado”. Eles mesmos se referiam a si mesmos como “O Remanescente”, “O Rebanho Disperso” ou “Igreja de Deus”.

Quando tudo indicava que o nome seria “A Igreja de Deus”, muitos entretanto, achavam-no muito pretensioso. Então preferiram um nome que imediatamente indicasse suas maiores doutrinas. Por isso foi escolhido o nome “Igreja Adventista do 7º Dia”. E o responsável pela escolha deste nome foi David Hewit.

32. Quem foi John Harvey Kellogg?

John Harvey Kellogg era por longo tempo um favorito de James White. Sob orientação deste, o jovem Kellogg aprendeu tipografia nos escritórios da Review, quando era ainda um rapaz de 12 anos. Enquanto ele ajudava a arrumar os tipos da revista How to Live, ele se tornou um dedicado converso aos princípios de saúde. Mais tarde ele passou vários meses na fazenda dos White em Greenville. Em 1872, Kellogg decidiu tornar-se um professor e se inscreveu num curso, no colégio estadual de professores em Ypsilanti. Contudo, orientado por Merrit e os White, John Kellogg concordou acompanhar um grupo que ia para o Dr. Trall. Ele não tinha intenção de praticar medicina, mas intentava tornar-se um educador na área de saúde.

Kellogg tornou-se um expoente na área de saúde da época, com fama mundial. Infelizmente veio a se desligar da IASD, por questões de ordem administrativa e teológica.

33. Como começou a Escola Sabatina?

O que James White intentou com a escola sabatina era que ela fosse um lugar de doutrinação dos filhos dos crentes. Das primeiras quatro lições publicadas, duas foram sobre o Sábado; a 3ª foi sobre a lei, e a 4ª sobre a arca do testemunho. Mais tarde as lições trataram das profecias de Daniel e da doutrina do Santuário.

Através da década de 1850, os grupos de adventistas dispersos desenvolveram escolas sabatinas, que se tornaram modelo para o começo da escola de Battle Creek. Nesta escola, administrada consecutivamente por G. W. Amadon e G. H. Bell, quase uma hora era usada no estudo da Bíblia. Os estudantes eram divididos em classes de 6 a 8 alunos. Esta era a maneira para plantar as sementes da verdade na mente dos jovens com o mínimo de custo. Bastava haver suas crianças para se poder organizar uma escola sabatina para elas.

34. Qual foi o primeiro missionário além-mar (enviado dos Estados Unidos para outro continente)?

John Andrews.

35. Faça um resumo sobre as circunstâncias que conduziram à crise de Minneápolis em 1888.

Qualquer pessoa que lesse a declaração das crenças básicas adventistas, publicadas em 1872, podia com muita razão ter a impressão que se tratava de um grupo religioso legalista e ariano (que amparavam sua salvação nas obras próprias). A ênfase estava posta naquilo que o homem deve fazer em lugar de encarecer aquilo que Cristo tinha feito e faria através de Seus seguidores. No centro das declarações estava o ensinamento de que nenhuma pessoa podia por si mesma render obediência à lei de Deus, mas que todos dependiam da graça para render aceitável obediência à Sua santa vontade. Desta forma era bem enfatizada a obrigação de todo homem guardar os 10 mandamentos. Eles foram insuficientes em declarar que somente a justiça de Cristo oferecida e apropriada pela fé fazia o crente aceitável a Deus.

Os fundadores da IASD não tinham esta intenção. Era o seu amor por Jesus, seu apreço por tudo quanto Cristo fizera por eles, que os fizera tão ansiosos pelo seu retorno em 1844. Com o desapontamento eles agora tinham uma clara consciência da obra que tinham a fazer antes do retorno de Cristo: Reparar a lei de Deus, na restauração do Sábado.

Nas décadas de 1870 e 1880 uma nova geração de ASD surgiu. Estes foram ridicularizados como legalistas e judaizantes pelos outros cristãos; outras vezes perseguidos em diferentes regiões, e por isso pesquisaram a Bíblia para sustentar suas crenças no Sábado. Eles encontraram um arsenal de textos que podiam provar com a mais estrita lógica a perpetuidade do Sábado do 7º dia. Porém, a tendência deles era se tornar legalistas, olhando para suas próprias obras de salvação do que para Jesus Cristo.

Tivessem os ASD ouvido e praticado tudo o que Ellen White disse durante estes anos, a história poderia ter sido outra. Em 1856, ela chamou os crentes para entenderem sua condição Laodiceana; se a atenção tivesse sido dada, contrição e arrependimento teriam se seguido. Além disso, outras coisas assumiram lugar de importância, que desviara a atenção dos ASD deste foco:

A Guerra Civil Americana.

Reforma de Saúde.

Organização da Igreja.

O avanço missionário.

Com tudo isso, foi fácil tirar a atenção de uma religião pessoal de dependência total de Cristo, para se centralizar naquilo que cada um devia fazer.

36. Quem foi Ellet J. Waggonner?

Um jovem médico de 27 anos. Como por um dilúvio, ele foi coberto com a grandeza do amor de Deus, manifesto no Cristo pendurado no madeiro. Como nunca, ele recebeu o impacto deste ato de amor pelos seus próprios pecados. E movido de íntima gratidão, este jovem médico resolveu que em toda a sua vida futura ele estudaria as Escrituras para adquirir uma clara compreensão desta verdade gloriosa, e a faria inteligível aos outros.

E. J. Waggonner era um adventista de 2ª geração. Seu pai J. H. Waggonner tinha sido um dos primeiros a se unir ao adventismo sabatista. Logo, ele se tornou bem conhecido no meio adventista, e era respeitado por seus convincentes sermões e por seus artigos na Review. A convite de Tiago White, J. H. Waggonner (pai) se transferiu de Michigan para a Califórnia para ajudar no editorial da Pacific Press. Em 1881 ele substitui o Pr. White como Editor da Signs Of The Times.

37. Quem foi Alonzo T. Jones?

Também tornou-se um editor assistente de Signs Of The Times. Jones tinha passado 3 anos no Exército Americano, e aceitou as doutrinas da IASD enquanto servia no Forte Walla Walla. Ele estudava dia e noite para alcançar um bom conhecimento bíblico e histórico. Tinha uma maneira brusca de ser e uma postura e gesticulações grosseiras, bem como uma maneira singular para falar. Era alto, de feições retilíneas. Jones tornou-se um poderoso pregador que trouxe muitas pessoas para a causa do Advento.

38. Por que não se pode dizer que houve “rejeição”, por parte da Igreja Adventista do 7º Dia, da mensagem de Justificação pela Fé?

Embora a oposição recusasse a admitir a derrota, nisto residia o aspecto mais triste da reunião: orgulho e inveja degeneraram em crítica e zombaria. Ellen White declarou que “os servos a quem Deus enviou (Jones e Waggonner) foram caricaturados, ridicularizados e colocados numa situação vexaminosa”. As críticas se estenderam até à própria Ellen White, dizendo que ela estava senil e que tinha sido monitorada por Jones e Waggonner. A um correspondente ela escreveu: “Meu testemunho foi ignorado, e nunca em minha vida eu fui tratada como nesta Conferência”. Disse mais ainda: “Foi uma terrível experiência... um dos capítulos mais tristes da história dos crentes na verdade presente”.

Não foi tomado nenhum voto aprovando ou rejeitando os pontos controvertidos, pois Ellen White mesma disse que os delegados não estavam em condição de fazê-lo, por causa do espírito com que vieram às reuniões, e porque não sabiam ao certo em que criam.

39. Quem foi A. G. Daniels?

Através do subseqüente Biênio, cresceu a convicção no meio dos ASD de que a estrutura organizacional e administrativa da igreja deveria ser estudada pelos delegados, e que EGW deveria estar presente, e foi para alegria geral que ela retornou aos EUA no fim de 1900, vinda da Austrália. Também vindo da Austrália, voltara aos EUA o Pr. A. G. Daniells. Ele era reconhecido com um homem capaz. O próprio Pr. O. A. Olsen disse dele o que segue: “Há poucos membros na CG que tenham as qualificações do Pr. A. G. Daniels. Ele é um bom orador, e mantém seu trabalho em perfeita ordem”.

40. Faça um resumo sobre a crise do “panteísmo”, com o Dr. Kellogg.

O Dr. Kellogg se sentia atraído pelas idéias panteístas (Deus está presente em toda a natureza, por exemplo: em uma pedra, em um rio, em uma árvore, etc.) e pelas idéias esotéricas ou secretas (ocultismo). Ele discutira com EGW sobre o assunto, e foi seriamente advertido durante alguns anos. Com a ida de EGW à Austrália, as idéias de iminência de Deus em todas as criaturas se desenvolveu. Homens como Jones e Waggoner promoveram idéias semelhantes. O assunto, entretanto, não se tornou importante até 1902, quando a mesa diretiva da Conferência Geral aprovou a publicação do livro The Living Temple, do Dr. Kellogg. A venda da obra, impressa em 500.000 cópias, era para custear a reconstrução do Sanatório e pagar débitos de outras instituições de saúde.

Quando o livro estava no prelo A. G. Daniells alertou o autor a não colocar nada de criticismo. Daniells ainda lembrou a Kellogg de que alguns o acusavam de Panteísmo e que a IASD não desejava nenhum comprometimento com tal filosofia. O livro foi dado a Prescott para ler, e ele ficou preocupado com a semelhança forte com o panteísmo, por isso aconselhava uma revisão de diversas declarações. Antes disso, Kellogg se desentendeu com o Pr. Daniells por causa de assuntos administrativos. Isto fez com que a CG recusasse prosseguir no plano de impressão das 500.000 cópias do The Living Temple. Então Kellogg autorizou inicialmente, 5.000 cópias, mas o incêndio de 30/12/1902, queimou tudo, e a ordem de Kellogg não foi seguida.

41. O que foi o “The Living Temple”?

Livro de Kellogg com idéias panteístas.

42. O que era a teoria da “Carne Santa”?

O movimento de purificação ou “carne santa” cresceu entre 1899 e 1900, e quase anuviou a liderança adventista em Battle Creek. Durante a década de 1890 muitos adventistas estavam convencidos que a Igreja estava à beira da experiência do grande derramamento do Espírito Santo prometido na chuva serôdia. Esta convicção estava ligada intimamente à renovada ênfase sobre a justiça pela fé que se seguiu a Conferência de Mineápolis em 1888.

43. Quem foi Ballenger? O que ele ensinava?

Ablon Fox Ballenger, cujos sermões proveram, parcialmente, inspiração para o movimento da “carne santa”, ocupou inúmeras posições de responsabilidade dentro da IASD. Filho de um ministro da Igreja, era desde seu nascimento um ASD. Antes dos 30 anos Ballenger tornou-se Secretário da Associação Nacional de Liberdade Religiosa. Mais tarde ele serviu como Editor Assistente do “Sentinela-Americano”, órgão oficial da Associação. No fim da década de 1890 renunciou estas habilidades para se devotar completamente à pregação. Em 1900 ele foi enviado às ilhas britânicas, onde trabalhou em várias cidades grandes, depois no país de Gales, e finalmente como presidente da “Missão Escocesa”.

Problema Doutrinário - Enquanto estava na Irlanda, Ballenger começou a apresentar uma diferente explicação do santuário celestial, daquela ensinada pelos ASD. Logo, ele estava afirmando que os dois compartimentos do santuário representavam as duas fases da obra de Cristo antes e depois da crucifixão, enquanto o ensinamento dos ASD era que Cristo entrou no segundo compartimento do santuário celestial somente em 1844. Ballenger acreditava que Cristo tinha realizado isso imediatamente após Sua ascensão.

De acordo com Ballenger, o dia antitípico do Dia da Expiação não começou em 1844, como os ASD ensinavam. Para ele, o ano de 1844 e os 2300 dias proféticos não tinham nenhum significado. Chamado diante da mesa administrativa da União Inglesa para explicar seus pontos de vista, Ballenger fez sua defesa mas não conseguiu convencer à Mesa da União de que ele tinha descoberto uma relevante nova luz. Foi, então, afastado da presidência da Missão Irlandesa. Dessa maneira, foi lhe dada a chance de ser analisado por uma comissão de sábios líderes. Em 1905, Ballenger foi enviado pela União Britânica como um dos seus delegados para a Conferência Geral. Enquanto atendia esta reunião em Takoma Park, foi-lhe permitido apresentar sua posição diante dos 25 maiores líderes da Igreja na época. Depois de 3 dias de discussão, Ballenger não convenceu esta Comissão de que seus pontos de vista eram corretos.

Por sua vez, também a comissão indicada para responder a Ballenger não o persuadiu de que estava em erro, embora a posição dos ASD estivesse fundamentada em profunda exegese bíblica e em claras declarações do Espírito de Profecia. Tudo isto levou Ballenger a reexaminar sua posição em relação aos ensinos de Ellen White. Logo, ele começou a acusá-la de plagiária e de promover o erro. Em seguida ele rejeitou ensinar convicções divergentes, o que fez com que os líderes não tivessem outra escolha senão afastá-lo do ministério, e eventualmente da igreja.

Ballenger publicou vários panfletos que esboçavam seus pontos de vista. Viajou, intensivamente em todos os EUA, procurando falar a grupos de Adventistas. Durante estas viagens ele conseguia apoio financeiro de diversas pessoas que já tinham tido descontentamento com a liderança. Seus mais importantes conversos eram seu idoso pai e seu irmão, E. S. Ballenger, também ministro ASD. Ambos foram, subseqüentemente, privados de suas credenciais ministeriais. Em 1914, Ballenger assumiu um pequeno periódico, o The Gatherine Call (Chamado ao Ajuntamento), iniciado por um dos seus financiadores. Neste período, ele se uniu aos Batistas do 7º Dia e se tornou o pastor da congregação de Riverside, Califórnia. Até sua morte, em 1921, ele continuou tentando convencer os Adventistas de seu ponto de vista.

Após a morte de A. F. Ballenger, seu irmão Edward continuou a publicar o The Gathering Call, mas sua ênfase mudou da discussão doutrinária para o estridente ataque pessoal aos líderes da IASD do passado e da sua época: Ellen White, Uriah Smith, A. G. Daniells, W. C. White, F. M. Wilcor, entre outros. Um exemplo da natureza vil do material foi a publicação de um falso rumor que W. A. Spicer havia bebido cerveja quando estava na Alemanha. As atividades dos Ballenger foram um incômodo para os líderes da Igreja por um período de 50 anos.

44. Quem foi Robert Brinsmead? O que ele ensinava?

Nenhum movimento dissente foi mais problemático para os líderes adventistas do que o iniciado por um estudante do Colégio da Austrália, no fim da década de 1950: Robert Brinsmead.

Seus pais tinham-se identificado com o movimento de reforma dos ASD da Alemanha, embora eles se sentissem satisfeitos em ser membros da IASD quando Robert ainda era um menino de 10 anos. Assim o espírito de desconfiança e suspeita dos líderes da igreja continuou no lar.

Para Robert, parecia que a Igreja tinha sido muito lenta diante da justiça pela fé e isto logo tornou-se um novo ponto de ataque. Foi no início deste ano que Brinsmead começou sua longa carreira de escritor, e o fez produzindo uma pequena publicação intitulada “O Selo do Espírito Santo”. Neste periódico ele argumentou que a remoção dos nossos pecados do Santuário Celestial deveria anteceder a experiência da Chuva Serôdia.

Depois de um ano cuidando de seus interesses pessoais, os irmãos Brinsmead voltaram a Avondale. Por algum tempo ele acreditou que na encarnação Cristo tinha assumido a natureza humana pecaminosa igual a todos os outros seres humanos. Contudo, o recente livro adventista publicado (Question on Doctrine), tomou uma diferente posição. Para Brinsmead isto era uma clara indicação do crescimento da apostasia. Em um novo comentário sobre Daniel 10 e 11, “a visão de Hidequel”, Brinsmead avançou na tese que o “Rei papal do Norte” estava entrando no “Glorioso Monte Santo” (IASD) pela insidiosa forma de introduzir o erro e o espírito autoritativo. Como presidente da liga ministerial do Colégio, Binsmead fez circular alguns dos seus pontos de vista através de toda a Austrália. Ele conseguiu um substancial número de seguidores entre os estudantes e nas igrejas. Atraiu também alguns poucos jovens ministros adventistas.

45. Quais as 3 grandes crises enfrentadas pela doutrina do santuário?

A primeira, em 1905, causada por Albion Fox Ballenger; a segunda teve como figura central W. W. Fletcher, entre 1929 e 1930; e o protagonista da terceira foi o Dr. Desmond Ford (de 1979 a 1980).



Fonte: Apontamentos de sala de aula do Dr. Luiz Nunes (SALT-IAENE) e do Dr. Timm (SALT-UNASP). s
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