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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cristo provê a água viva

No último dia, o grande dia da festa, levantou-Se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. João 7:37-38.

O sacerdote havia, … realizado a cerimônia que comemorava o ferir da rocha no deserto. Essa rocha era um símbolo dAquele que, por Sua morte, havia de fazer com que brotassem vivas correntes de salvação para todos os sedentos. As palavras de Cristo eram a água da vida. Ali, em presença da reunida multidão, Ele Se pôs à tarde para ser ferido, a fim de que água da vida pudesse brotar para o mundo. Ferindo a Cristo, Satanás pensava destruir o Príncipe da vida; mas da ferida rocha correu água viva. Ao falar Jesus assim ao povo, o coração deste pulsou com estranho respeito, e muitos estavam dispostos a exclamar, como a mulher de Samaria: “Dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede.” João 4:15.
 
Jesus conhecia as necessidades da alma. Pompas, riquezas e honras não podem satisfazer o coração. “Se alguém tem sede, venha a Mim.” João 7:37. O rico, o pobre, o elevado, o humilde, são igualmente bem-vindos. Ele promete aliviar os espíritos preocupados, confortar os tristes e dar esperança aos acabrunhados. Muitos dos que ouviram a Jesus estavam a prantear desvanecidas esperanças, muitos nutriam algum desgosto oculto, muitos ainda procuravam satisfazer seus inquietos anseios com as coisas do mundo e o louvor dos homens; mas, obtido tudo, verificavam haver labutado para alcançar nada mais que uma cisterna rota, na qual se não podiam saciar. Por entre o brilho das festivas cenas, estavam descontentes e tristes. Aquele súbito brado: “Se alguém tem sede”, despertou-os de sua dolorosa meditação, e ao escutarem as palavras que se seguiram, seu espírito reviveu com nova esperança. O Espírito Santo apresentou-lhes o símbolo até que viram nele o oferecimento do inapreciável dom da salvação.
 
O brado de Cristo à alma sedenta ecoa ainda, e apela para nós com poder ainda maior do que aos que o ouviram no templo, naquele último dia da festa. A fonte está aberta para todos. Aos cansados e exaustos, oferecem-se os refrigerantes goles da vida eterna. Jesus clama ainda: “Se alguém tem sede, venha a Mim, e beba.” “Aquele, porém, que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.” Apocalipse 22:17. “Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.” João 4:14.
 
Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 10.
 
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Você conhece a nossa História? (2ª parte)


Atendendo à expectativa, coloco abaixo as respostas para o questionário apresentado há alguns dias. É um excelente material para utilizar em Cultos JAs, seminários, sermões temáticos, palestras, concursos bíblicos, etc.

Bom proveito!


1. Que livro foi publicado por Charles Darwin, o qual deu origem ao Evolucionismo?

“Origem das Espécies”, escrito em 1859.

2. Quem foi Joachim Floris?

Foi o primeiro a aplicar o princípio dia-ano à profecia dos 1260 dias, em 1180 d.C.

3. O que é o pós-milenialismo?

Corrente teológica que cria que Jesus voltaria após o milênio de Apoc. 20.

4. Quantas pessoas estavam ensinando que os 2300 anos de Dan. 8:14 terminariam entre 1844 e 1847 d.C.?

Cerca de 84 pessoas, em 13 países.

5. A que conclusões doutrinárias Miller chegou após seus estudos?

  • Pré-Milenialismo (Jesus retornaria antes do milênio).
  • O retorno dos judeus a sua terra é sem fundamento nas Escrituras.
  • A volta de Jesus será pessoal, acompanhada dos anjos.
  • O reino de Deus será estabelecido na volta de Cristo.
  • A terra perecerá num dilúvio de fogo.
  • A Nova Terra surgirá das cinzas.
  • Os justos mortos só serão ressuscitados na 2ª vinda.
  • Os ímpios só ressuscitarão depois do milênio.
  • A ponta pequena de Daniel - o papado - será destruída na 2ª vinda.
  • Vivemos no tempo dos últimos símbolos proféticos, como no caso de Dan.2.
  • A relevância bíblica do princípio dia/ano.
  • Os 2.300 dias de Dan.8:14 entendem-se de 457 a.C. e se cumpriria em torno de 1843 d.C., e Jesus deveria regressar nesse ano ou um pouco antes.

6. Quais as desculpas que Miller usava para não pregar suas descobertas?

1) não estar suficientemente seguro de suas interpretações;

2) não sentir-se em condições de falar em público (mas Ezeq. 33:4, 6, 8 o atormentava de contínuo);

3) tentou através de cartas, falando sobre as profecias, dividir a sua responsabilidade de pregar.

7. Qual foi o pacto que Miller fez com Deus para iniciar a pregação profética?

“Se eu receber um convite para falar em público em qualquer lugar, irei, e compartilharei o que eu tenho encontrado na Bíblia acerca da vinda do Senhor”.

8. Quem foi Josias Litch?

Um Pastor que leu a coletânea de sermões de Miller, certo que com facilidade provaria os erros de Miller em tentar datar o retorno de Cristo. Mas, quanto mais lia, mais fascinado ficava. Quando terminou, estava convicto que Miller estava certo, e que ele mesmo deveria ensinar esta verdade, e por isto publicou um livro intitulado Probabilidade da 2ª vinda de Cristo cerca de 1844. Foi Litch, que aplicando o princípio dia-ano, no estudo de Apoc. 9, predisse a queda do poder Otomano.

9. Quem foi Josué Himes?

Era um vibrante jovem, organizador de grandes programas sociais e educacionais. Vivamente impressionado, convidou a Miller para vir fazer uma série de palestras na sua capela em Boston. Miller aceitou o convite, e transformou o milerismo de uma “curiosidade local” para receber atenção nacional.

10. Qual foi o primeiro jornal do adventismo?

Publicado sob a influência de Himes, foi o jornal “The Signs of the Times”.

11. Quais as sete coisas ou fatos que Miller acreditava representarem o “santuário”, a princípio?

(a) Jesus; (b) Céu; (c) Judá; (d) O templo de Jerusalém; (e) O santo dos santos; (f) A Terra e (g) Os santos.

12. Quem era Tiago White?

Tiago White (ou James White, em inglês) foi um típico pregador desconhecido do Movimento. Aos 21 anos, em Exeter, Maine, ao ouvir, na campal de 1842, um pregador do movimento adventista, deixou a escola e ele mesmo tornou-se um conferencista adventista. Com um cavalo emprestado e uma cela remendada, ele saiu para pregar. Nesta situação ele encontrou 60 pessoas arrependidas pedindo batismo. Ele pôde relatar 1000 conversões depois de 6 períodos semanais de conferências.

13. Quais os acontecimentos da natureza que os crentes do Advento utilizavam para apoiar suas teorias?

Henry Jones disse que o surgimento visível da Aurora Boreal, que, segundo ele, não era vista desde 1716, era um sinal das maravilhas do céu, preditas em Joel 2:30, que apareceria antes do “Grande e Terrível Dia do Senhor”.

Neste mesmo sentido outros citaram o Dia Escuro de 19/5/1780, e a chuva de meteoros em 13/11/1833. Além de estranhos acontecimentos que ocorreram em 1843, entre eles o surgimento inesperado de um cometa em fevereiro de 1843. A isto acrescenta-se o terremoto catastrófico do Haiti e uma violenta tempestade na Ilha da madeira, que foram vistos como cumprimento de Lucas 21:25.

14. Quais acusações as igrejas organizadas faziam contra Miller?

Ele foi acusado de cismático e perturbador das igrejas, assim como seus associados foram, igualmente, rechaçados. Outras acusações lhe foram dirigidas: Que ele se considerava profeta;

Que era fanático; Que queria formar uma nova igreja, às custas de igrejas sérias, assim como fazia Joseph Smith (Mórmons); Que ele queria se enriquecer ás expensas da natural credulidade do povo assustado com a idéia de fim do mundo.

15. O que era a teoria da “porta fechada”?

A partir de 22/10/1844, quem estava salvo, estava salvo para sempre, e quem estava perdido, o estava para sempre. O trabalho pelos pecadores foi feito até aquela data. Depois desta data, em diante, o que lhes restava fazer era animarem-se mutuamente, a uma vida cristã. A porta da graça havia se “fechado” para a humanidade.

16. Faça um resumo sobre os 3 outros grupos que se formaram após a decepção de 1844.

1) O primeiro, reclamava ter mantido a fé adventista original, sua liderança estava centralizada em 3 homens: Himes, Bliss e Hale.

Eles eram favoráveis ao desenvolvimento de uma forte igreja congregacional; não conseguiram muito neste particular.

Até que organizaram em 1859, a Conferência Adventista Evangélica Americana.

Através do Advent Herald, como seu porta-voz, os adventistas evangélicos desenvolveram uma crescente aproximação íntima com as grandes igrejas protestantes.

Como os adventistas evangélicos mantinham a crença na imortalidade da alma, eles viam menos razão para permanecerem separados. E gradualmente foram absorvidos, porque também estas igrejas tendiam ao Pré-Millenialismo (Jesus retornaria antes do milênio).

2) O segundo grupo cresceu junto de Joseph Turner e seu Second Advent Watchman.

Para estes o milênio estava no passado.

Defendiam o estado de inconsciência na morte e total aniquilação dos maus.

Mas divergiam entre si sobre organização e disciplina da igreja. Em 1862, Himes, tendo aceitado a doutrina do estado de inconsciência da morte, se uniu a este grupo e formou o que é hoje o maior grupo adventista remanescente anti-sabático - a Igreja Adventista Cristã.

3) O terceiro grupo ficou sob a liderança de Joseph Marsh, que se opunha violentamente a qualquer forma de organização.

Criam que o milênio estava no futuro. Durante o milênio esperavam um 2º período de provação quando os judeus retornariam à palestina (Pós-Millenialismo).

Sua oposição a qualquer organização tornou-os fracos e desunidos.

17. Como a doutrina do sábado penetrou no Movimento Adventista?

No fim do verão de 1844, o mais proeminente ministro adventista, de origem batista, T. M. Preble, de East Ware, N. Hampshire, que viajara junto com Miller, também aceitou o Sábado, como o sétimo dia. Ele deve ter aprendido o Sábado de Wheeler ou de Raquel Oakes, não se sabe ao certo.

Wheeler e Preble, diante do próximo advento, e da excitação em torno desta idéia, não tiveram dificuldades para convencer a outros da necessidade de mudar o dia de adoração. Os Batistas do 7º Dia agitaram o ambiente religioso com a questão do Sábado, durante estes anos de espera da volta de Cristo.

18. Quem foi Joseph Bates?

Ele era um homem na faixa dos 50 anos de idade quando decidiu guardar e promover o Sábado. Com a idade de 15 anos deixou o lar em New Bedford, em Massachussets, para seguir uma carreira no mar. Os primeiros anos foram cheios de aventura, incluindo um naufrágio e um recrutamento forçado à Marinha Britânica. Depois do início da guerra de 1812, ainda na Inglaterra, insistiu em ser feito prisioneiro de guerra. Ele passou dois anos e meio na prisão de Dartmoor.

Por volta de 1820 tinha experiência suficiente para capitanear um navio mercante. No espaço de 8 anos acumulou uma relativa fortuna e se aposentou. Durante estes últimos anos no mar ele proibiu o uso de bebida alcoólica e fumo. Nesta época ele encontrou alegria em ler a literatura espiritual e a Bíblia, que sua esposa colocava junto com suas bagagens.

19. Qual a importância de Hiran Edson e Crosier para a compreensão da doutrina do santuário?

Hiran Edson era um fazendeiro metodista de Port Gibson, NY, que tinha se tornado um adventista ao redor de 1843. A primeira reação de Edson na noite do desapontamento de 22/10/1844 foi questionar Deus e a Bíblia. Depois de uma pequena reflexão, ele reconheceu que seus dias de espera tinham sido “a mais rica e a mais brilhante experiência de toda a sua vida”. Com vários amigos dedicou-se a um período de oração em seu celeiro. Saiu deste período convencido que a luz viria para explicar seu desapontamento. Edson e um companheiro, provavelmente O. R. L. Crosier, saíram na manhã de 23 de outubro para encorajar amigos adventistas. Enquanto os dois andavam através da plantação de milho (milharal), Edson afirma que: “o céu pareceu se abrir diante de mim, e eu vi distintamente, e claramente, que em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do Santíssimo do santuário celestial para vir à Terra (no fim dos 2.300 dias), Ele, pela primeira vez, entrou naquele dia no 2º compartimento do santuário, e que Ele tinha um trabalho a fazer no Santíssimo antes de vir à Terra”. Sua mente, logo, foi dirigida pelo Espírito Santo a Apocalipse 10, com seu livro que era doce como mel na boca, e amargo no ventre. O capítulo termina com a instrução do anjo para profetizar de novo, outra vez.

20. Faça um resumo sobre o início do dom profético de Ellen Harmon.

Como o grupo de adventistas se esforçava para reter sua fé e para entender seu desapontamento, Deus lhes concedeu uma ajuda para que entendessem que Ele estava no movimento. Isto veio através de visões e sonhos proféticos recebidos pela jovem, Ellen Harmon, que morava em Portland, Maine. Nasceu em Gorham, Maine, dia 26/11/1827. Não foi o maior editor ou o maior conferencista o favorecido, mas esta mocinha de 17 anos, que juntamente com sua família tinha sido eliminada da Igreja Metodista, por causa da sua crença no movimento adventista. Um ferimento na infância negou-lhe tudo, inclusive os rudimentos de uma educação formal. Embora tendo uma saúde frágil, ela se alegrava com uma forte experiência cristã.

Um dia de dezembro de 1844, enquanto orava com quatro irmãs, Ellen relata o que sentiu: “O poder de Deus veio sobre mim como eu nunca o tinha sentido antes”. Desligou-se do seu meio ambiente, ela parecia subir acima da Terra. Lá em cima ela procura seus companheiros adventistas. Ela, finalmente os descobriu num estreito e reto caminho que terminava na Jerusalém Celestial. Atrás do povo do advento, no começo do caminho, estava uma brilhante luz. Um anjo disse à Ellen que esta luz era o “clamor da meia-noite”, cuja luz brilhava ao longo de todo o caminho. Como ela esperava, alguns adventistas se desencorajaram com as dificuldades do caminho, e negaram a luz atrás deles. Caíram numa densa escuridão e tropeçavam e caíam no caminho. Com a continuidade da visão, ela viu o 2º advento e a entrada triunfal dos santos na Jerusalém Celestial. Quando a visão terminou, o mundo parecia escuro para ela, mas logo ela e aqueles a quem ela relatara sua experiência, estavam certos de que Deus tinha escolhido esta maneira para confortar e fortalecer Seu povo.

21. Quem foi Willian Foy?

Um batista de Boston, estudando para ser ministro episcopal, recebeu duas visões: uma sobre o breve retorno de Jesus, e outra sobre o prêmio da justiça. Ele relutou em contar sua visão publicamente, em parte porque, como mulato, ele era rejeitado devido aos preconceitos para com os homens de cor. Apesar de sua inicial relutância, ele aceitou relatar as visões para uma grande audiência através de New England. Mais tarde, devido a um aperto financeiro e à 3ª visão, que ele não pôde entender, fez com que Foy parasse de contar sua experiência.

22. Quem foi Hazen Foss?

Era natural de Poland, Maine, recebeu uma visão muito semelhante à 1ª visão dada à Ellen Harmon posteriormente. Sabendo que encontraria oposição se relatasse as visões e advertências como fora instruído, Foss recusou aceitar a comissão. Logo ele sentiu que tinha agravado o Espírito Santo, e procurou reunir um grupo para ouvir a visão, só que não conseguiu se lembrar dela. Semanas mais tarde Foss teve a oportunidade de ouvir Ellen Harmon, cuja irmã mais velha havia se casado com seu irmão, relatar o que ela tinha visto. Foss advertiu a Ellen a não recusar o chamado de Deus. Mais tarde ele demonstrou não ter nenhum interesse em matéria de religião.

23. Como foi o encontro entre Ellen Harmon e Tiago White?

Um dos que foi imediatamente convencido do dom profético de Ellen Harmon foi o Pr. Tiago White, que observou Ellen durante uma visita que ela fez a Orrington, Maine, no início de 1845. Logo os convites começaram a chegar. Ellen viajava para longe de seu lar, para visitar os adventistas em New Hampshire e Massachussets, sempre acompanhada por sua irmã Sara ou Luíza Foss. Sentindo as necessidades delas, James (“Tiago” em português) White começou a se encontrar com elas, com o objetivo de ajudá-las em sua viagem. Isto os levou a se familiarizarem, embora nem Ellen, nem James tivessem abrigado pensamentos românticos neste tempo. Ambos esperavam o breve retorno de Cristo, e seria falta de fé estarem envolvidos com pensamentos sobre casamento, naquele tempo. Seu amor cresceu na mesma proporção de um para com o outro, que Tiago ficou convicto que nada podia ser permitido que trouxesse reprovação sobre Ellen e sua obra. Assim, no verão de 1846 ele lhe propôs casamento. Ellen aceitou, e em 30 de agosto, como jovens, sem serem membros de nenhuma igreja, eles se casaram em Portland através de um juiz de paz.

24. Quais os 5 obstáculos que mais atrapalharam a expansão do Movimento?

O primeiro deles foi o escárnio que acompanhou o grande desapontamento, e submeteu o adventismo a uma vergonha nacional. Isto propiciou o surgimento do segundo obstáculo em que o grande público evitava se fazer presente às reuniões. Além disso, eles não tinham recursos financeiros para alugar salões e fazer propaganda para atrair as multidões - o terceiro obstáculo. A isto acrescenta-se o quarto obstáculo, em que os White eram de origem pobre, enquanto Bates e Edson tinham gasto sua modesta fortuna para propagar o jornal The Midnight Cry. Os jornais milleritas existentes após o desapontamento eram o meio que os milleritas tinham para alcançar outros adventistas. Ao lado desta situação a conferência de Albany tomara uma posição conservadora, evitando usar os seus jornais para propagar a “Nova luz”. Este foi o quinto obstáculo.

25. Quem foi David Hewitt?

Por ocasião de sua 2ª vinda a Jackson, o capitão Bates ouviu a respeito de algumas famílias adventistas em Indiana e resolveu visitá-las. Enquanto a caminho, sentiu que devia descer do trem na pequena vila de Battle Creek. No Correio, ele perguntou pelo mais honesto homem da cidade. Poucos minutos mais tarde ele foi conduzido ao lar de David Hewitt, um presbiteriano. Era bem cedo de manhã quando Bates bateu na porta e disse que tinha importante verdade a apresentar. Cortesmente convidado a tomar o café da manhã, e então conduzir o culto familiar, a Bates foi dada mais tarde a oportunidade de apresentar suas crenças. Todas as manhãs, os Hewitts ouviam a apresentação da esperança do advento, tudo ilustrado com mapa. Os assuntos eram novos para eles, e na semana seguinte começaram a guardar o Sábado. O primeiro núcleo de adventista se reunia na casa de David Hewitt, até que a primeira capela foi construída em Battle Creek. A aceitação de Hewitt da mensagem, sendo ele um presbiteriano que não tivera contato com o adventismo, acabou, de uma vez por todas, com a doutrina da porta fechada. Posteriormente, Hewitt seria o autor da sugestão para o nome da nova Igreja que estava surgindo.

26. Quem foi Joseph H. Waggoner?

Em dezembro de 1851, dois pregadores fizeram uma rápida parada em Baraboo, Wisconsin, e durante uma hora fizeram uma apresentação geral da mensagem de Apocalipse 14, os grandes períodos proféticos, o Sábado, a besta de 2 chifres de Apoc. 13. Sentado na audiência, estava o batista Joseph H. Waggoner, editor e publicador de um jornal político. Waggoner ficou tão intrigado que, a cada tempo que lhe restava, ele estudava as mensagens apresentadas que lhe chamaram a atenção. Com poucos meses ele estava bem firmado na mensagem adventista; seus novos colegas se admiravam que ele pudesse entrar no adventismo, por causa da doutrina da Porta Fechada. Waggoner deixou seu posto de editor para viajar como evangelista nos Estados de Wisconsin, Iowa, Illinois, Indiana e Michigan. Preparou as mais hábeis respostas sobre inquirições a respeito do Sábado para gerações futuras que viveriam nesta região.

27. Quem foi o primeiro presidente da Conferência Geral dos ASD?

John Byington

28. Quem era Uriah Smith?

No fim de 1852, um rapaz que, depois de Tiago White, teve a maior parte no desenvolvimento da Review and Herald, deparou-se com a doutrina do Sábado. Seu nome era Uriah Smith. Por ocasião da decepção do milerismo, em 1844, Smith era um jovem de 12 anos, acompanhando tudo através de sua mãe, fiel adventista. Após alguns anos ele decidiu seguir a carreira literária. Em 1852 assistiu às conferências dos adventistas sabatistas, em New Hampshire, Washington. Pelas coisas que ouviu, iniciou-se um processo de convicção de que o 4º mandamento requeria a observância do Sábado. Após 12 semanas de estudos, ele decidiu tornar-se um guardador do Sábado no adventismo. Nesta época ele já contava com 21 anos. Em seguida foi trabalhar na Review em Rochester, junto a sua irmã Annie. Sua capacidade de escrever o transformou num escritor de boa qualidade, e foi assumindo responsabilidades administrativas, liberando o Pr. White para realizar mais viagens e pregações.

29. Quem era Stephen Haskell?

Em 1853 a Review começou a publicar um pequeno estudo: “Elihu on The Sabbath”. Este trabalho foi responsável em fazer Stephen N. Haskell um guardador do Sábado. Ele tinha 19 anos quando ouviu um desconhecido evangelista falar sobre o 2º advento. Tão eletrizado ficou com o assunto que falava dele com cada pessoa que encontrava. Desafiado por seus amigos a pregar, disse que o faria se eles providenciassem um local e ouvintes. Para sua surpresa eles cumpriram a promessa.

Foi Haskell quem introduziu o método de estudos bíblicos na Igreja Adventista.

30. O quer era o princípio da “Benevolência Sistemática”?

Na primavera de 1858, a congregação de Battle Creek formou um grupo de estudo sob a liderança de John Andrews, para pesquisar na Bíblia qual era o plano de Deus para sustento do ministério. No começo de 1859 este grupo propôs um plano sistemático de doação que foi aprovado pela igreja de Battle Creek. Logo ele estava sendo promovido através das colunas da RH. Um ano mais tarde, os crentes adventistas, reunidos em conferência geral, recomendaram o sistema para todos os adventistas.

Os irmãos de Battle Creek sugeriram que, seguindo as instruções de Paulo em 1Cor. 16:2, cada crente poria de lado uma certa quantia a cada 1º dia. Os irmãos foram animados a separar de 5 a 20 centavos por semana, as irmãs de 2 a 10 centavos. E um valor adicional deveria ser acrescido: 5 centavos para cada US$100 do valor da propriedade particular. O plano foi chamado de “Sistematic Benevolence” ou “Irmã Betsy”, como logo foi apelidado.

31. Como foi escolhido o nome “Igreja Adventista do Sétimo Dia”, e quem foi o responsável pela sua escolha?

Em 01/10/1860 os delegados estavam prontos para resolver o problema da escolha de um nome. Uma vez que as leis do estado de Michigan exigiam que uma associação legalmente organizada tivesse um nome, eles já eram tratados por diversos nomes, tais como: “Povo do 7º Dia”, “As Portas Fechadas do 7º Dia”, “Adventistas Guardadores do Sábado”. Eles mesmos se referiam a si mesmos como “O Remanescente”, “O Rebanho Disperso” ou “Igreja de Deus”.

Quando tudo indicava que o nome seria “A Igreja de Deus”, muitos entretanto, achavam-no muito pretensioso. Então preferiram um nome que imediatamente indicasse suas maiores doutrinas. Por isso foi escolhido o nome “Igreja Adventista do 7º Dia”. E o responsável pela escolha deste nome foi David Hewit.

32. Quem foi John Harvey Kellogg?

John Harvey Kellogg era por longo tempo um favorito de James White. Sob orientação deste, o jovem Kellogg aprendeu tipografia nos escritórios da Review, quando era ainda um rapaz de 12 anos. Enquanto ele ajudava a arrumar os tipos da revista How to Live, ele se tornou um dedicado converso aos princípios de saúde. Mais tarde ele passou vários meses na fazenda dos White em Greenville. Em 1872, Kellogg decidiu tornar-se um professor e se inscreveu num curso, no colégio estadual de professores em Ypsilanti. Contudo, orientado por Merrit e os White, John Kellogg concordou acompanhar um grupo que ia para o Dr. Trall. Ele não tinha intenção de praticar medicina, mas intentava tornar-se um educador na área de saúde.

Kellogg tornou-se um expoente na área de saúde da época, com fama mundial. Infelizmente veio a se desligar da IASD, por questões de ordem administrativa e teológica.

33. Como começou a Escola Sabatina?

O que James White intentou com a escola sabatina era que ela fosse um lugar de doutrinação dos filhos dos crentes. Das primeiras quatro lições publicadas, duas foram sobre o Sábado; a 3ª foi sobre a lei, e a 4ª sobre a arca do testemunho. Mais tarde as lições trataram das profecias de Daniel e da doutrina do Santuário.

Através da década de 1850, os grupos de adventistas dispersos desenvolveram escolas sabatinas, que se tornaram modelo para o começo da escola de Battle Creek. Nesta escola, administrada consecutivamente por G. W. Amadon e G. H. Bell, quase uma hora era usada no estudo da Bíblia. Os estudantes eram divididos em classes de 6 a 8 alunos. Esta era a maneira para plantar as sementes da verdade na mente dos jovens com o mínimo de custo. Bastava haver suas crianças para se poder organizar uma escola sabatina para elas.

34. Qual foi o primeiro missionário além-mar (enviado dos Estados Unidos para outro continente)?

John Andrews.

35. Faça um resumo sobre as circunstâncias que conduziram à crise de Minneápolis em 1888.

Qualquer pessoa que lesse a declaração das crenças básicas adventistas, publicadas em 1872, podia com muita razão ter a impressão que se tratava de um grupo religioso legalista e ariano (que amparavam sua salvação nas obras próprias). A ênfase estava posta naquilo que o homem deve fazer em lugar de encarecer aquilo que Cristo tinha feito e faria através de Seus seguidores. No centro das declarações estava o ensinamento de que nenhuma pessoa podia por si mesma render obediência à lei de Deus, mas que todos dependiam da graça para render aceitável obediência à Sua santa vontade. Desta forma era bem enfatizada a obrigação de todo homem guardar os 10 mandamentos. Eles foram insuficientes em declarar que somente a justiça de Cristo oferecida e apropriada pela fé fazia o crente aceitável a Deus.

Os fundadores da IASD não tinham esta intenção. Era o seu amor por Jesus, seu apreço por tudo quanto Cristo fizera por eles, que os fizera tão ansiosos pelo seu retorno em 1844. Com o desapontamento eles agora tinham uma clara consciência da obra que tinham a fazer antes do retorno de Cristo: Reparar a lei de Deus, na restauração do Sábado.

Nas décadas de 1870 e 1880 uma nova geração de ASD surgiu. Estes foram ridicularizados como legalistas e judaizantes pelos outros cristãos; outras vezes perseguidos em diferentes regiões, e por isso pesquisaram a Bíblia para sustentar suas crenças no Sábado. Eles encontraram um arsenal de textos que podiam provar com a mais estrita lógica a perpetuidade do Sábado do 7º dia. Porém, a tendência deles era se tornar legalistas, olhando para suas próprias obras de salvação do que para Jesus Cristo.

Tivessem os ASD ouvido e praticado tudo o que Ellen White disse durante estes anos, a história poderia ter sido outra. Em 1856, ela chamou os crentes para entenderem sua condição Laodiceana; se a atenção tivesse sido dada, contrição e arrependimento teriam se seguido. Além disso, outras coisas assumiram lugar de importância, que desviara a atenção dos ASD deste foco:

A Guerra Civil Americana.

Reforma de Saúde.

Organização da Igreja.

O avanço missionário.

Com tudo isso, foi fácil tirar a atenção de uma religião pessoal de dependência total de Cristo, para se centralizar naquilo que cada um devia fazer.

36. Quem foi Ellet J. Waggonner?

Um jovem médico de 27 anos. Como por um dilúvio, ele foi coberto com a grandeza do amor de Deus, manifesto no Cristo pendurado no madeiro. Como nunca, ele recebeu o impacto deste ato de amor pelos seus próprios pecados. E movido de íntima gratidão, este jovem médico resolveu que em toda a sua vida futura ele estudaria as Escrituras para adquirir uma clara compreensão desta verdade gloriosa, e a faria inteligível aos outros.

E. J. Waggonner era um adventista de 2ª geração. Seu pai J. H. Waggonner tinha sido um dos primeiros a se unir ao adventismo sabatista. Logo, ele se tornou bem conhecido no meio adventista, e era respeitado por seus convincentes sermões e por seus artigos na Review. A convite de Tiago White, J. H. Waggonner (pai) se transferiu de Michigan para a Califórnia para ajudar no editorial da Pacific Press. Em 1881 ele substitui o Pr. White como Editor da Signs Of The Times.

37. Quem foi Alonzo T. Jones?

Também tornou-se um editor assistente de Signs Of The Times. Jones tinha passado 3 anos no Exército Americano, e aceitou as doutrinas da IASD enquanto servia no Forte Walla Walla. Ele estudava dia e noite para alcançar um bom conhecimento bíblico e histórico. Tinha uma maneira brusca de ser e uma postura e gesticulações grosseiras, bem como uma maneira singular para falar. Era alto, de feições retilíneas. Jones tornou-se um poderoso pregador que trouxe muitas pessoas para a causa do Advento.

38. Por que não se pode dizer que houve “rejeição”, por parte da Igreja Adventista do 7º Dia, da mensagem de Justificação pela Fé?

Embora a oposição recusasse a admitir a derrota, nisto residia o aspecto mais triste da reunião: orgulho e inveja degeneraram em crítica e zombaria. Ellen White declarou que “os servos a quem Deus enviou (Jones e Waggonner) foram caricaturados, ridicularizados e colocados numa situação vexaminosa”. As críticas se estenderam até à própria Ellen White, dizendo que ela estava senil e que tinha sido monitorada por Jones e Waggonner. A um correspondente ela escreveu: “Meu testemunho foi ignorado, e nunca em minha vida eu fui tratada como nesta Conferência”. Disse mais ainda: “Foi uma terrível experiência... um dos capítulos mais tristes da história dos crentes na verdade presente”.

Não foi tomado nenhum voto aprovando ou rejeitando os pontos controvertidos, pois Ellen White mesma disse que os delegados não estavam em condição de fazê-lo, por causa do espírito com que vieram às reuniões, e porque não sabiam ao certo em que criam.

39. Quem foi A. G. Daniels?

Através do subseqüente Biênio, cresceu a convicção no meio dos ASD de que a estrutura organizacional e administrativa da igreja deveria ser estudada pelos delegados, e que EGW deveria estar presente, e foi para alegria geral que ela retornou aos EUA no fim de 1900, vinda da Austrália. Também vindo da Austrália, voltara aos EUA o Pr. A. G. Daniells. Ele era reconhecido com um homem capaz. O próprio Pr. O. A. Olsen disse dele o que segue: “Há poucos membros na CG que tenham as qualificações do Pr. A. G. Daniels. Ele é um bom orador, e mantém seu trabalho em perfeita ordem”.

40. Faça um resumo sobre a crise do “panteísmo”, com o Dr. Kellogg.

O Dr. Kellogg se sentia atraído pelas idéias panteístas (Deus está presente em toda a natureza, por exemplo: em uma pedra, em um rio, em uma árvore, etc.) e pelas idéias esotéricas ou secretas (ocultismo). Ele discutira com EGW sobre o assunto, e foi seriamente advertido durante alguns anos. Com a ida de EGW à Austrália, as idéias de iminência de Deus em todas as criaturas se desenvolveu. Homens como Jones e Waggoner promoveram idéias semelhantes. O assunto, entretanto, não se tornou importante até 1902, quando a mesa diretiva da Conferência Geral aprovou a publicação do livro The Living Temple, do Dr. Kellogg. A venda da obra, impressa em 500.000 cópias, era para custear a reconstrução do Sanatório e pagar débitos de outras instituições de saúde.

Quando o livro estava no prelo A. G. Daniells alertou o autor a não colocar nada de criticismo. Daniells ainda lembrou a Kellogg de que alguns o acusavam de Panteísmo e que a IASD não desejava nenhum comprometimento com tal filosofia. O livro foi dado a Prescott para ler, e ele ficou preocupado com a semelhança forte com o panteísmo, por isso aconselhava uma revisão de diversas declarações. Antes disso, Kellogg se desentendeu com o Pr. Daniells por causa de assuntos administrativos. Isto fez com que a CG recusasse prosseguir no plano de impressão das 500.000 cópias do The Living Temple. Então Kellogg autorizou inicialmente, 5.000 cópias, mas o incêndio de 30/12/1902, queimou tudo, e a ordem de Kellogg não foi seguida.

41. O que foi o “The Living Temple”?

Livro de Kellogg com idéias panteístas.

42. O que era a teoria da “Carne Santa”?

O movimento de purificação ou “carne santa” cresceu entre 1899 e 1900, e quase anuviou a liderança adventista em Battle Creek. Durante a década de 1890 muitos adventistas estavam convencidos que a Igreja estava à beira da experiência do grande derramamento do Espírito Santo prometido na chuva serôdia. Esta convicção estava ligada intimamente à renovada ênfase sobre a justiça pela fé que se seguiu a Conferência de Mineápolis em 1888.

43. Quem foi Ballenger? O que ele ensinava?

Ablon Fox Ballenger, cujos sermões proveram, parcialmente, inspiração para o movimento da “carne santa”, ocupou inúmeras posições de responsabilidade dentro da IASD. Filho de um ministro da Igreja, era desde seu nascimento um ASD. Antes dos 30 anos Ballenger tornou-se Secretário da Associação Nacional de Liberdade Religiosa. Mais tarde ele serviu como Editor Assistente do “Sentinela-Americano”, órgão oficial da Associação. No fim da década de 1890 renunciou estas habilidades para se devotar completamente à pregação. Em 1900 ele foi enviado às ilhas britânicas, onde trabalhou em várias cidades grandes, depois no país de Gales, e finalmente como presidente da “Missão Escocesa”.

Problema Doutrinário - Enquanto estava na Irlanda, Ballenger começou a apresentar uma diferente explicação do santuário celestial, daquela ensinada pelos ASD. Logo, ele estava afirmando que os dois compartimentos do santuário representavam as duas fases da obra de Cristo antes e depois da crucifixão, enquanto o ensinamento dos ASD era que Cristo entrou no segundo compartimento do santuário celestial somente em 1844. Ballenger acreditava que Cristo tinha realizado isso imediatamente após Sua ascensão.

De acordo com Ballenger, o dia antitípico do Dia da Expiação não começou em 1844, como os ASD ensinavam. Para ele, o ano de 1844 e os 2300 dias proféticos não tinham nenhum significado. Chamado diante da mesa administrativa da União Inglesa para explicar seus pontos de vista, Ballenger fez sua defesa mas não conseguiu convencer à Mesa da União de que ele tinha descoberto uma relevante nova luz. Foi, então, afastado da presidência da Missão Irlandesa. Dessa maneira, foi lhe dada a chance de ser analisado por uma comissão de sábios líderes. Em 1905, Ballenger foi enviado pela União Britânica como um dos seus delegados para a Conferência Geral. Enquanto atendia esta reunião em Takoma Park, foi-lhe permitido apresentar sua posição diante dos 25 maiores líderes da Igreja na época. Depois de 3 dias de discussão, Ballenger não convenceu esta Comissão de que seus pontos de vista eram corretos.

Por sua vez, também a comissão indicada para responder a Ballenger não o persuadiu de que estava em erro, embora a posição dos ASD estivesse fundamentada em profunda exegese bíblica e em claras declarações do Espírito de Profecia. Tudo isto levou Ballenger a reexaminar sua posição em relação aos ensinos de Ellen White. Logo, ele começou a acusá-la de plagiária e de promover o erro. Em seguida ele rejeitou ensinar convicções divergentes, o que fez com que os líderes não tivessem outra escolha senão afastá-lo do ministério, e eventualmente da igreja.

Ballenger publicou vários panfletos que esboçavam seus pontos de vista. Viajou, intensivamente em todos os EUA, procurando falar a grupos de Adventistas. Durante estas viagens ele conseguia apoio financeiro de diversas pessoas que já tinham tido descontentamento com a liderança. Seus mais importantes conversos eram seu idoso pai e seu irmão, E. S. Ballenger, também ministro ASD. Ambos foram, subseqüentemente, privados de suas credenciais ministeriais. Em 1914, Ballenger assumiu um pequeno periódico, o The Gatherine Call (Chamado ao Ajuntamento), iniciado por um dos seus financiadores. Neste período, ele se uniu aos Batistas do 7º Dia e se tornou o pastor da congregação de Riverside, Califórnia. Até sua morte, em 1921, ele continuou tentando convencer os Adventistas de seu ponto de vista.

Após a morte de A. F. Ballenger, seu irmão Edward continuou a publicar o The Gathering Call, mas sua ênfase mudou da discussão doutrinária para o estridente ataque pessoal aos líderes da IASD do passado e da sua época: Ellen White, Uriah Smith, A. G. Daniells, W. C. White, F. M. Wilcor, entre outros. Um exemplo da natureza vil do material foi a publicação de um falso rumor que W. A. Spicer havia bebido cerveja quando estava na Alemanha. As atividades dos Ballenger foram um incômodo para os líderes da Igreja por um período de 50 anos.

44. Quem foi Robert Brinsmead? O que ele ensinava?

Nenhum movimento dissente foi mais problemático para os líderes adventistas do que o iniciado por um estudante do Colégio da Austrália, no fim da década de 1950: Robert Brinsmead.

Seus pais tinham-se identificado com o movimento de reforma dos ASD da Alemanha, embora eles se sentissem satisfeitos em ser membros da IASD quando Robert ainda era um menino de 10 anos. Assim o espírito de desconfiança e suspeita dos líderes da igreja continuou no lar.

Para Robert, parecia que a Igreja tinha sido muito lenta diante da justiça pela fé e isto logo tornou-se um novo ponto de ataque. Foi no início deste ano que Brinsmead começou sua longa carreira de escritor, e o fez produzindo uma pequena publicação intitulada “O Selo do Espírito Santo”. Neste periódico ele argumentou que a remoção dos nossos pecados do Santuário Celestial deveria anteceder a experiência da Chuva Serôdia.

Depois de um ano cuidando de seus interesses pessoais, os irmãos Brinsmead voltaram a Avondale. Por algum tempo ele acreditou que na encarnação Cristo tinha assumido a natureza humana pecaminosa igual a todos os outros seres humanos. Contudo, o recente livro adventista publicado (Question on Doctrine), tomou uma diferente posição. Para Brinsmead isto era uma clara indicação do crescimento da apostasia. Em um novo comentário sobre Daniel 10 e 11, “a visão de Hidequel”, Brinsmead avançou na tese que o “Rei papal do Norte” estava entrando no “Glorioso Monte Santo” (IASD) pela insidiosa forma de introduzir o erro e o espírito autoritativo. Como presidente da liga ministerial do Colégio, Binsmead fez circular alguns dos seus pontos de vista através de toda a Austrália. Ele conseguiu um substancial número de seguidores entre os estudantes e nas igrejas. Atraiu também alguns poucos jovens ministros adventistas.

45. Quais as 3 grandes crises enfrentadas pela doutrina do santuário?

A primeira, em 1905, causada por Albion Fox Ballenger; a segunda teve como figura central W. W. Fletcher, entre 1929 e 1930; e o protagonista da terceira foi o Dr. Desmond Ford (de 1979 a 1980).



Fonte: Apontamentos de sala de aula do Dr. Luiz Nunes (SALT-IAENE) e do Dr. Timm (SALT-UNASP). s
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O que Ellen White NÃO disse


Existem algumas frases que comumente ouvimos em sermões, e que são atribuídas a Ellen White.

Porém, os pregadores precisam ser muito cuidadosos para não colocarem palavras nos escritos dela, as quais ela NUNCA escreveu.

Uma destas polêmicas frases, e que muitos gostam de repetir em seus sermões, é a seguinte:


"Igrejas inteiras se perderão com seus pastores"

No último sábado à noite ouvi de um amigo, Ancião de igreja, esta afirmação "fatídica". Mas não encontramos tal frase nos escritos de Ellen White (e não é necessário ler todos os livros para saber, pois basta uma busca rápida no CD-rom que a CASA preparou para nosso estudo), o que mostra que é uma tremenda leviandade dizer de público que os Testemunhos contêm tão aterradora e fatalista sentença condenatória sobre "igrejas inteiras".

Observo que os que gostam de usar esta expressão (salvo exceções, claro!) são exatamente aqueles que estão sempre com um espírito de crítica para com a Igreja, em especial para com os pastores.

Ellen White escreveu muito, isso sim, contra estes que mantêm sempre um espírito de críticas e que gostam de semear a discórdia e a descrença para com a liderança, tanto dos Anciãos quanto dos Pastores. Já coloquei aqui algumas reflexões sobre este assunto da crítica para com os irmãos

O que nossos púlpitos mais precisam hoje é de sermões que façam os membros se sentirem reconfortados e "abastecidos" espiritualmente, para continuarem nesta dura jornada rumo ao Céu. Quantos de nossos pregadores aproveitam a oportunidade do sermão apenas para "chicotearem" os membros e a liderança, e esquecem de pregar Jesus e a salvação que Ele nos outorgou na Cruz do Calvário!

É claro que são necessários os sermões de advertência e despertamento, mas eles têm se tornado a regra, enquanto que deveriam ser a exceção.

A Bíblia e o Espírito de Profecia estão recheados de ótimos temas que REALMENTE ajudam nossos membros a se manterem firmes na fé. Não é necessário inventar textos de Ellen White para poderem "fundamentar" um sermão que não foi preparado com o devido sentimento de oração e busca do Espírito do Senhor.

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Entendo que alguns podem pensar o seguinte: "o prof. Gilson está defendendo os pastores porque também é formado em teologia".

1. Eu não "defendo" o ministério por uma questão de corporativismo, como alguém pode pensar, até mesmo porque não sou pastor, e não recebo um centavo da Obra Adventista para minha manutenção ou de minha família. Eu não concordo, absolutamente, é com a maneira leviana com que alguns tratam os escritos proféticos para tentarem abonar seu comportamente crítico e equivocado. E isso não acontece só com relação à frase que mencionei acima, que foi o tema desta postagem. Já vi muitos que se utilizam, por exemplo, de textos (tanto bíblicos quanto do Esp. de Profecia) desconectados de seus respectivos "contextos", para ensinarem à Igreja concepções pessoais equivocadas: sobre Reforma Alimentar, Música, Vestuário, Jovens, Casamento, Sexo, Educação, Dízimos, Trindade, etc. É sobre esta falta de ética que eu me levanto contra!

2. Já coloquei aqui algumas postagens que também questionam a maneira como alguns pastores conduzem o rebanho. Mas conheço alguns pastores que dão sua vida em favor desta Obra, e acabam sendo atingidos por críticas infundadas e oriundas de corações não consagrados.

3. Por fim, acredito ser uma tremenda falta de consideração para com o Espírito Santo (se é que Deus não considera como um "crime" maior!) subir ao púlpito e dizer que a Bíblia ou os Testemunhos de Ellen White dizem coisas que nós sabemos que nunca foram escritas.

"Quase toda minha vida tem sido dedicada a esta obra, mas meu encargo muitas vezes se tem tornado mais pesado pelo surgimento de homens que saíram a proclamar uma mensagem que Deus não lhes dera. Esta classe de obreiros maus tem escolhido porções dos Testemunhos, e tem-nas colocado numa moldura de erro, a fim de por esse meio dar influência a seus testemunhos falsos" - Ellen White, A Igreja Remanescente, pág. 48.


No site do Centro White Brasil (ver banner ao lado) é possível encontrar o estudo de outras frases que não são de Ellen White, mas que são atribuídas a ela.

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Igreja Adventista e a política


Depois de ser questionado, como pastor e amigo, por muitas pessoas de nosso rol de relacionamento (família, igreja, amizades, etc.), resolvi pesquisar e escrever o seguinte esclarecimento: a Igreja Adventista do Sétimo Dia sempre manteve posição oficial de não se posicionar a favor ou contra qualquer partido político e/ou seus candidatos.

Essa posição é mantida em todos os níveis organizacionais e institucionais da denominação, inclusive em suas congregações locais. Os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia devem reconhecer ser seu dever individual escolher livre e conscientemente em quem votar.

O princípio básico é sempre votar em candidatos cuja ideologia, crenças, estilo de vida e propostas políticas estejam mais próximos dos princípios adventistas.

Entre os princípios mais importantes, estão: (1) liberdade religiosa, (2) separação entre Igreja e Estado, (3) observância do sábado, (4) conduta moral, (5) temperança cristã, (6) apoio ao sistema educacional privado mantido pela Igreja, e a (6) tentativa de melhorar a qualidade de vida das classes moral e economicamente desfavorecidas.

A posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre algumas dessas questões é enunciada no livro Declarações da Igreja (Tatuí, SP: CPB, 2003).

Ellen White adverte contra votar em candidatos sem compromisso com a liberdade religiosa: “Não podemos, com segurança, votar por partidos políticos; pois não sabemos em quem votamos.

Não podemos, com segurança, tomar parte em nenhum plano político.
Não podemos trabalhar para agradar a homens que irão empregar sua influência para reprimir a liberdade religiosa. [...] O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais; pois assim fazendo, são participantes nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 475).

Uma sensata atitude, quanto em quem votar, seria orar pedindo sabedoria (Tiago 1:5). Lembrando que a Palavra de Deus nos revela que “todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas” (Romanos 13:1).

(Pr. Moisés Biondo, IASD Central de Artur Nogueira)

Para maior aprofundamento desse tema, clique aqui.


Fonte: blog criacionista.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nossa Atitude Quanto à Política – EGW

Os textos abaixo foram extraídos dos livros Obreiros Evangélicos, Testemunhos para Ministros, Fundamentos da Fé Cristã e Obreiros Evangélicos Aos Mestres e Diretores de Nossas Escolas
“Apartai-vos”
Advertência Contra Envolvimentos Políticos
Deixar a Política de Lado
Porque o Amor Esfria
O Caminho Seguro
Fogo Estranho
Conselhos Sobre Votar
Os Pioneiros Chegam a Importante Decisão
Acerca da Política

OBREIROS EVANGELICOS 84

Nossa Atitude Quanto à Política

Pág. 391

Aos Mestres e Diretores de Nossas Escolas:

Aqueles a cujo cargo se acham nossas instituições e escolas, devem-se acautelar diligentemente, não seja que, por suas palavras e sentimentos, levem os alunos por caminhos falsos. Os que ensinam a Bíblia em nossas igrejas e escolas, não se acham na liberdade de se unir aos que manifestam seus preconceitos a favor ou contra homens e medidas políticos, pois assim fazendo, incitam o espírito dos outros, levando cada um a defender suas idéias favoritas. Existem, entre os que professam crer na verdade presente, alguns que serão assim incitados a exprimir seus sentimentos e suas preferências políticas, de maneira que se introduzirá na igreja a divisão.

O Senhor quer que Seu povo enterre as questões políticas. Sobre esses assuntos, o silêncio é eloqüência. Cristo convida Seus seguidores a chegarem à unidade nos puros princípios evangélicos que são positivamente revelados na Palavra de Deus. Não podemos, com segurança, votar por partidos políticos; pois não sabemos em quem votamos. Não podemos, com segurança, tomar parte em nenhum plano político. Não podemos trabalhar para agradar a homens que irão empregar sua influência para reprimir a liberdade religiosa, e pôr em execução medidas opressivas para levar ou compelir seus semelhantes a observar o domingo como sábado. O primeiro dia da semana não é um dia para ser reverenciado. É um sábado falso, e os membros da família do Senhor não podem ter parte com os homens que o exaltam, e violam a lei de Deus, pisando Seu sábado. O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais; pois assim fazendo, são participantes nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos.

Não devemos transigir com os princípios, para ceder às opiniões e preconceitos que talvez animássemos antes de nos unir com o povo observador dos mandamentos de Deus. Temo-nos alistado no exército do Senhor, e não nos cabe combater do lado do inimigo, mas do lado de Cristo, onde podemos ser um todo unido, em sentimento, ação, espírito e comunhão. Os que são genuinamente cristãos são ramos da Videira verdadeira, e darão o mesmo fruto que ela. Agirão em harmonia, em comunhão cristã. Não usarão distintivos políticos, mas os de Cristo.

Que devemos então fazer? – Deixai os assuntos políticos em paz. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” II Cor. 6:14 e 15. Que pode haver de comum entre esses partidos? Não pode haver sociedade, nem comunhão.

A palavra “sociedade” importa em participação, parceria. Deus emprega as mais vigorosas imagens para mostrar que não deve haver união entre partidos mundanos e aqueles que estão buscando a justiça de Cristo. Que comunhão pode haver entre a luz e as trevas, a verdade e a injustiça? – Nenhuma, absolutamente. A luz representa a justiça; as trevas, a injustiça. Os cristãos saíram das trevas para a luz.
Pág. 393

Eles se revestiram de Cristo, e usam a divisa da verdade e obediência. São regidos pelos princípios elevados e santos que Cristo exemplificou em Sua vida. …

Os mestres, na igreja ou na escola, que se distinguem por seu zelo na política, devem ser destituídos sem demora de seu trabalho e suas responsabilidades; pois o Senhor não cooperará com eles. O dízimo não deve ser empregado para pagar ninguém para discursar sobre questões políticas. Todo mestre, pastor ou dirigente em nossas fileiras, que é agitado pelo desejo de ventilar suas opiniões sobre questões políticas, deve-se converter pela crença na verdade, ou renunciar à sua obra. Sua influência deve ser a de um coobreiro de Deus no conquistar almas para Cristo, ou devem ser-lhe cassadas as credenciais. Se ele não muda, há de ser nocivo, apenas nocivo. …

“Apartai-vos”

Rogo aos meus irmãos designados para educar, que mudem sua maneira de agir. É um engano de vossa parte o ligar vossos interesses com qualquer partido político, dar o vosso voto com eles ou por eles. Os que ocupam o lugar de educadores, de pastores, de colaboradores de Deus em qualquer sentido, não têm batalhas a travar no mundo político. Sua cidadania se acha nos Céus. Deus pede-lhes que permaneça como um povo separado e peculiar. Ele não quer que haja cismas no corpo de crentes. Seu povo tem de possuir os elementos de reconciliação.

É porventura sua obra fazer inimigos no mundo político? – Não, não. Eles têm de permanecer como súditos do reino de Cristo, levando a bandeira em que se acha inscrito: “Os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Apoc. 14:12. Têm de ter a responsabilidade de uma obra especial, de uma especial mensagem. Temos uma responsabilidade individual, e isso tem de ser revelado em presença do universo celeste, dos anjos e dos homens. Deus não nos pede que ampliemos nossa influência misturando-nos com a sociedade, ligando-nos com os homens em questões políticas, mas ficando como partes individuais de Seu grande todo, tendo Cristo como nossa cabeça. Cristo é nosso Príncipe, e, como súditos Seus, cumpre-nos realizar a obra que nos foi designada por Deus. …
 
Talvez se pergunte: Não devemos ter ligação alguma com o mundo? A palavra do Senhor tem de ser nosso guia. Qualquer ligação com os infiéis e incrédulos, que nos viesse identificar com eles, é proibida pela Palavra. Temos de sair do meio deles, e ser separados. Em caso algum devemos unir-nos a eles em seus planos de trabalho. Mas não devemos viver isoladamente. Cumpre-nos fazer aos mundanos todo o bem que nos seja possível.

Cristo nos deu um exemplo disto. Quando convidado a comer com publicanos e pecadores, não Se recusava; pois de nenhum outro modo, senão misturando-Se com eles, poderia chegar a essa classe. Mas, em toda ocasião… puxava temas de conversação que lhes apresentavam ao espírito os interesses eternos. E Ele nos ordena: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus.” Mat. 5:16.

Quanto à questão da temperança, assumi, sem vacilação, vossa atitude. Sede firmes como a rocha. Não participeis dos pecados dos outros. …

Há uma grande vinha a ser cultivada; mas, conquanto os cristãos tenham de trabalhar entre os incrédulos, não se devem parecer com os mundanos. Não devem gastar seu tempo a falar de política e agir em favor dela; pois assim fazendo, dão oportunidade ao inimigo de penetrar e causar desinteligências e discórdias. Aqueles, dentre os pastores, que desejam ser políticos, devem perder suas credenciais; pois essa obra Deus não deu a elevados nem a humildes dentre Seu povo.

Deus pede a todos quantos atuam em palavra e doutrina, que dêem à trombeta um sonido certo. Todos quantos receberam a Cristo, pastores e membros leigos, devem levantar-se e resplandecer; pois grandes perigos se acham iminentes sobre nós. Satanás está agitando os poderes da Terra. Tudo neste mundo se acha em confusão. Deus pede a Seu povo que mantenha acima de tudo a bandeira que apresenta a mensagem do terceiro anjo. …
Os filhos de Deus têm de se separar da política, de toda associação com os incrédulos. Não devem ligar seus interesses aos do mundo. “Provai vossa aliança comigo”, diz Ele, “permanecendo como Minha herança escolhida, como um povo zeloso de boas obras.” Não tomeis parte em lutas políticas. Separai-vos do mundo, refreai-vos quanto a introduzir na igreja ou escola idéias que hão de levar a contendas e perturbações. As dissensões são o veneno moral introduzido no organismo pelos seres humanos egoístas. Deus quer que Seus servos tenham clara percepção, verdadeira e nobre dignidade, para que sua influência manifeste o poder da verdade.

A vida cristã não deve ser vivida a esmo ou depender de emoções. A verdadeira influência cristã, exercida para a realização da obra designada por Deus, é um precioso instrumento, e não se deve unir com política, ou ligar em associação com incrédulos. Deus tem de ser o centro de atração. Toda mente em que o Espírito Santo opera, satisfar-se-á com Ele.
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“Nenhum de nós vive para si.” Rom. 14:7. Lembrem os que são tentados a tomar parte na política, que todo passo que eles dão tem sua influência sobre outros. Quando pastores, ou outros que ocupem posição de responsabilidade, fazem observações a respeito desses assuntos, não podem recolher os pensamentos que plantaram em outros espíritos. Sob as tentações de Satanás, puseram em operação uma corrente de circunstâncias conducentes a resultados que eles mal sonham. Um ato, uma palavra, um pensamento atirado à mente do grande ajuntamento humano, caso leve a sanção celestial, dará uma colheita de preciosos frutos; mas, se é inspirado por Satanás, fará brotar a raiz de amargura com que muitos serão contaminados. Portanto, os mordomos da graça de Deus, em todo ramo de serviço, estejam alerta quanto a não misturar o comum com o sagrado.
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Por mais de uma vez Cristo foi solicitado a decidir questões políticas e jurídicas; mas recusava-Se a interferir em assuntos temporais. … Ele ocupava no mundo o lugar de Cabeça do grande reino espiritual para cujo estabelecimento aqui viera – o reino da justiça. Seus ensinos tornaram claros os princípios enobrecedores, santificadores que regem Seu reino. Mostrou que a justiça, misericórdia e amor são as forças dominantes no reino de Jeová. Testimonies, vol. 9, pág. 218.

TESTEMUNHOS PARA MINISTROS E OBREIROS EVANGÉLICOS 47
OBS: Essa comunicação, dirigida à assembléia da Associação Geral de 1897 e escrita em dezembro de 1896, referia-se às propostas da campanha presidencial de William Jennings Bryan, o qual estava agitando certas medidas monetárias que ele e seus partidários julgavam ser muito promissoras. Alguns adventistas do sétimo dia envolveram-se nessas questões. Nos seus conselhos, a Sra. White salientou reiteradas vezes que nossa obra era proclamar a terceira mensagem angélica e que os adventistas do sétimo dia, como povo separado e peculiar, não deviam envolver-se em questões políticas.

Advertência Contra Envolvimentos Políticos

Pág. 331
26 de dezembro de 1896
À Associação Geral de 1897:
Tenho palavras a dizer aos nossos irmãos que se reunirão em assembléia em 1897. A presente controvérsia financeira tem-me sido apresentada como sendo uma das obras-primas de Satanás para estes últimos dias. Há um poder que vem de baixo, que é segundo a atuação do grande inimigo. Supus que nosso próprio povo subiria mansamente e se moveria com muita cautela e se conservaria afastado dessas novas questões com relação à moeda circulante. Isto não é de origem divina – a mudança da moeda circulante. Em que resultará isso? – Ocasionará um estado de coisas que trará opressão ao pobre e causará grande angústia. Este é um dos planos do diabo, e pensei que os que criam na verdade não seriam enganados no mínimo em tal questão. Mas no ano de 1896 foram-me apresentadas questões que me tem feito tremer por nosso povo. Tenho estado em lugares em que ouvi conversas dos que estavam em posição de confiança em nossas instituições, e havia grande calor na controvérsia quanto às diferentes posições assumidas. A luz que me foi dada era: Este é o plano que Satanás arranjou para trazer infelicidade.

Queremos nós saber a melhor maneira de podermos agradar ao Salvador? Não é empenhando-nos em polêmicas políticas, seja no púlpito ou fora dele. É considerando com temor e tremor toda a palavra que proferimos. No lugar em que o povo se reúne para adorar a Deus não seja pronunciada nenhuma palavra que desvie a mente do grande interesse central – Jesus Cristo, e Este crucificado. Deve a mensagem do terceiro anjo ser o peso de nossa advertência. Com as questões colaterais, não nos devemos intrometer. O peso da obra é: Pregar a Palavra. Há os que têm tido experiência em pregar e trabalhar pela salvação das almas por quem Cristo deu Sua preciosa vida. Essa obra é o empreendimento especial que deve absorver todo aquele que alimenta o rebanho de Deus. Agora é um tempo em que se ouvirão vozes: Ouvi. “Este é o caminho; andai nele.” Isa. 30:21. Mas o Senhor Jesus diz: “Segue-Me. Aqueles que Me seguem não andarão em trevas.” Nosso trabalho pessoal deve ser a salvação de almas, do qual coisa alguma deve ser tão importante que nos desvie a mente. Cristo veio ao nosso mundo para salvar almas, para difundir a luz entre as trevas morais. Ouve-se uma voz viva: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.” João 14:6.

Deixar a Política de Lado

Surpreendi-me ao ver homens que pretendem crer na verdade para este tempo, todos entusiasmados com algumas questões – questões que se relacionavam com o Senhor Jesus e os interesses eternos? Não; mas pareciam estar maravilhosamente empolgados quanto ao dinheiro. Alguns pastores se distinguiam por entremear estes assuntos em seus discursos. Estavam entusiasticamente se envolvendo, tomando partidos quanto as estas questões, sobre as quais os Senhor não lhes deu a responsabilidade de nelas se empenhar. Pareciam estas pessoas ter uma grande soma de presunção. Mas eles mesmos não sabiam realmente o que estavam advogando. Não sabiam se estavam defendendo princípios que se originavam nos conselhos do Céu, ou nos conselhos de Satanás.

A voz de Alguém que tinha autoridade falou com grande decisão: Vós não sabeis de que espécie de espírito sois. Lede as orientações dadas pelo Filho Unigênito de Deus quando estava encoberto na coluna de nuvens. Quando essa voz for obedecida, não usareis vossa voz ou influência em qualquer política para enriquecer a alguns, para trazer opressão e sofrimento à classe mais pobre da humanidade. Há nessa agitação justamente o que separa os que são da mesma fé. Traz isso as credenciais divinas? Acautelai-vos. Cuidai de que vosso braço não esteja ligado ao de um demônio pessoal. Tem ele a aparência de um homem. Anda ao redor bramando como leão, buscando a quem possa devorar, e os acha entre os adventistas do sétimo dia. Pode ele aterrorizar pelo seu rugido; mas, quando melhor convém aos seus propósitos, tem a doce voz de um anjo de luz, e fala de coisas celestiais. Não sabia ele tudo acerca da glória celeste?
Indaguei porque os que podiam ler a Bíblia e ver os perigos destes últimos dias eram tão prontos a apanhar com precipitação questões que melhor seria tivessem deixado de parte. Como podem eles ligar-se a homens que promovem princípios que se originaram nos concílios de demônios? Por que não vêem eles não ser esta a obra que o Senhor lhes ordena fazer? Veio a resposta: Porque seu coração se entregou à vaidade. Estão enganados. Não sabem quão fracos são. Muitos há que serão iludidos, e que, tanto pela pena como pela voz, exercerão toda a sua influência para criar um mau estado de coisas (estado de coisas que existirá justamente da mesma forma seja o que for que possam fazer); mas não deviam eles estar unidos aos obreiros do mal. Todos os que almejam alguma ocupação que represente Jeú correndo furiosamente, terão suficiente oportunidade para se distinguir. Seu braço estará ligado com o daquele que uma vez foi um anjo exaltado, e que não esqueceu suas maneiras nas cortes celestiais. Essas maneiras assumirá ele; e ao representar pessoas, engodará muitos cuja vida não está oculta com Cristo em Deus.

Porque o Amor Esfria

Por se multiplicar a iniqüidade, esfria o amor de muitos. Por que deveria seu amor esfriar? Por não terem humilhado o coração e fugido para o seu refúgio, Jesus Cristo. Pensavam saber tanto que se tornaram néscios, e se permitiram ficar depravados. Assim muitas almas se perderão. O príncipe das potestades do ar, apresentará planos e idéias mundanos e estranhos sentimentos e princípios diretamente opostos à lei de Deus. Aqui devemos reservar toda a nossa influência para levantar bem alto a verdade. Sentimentos trazidos para a frente por políticos, serão repetidos por alguns que se dizem observadores do sábado. Que anjos os assistem no púlpito ao se levantarem para dar ao rebanho veneno em vez de trigo puro, bem joeirado? Eis a atuação de agentes satânicos para trazerem confusão, para fascinar o espírito tanto de adultos como de jovens. Os que têm andado humildemente diante de Deus, não se absorverão em advogar tanto um como o outro lado desta questão. Colocar-se-ão sob a Sua proteção, e revelarão estar aprendendo lições do grande Mestre, que disse: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.” Mat. 11:28.
Toda essa agitação e inquietação está pondo a mente de maneira que não se demorará na verdade. Supondes que o mundo, a carne e o diabo seriam capazes de prender essas almas contritas e abatidas de espírito e cegar-lhes o entendimento de modo que não possam dizer que espécie de companheiros estão escolhendo? Se os olhos de muitos pudessem ser abertos, em sua marcha insensata, veriam eles uma poderosa procissão de pessoas de todas.

as classes, espécies e nações, passando pelas mesmas fileiras, classificando-se como companheiros de demônios, avançando rapidamente numa procissão sempre crescente, para a ruína certa.
Que direi eu? A fé de muitos, inclusive a dos que pregam a Palavra, deve ser algo diferente do que é agora, do contrário o seu futuro destino eterno estará decidido. A Palavra de Deus cuidadosamente estudada e obedecida é a única força que tornará o homem puro, e puro o conservará. Só isso os poderá salvar de se entreterem com todas as iniqüidades prevalecentes. Devem os cristãos ter o selo do Rei dos reis. Todos neste mundo estão tomando uma posição. Não devemos tomar parte nesta luta financeira política. E ela tem penetrado em nossas fileiras.

Mesmo entre os adventistas do sétimo dia, há aqueles que estão sob a reprovação da Palavra de Deus, devido à maneira em que adquiriram sua propriedade e a usam, agindo como se fossem seus donos e a houvessem criado, sem olhar à glória de Deus, e sem uma oração fervorosa para dirigi-los em sua aquisição ou uso. Estão pegando numa serpente, que os picará como uma víbora.

O Caminho Seguro

Do povo de Deus diz Ele: “E será consagrado ao Senhor o seu comércio e a sua ganância de prostituta; não se entesourará, nem se fechará.” Isa. 23:18. Mas muitos que professam crer na verdade, não querem ter mais a Deus em seus pensamentos do que o quiseram os antediluvianos ou sodomitas. Um sensato pensamento de Deus, despertado pelo Espírito Santo, estragaria todos os seus planos. O eu, o eu, o eu, tem sido o seu deus, seu alfa e seu ômega.

Os cristãos só estão seguros ao adquirir dinheiro sob a orientação de Deus, e usá-lo em canais que Deus possa abençoar.

Deus nos permite usar Seus bens somente para Sua glória, para nos abençoar, a fim de que possamos abençoar aos outros. Os que têm adotado a máxima do mundo, e banido do espírito as especificações de Deus, que pegam tudo que podem obter de salários ou bens, são pobres, verdadeiramente pobres, porque sobre eles recai o desagrado de Deus. Andam em caminhos que eles mesmos escolheram e desonram a Deus, a verdade, Sua bondade, a Sua misericórdia e Seu caráter.

Agora no tempo da prova, estamos todos sob provas e provações. Satanás está realizando com seus enganadores encantamentos e subornos, e alguns pensarão que devido a seus planos têm feito maravilhosa especulação. Mas eis que, ao pensarem que se estavam levantando com segurança, e se estarem conduzindo altivamente no egoísmo, descobriram que Deus pode espalhar mais depressa do que eles podem ajuntar.
“Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal. Mas passou e já não é; procurei-o, mas não se pôde encontrar.” Sal. 37:35 e 36. Aquele que vê o fim desde o princípio, da confusão tira ordem, faz todas as coisas bem. Veremos outro lado do quadro: “Nota o homem sincero e considera o que é reto, porque o futuro desse homem será de paz.” Sal. 37:37. A Palavra de Deus oferece todo o preparo para a vida eterna. Nossa fé deve ser uma fé que atua por amor, e purifica a alma, não desdenha da fé e prática. Cremos na Palavra de Deus? São todos os que professam a verdade fiéis e verdadeiros, firmes nos princípios? Estamos fazendo trabalho missionário no Espírito de Cristo?
Há homens que ficam nos púlpitos como pastores, professando alimentar o rebanho, enquanto as ovelhas estão morrendo por falta do pão da vida. Há longos e arrastados discursos grandemente compostos de narrativas de anedotas; mas o coração dos ouvintes não é tocado. Pode ser que os sentimentos de alguns sejam tocados, podem derramar algumas lágrimas, mas seu coração não foi quebrantado. O Senhor Jesus tem estado presente ao apresentarem o que se chamava sermão, mas suas palavras eram destituídas do orvalho e chuva do Céu. Davam evidências de que os ungidos descritos por Zacarias (ver capítulo quatro) não lhes haviam ministrado para que pudessem ministrar aos outros. Quando os ungidos se esvaziam pelos canudos de ouro, o dourado óleo flui deles para os vasos de ouro, para escorrer para as lâmpadas, as igrejas. É esta a obra de todo o fiel e dedicado servo do Deus vivo. O Senhor Deus do Céu não pode aprovar muito do que é trazido ao púlpito pelos que professam estar falando a Palavra do Senhor. Não inculcam idéias que sejam uma bênção para os que o ouvem. Alimento barato, muito barato é colocado diante do povo.

Fogo Estranho

Quando o orador, de maneira descuidada se intromete em qualquer parte, tomado pela fantasia, quando fala de política ao povo, está misturando fogo comum com o sagrado. Ele desonra a Deus. Não tem verdadeira evidência de Deus de que esteja falando a verdade. Comete para com seus ouvintes um grave mal. Pode plantar sementes que poderão lançar bem fundo suas fibrosas raízes, e elas brotam dando um fruto venenoso. Como ousam os homens fazer isso? Como ousam adiantar idéias quando não sabem com certeza de onde vieram, ou se são a verdade?
MENSAGENS ESCOLHIDSA VOLUME II 39

Conselhos Sobre Votar

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Nossa obra é vigiar, esperar e orar. Examinai as Escrituras. Cristo vos advertiu a não vos misturardes com o mundo. Devemos sair dentre eles e separar-nos “e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso”. II Cor. 6:17 e 18. Sejam quais forem as opiniões que tenhais em relação a dar o vosso voto em questões políticas, não as deveis proclamar pela pena ou pela voz. Nosso povo deve silenciar acerca de questões que não têm relação com a terceira mensagem angélica. Se já um povo se deveu aproximar de Deus, esse é o povo Adventista do Sétimo Dia. Têm sido feitos admiráveis projetos e planos. Tem-se apoderado de homens e mulheres um ardente desejo de proclamar alguma coisa, ou ligar-se com alguma coisa; eles não sabem o quê. O silêncio de Cristo sobre muitos assuntos, porém, era verdadeira eloqüência. …

Irmãos, não vos lembrais de que a nenhum de vós foi imposta pelo Senhor qualquer responsabilidade de publicar suas preferências políticas em nossas publicações, ou de sobre elas falar na congregação, quando o povo se reúne para ouvir a Palavra do Senhor. …

Não devemos, como um povo, envolver-nos em questões políticas. Todos fariam bem em dar ouvidos à Palavra de Deus: Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos em luta política, nem vos vinculeis a eles em suas ligações. Não há terreno seguro em que possam estar e trabalhar juntos. O fiel e o infiel não têm terreno neutro em que possam encontrar-se.

Aquele que transgride um dos preceitos dos mandamentos de Deus é transgressor de toda a lei. Mantende secreto o vosso voto. Não acheis ser vosso dever insistir com todo o mundo para fazer como fazeis. Carta 4, 1898.

Os Pioneiros Chegam a Importante Decisão

OBS: Uma página do diário de Ellen G. White em 1859.
Assisti à reunião à noitinha. Tivemos uma reunião espontânea, interessante. Depois do tempo de terminar, foi considerada a questão de votar, demorando-nos sobre ela. Primeiro, falou Tiago, depois o irmão [J. N.] Andrews, e foi por eles julgado melhor pôr sua influência a favor do direito e contra o erro. Eles acham que é direito votar em favor dos homens defensores da temperança governarem em nossa cidade, em vez de, por seu silêncio, correr o risco de serem eleitos homens intemperantes. O irmão [Davi] Hewitt conta sua experiência de alguns dias atrás e está certo de ser direito dar seu voto. O irmão [Josias] Hart fala bem. O irmão [Henrique] Lyon se opõe. Nenhum outro é contrário ao votar, mas o irmão [J. P.] Kellogg começa a julgar que é direito. Os sentimentos são cordiais entre todos os irmãos. Oh! que todos eles procedam no temor de Deus.

Os homens da intemperança estiveram hoje no escritório, exprimindo de modo lisonjeiro sua aprovação à atitude dos observadores do sábado não votando, e exprimiram esperanças de que eles fiquem firmes nessa atitude e, como os quáqueres, não dêem seu voto. Satanás e seus anjos estão atarefados por esta altura, e ele tem obreiros na Terra. Que ele fique decepcionado é a minha oração. E. G. White em seu diário de domingo, 6 de março de 1859.

Acerca de Política
Aos Mestres e Diretores de Nossas Escolas:
Aqueles a cujo cargo se acham nossas instituições e escolas, devem acautelar-se diligentemente, não seja que, por suas palavras e sentimentos, levem os alunos por caminhos falsos. Os que ensinam a Bíblia em nossas igrejas e escolas, não se acham na liberdade de se unir aos que manifestam seus preconceitos a favor ou contra homens e medidas políticos, pois assim fazendo, incitam o espírito dos outros, levando cada um a defender suas idéias favoritas. Existem, entre os que professam crer na verdade presente, alguns que serão assim incitados a exprimir seus sentimentos e suas preferências políticas, de maneira que se introduzirá na igreja a divisão.

O Senhor quer que Seu povo enterre as questões políticas. Sobre esses assuntos, o silêncio é eloqüência. Cristo convida Seus seguidores a chegarem à unidade nos puros princípios evangélicos que são positivamente revelados na Palavra de Deus. Não podemos, com segurança, votar por partidos políticos; pois não sabemos em quem votamos. Não podemos, com segurança, tomar parte em nenhum plano político. Não podemos trabalhar para agradar a homens que irão empregar sua influência para reprimir a liberdade religiosa, e pôr em execução medidas opressivas para levar ou compelir seus semelhantes a observar o domingo como sábado. O primeiro dia da semana não é um dia para ser reverenciado. É um falso sábado, e os membros da família do Senhor não podem ter parte com os homens que o exaltam, e violam a lei de Deus, pisando Seu sábado. O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais; pois assim fazendo, são participantes nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos.

Não devemos transigir com os princípios, para ceder às opiniões e preconceitos que talvez animássemos antes de nos unir com o povo de Deus, observador dos mandamentos.

Temo-nos alistado no exército do Senhor, e não nos cabe combater do lado do inimigo, mas do lado de Cristo, onde podemos ser um todo unido, em sentimento, ação, espírito e comunhão. Os que são verdadeiramente cristãos são ramos da Videira verdadeira, e darão o mesmo fruto que ela. Agirão em harmonia, em comunhão cristã. Não usarão distintivos políticos, mas os de Cristo.

Que devemos então fazer? – Deixai os assuntos políticos em paz. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” II Cor. 6:14 e 15. Que pode haver de comum entre esses partidos? Não pode haver sociedade, nem comunhão. A palavra “sociedade” importa em participação, parceria. Deus emprega as mais vigorosas imagens para mostrar que não deve haver união entre partidos mundanos e aqueles que estão buscando a justiça de Cristo. Que comunhão pode haver entre a luz e as trevas, a verdade e a injustiça? – Nenhuma, absolutamente. A luz representa a justiça; as trevas, o erro, o pecado, a injustiça. Os cristãos saíram das trevas para a luz. Eles se revestiram de Cristo, e usam a divisa da verdade e obediência. São regidos pelos princípios elevados e santos que Cristo exemplificou em Sua vida. O mundo, porém, é regido por princípios de desonestidade e injustiça.
“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto, nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.

Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” II Cor. 4:1-6. São apresentados aqui dois partidos, e é revelado que não pode haver união entre eles.

Os mestres, na igreja ou na escola, que se distinguem por seu zelo na política, devem ser destituídos sem demora de seu trabalho e suas responsabilidades; pois o Senhor não cooperará com eles. O dízimo não deve ser empregado para pagar ninguém para discursar sobre questões políticas. Todo mestre, pastor ou dirigente em nossas fileiras, que é agitado pelo desejo de ventilar suas opiniões sobre questões políticas, deve-se converter pela crença na verdade, ou renunciar à sua obra. Sua influência deve ser a de um coobreiro de Deus no conquistar almas para Cristo, ou devem ser-lhe cassadas as credenciais. Se ele não muda, há de ser nocivo, apenas nocivo.
Em nome do Senhor, desejo dizer aos professores de nossas escolas: Aplicai-vos à obra que vos foi designada. Não sois convidados por Deus para vos empenhardes na política. “Vós todos sois irmãos”, (Mat. 23:8) declara Cristo, “e, como uma só pessoa, deveis colocar-vos sob o estandarte do Príncipe Emanuel.” “Que é o que o Senhor, teu Deus, pede de ti senão que temas o Senhor, teu Deus, e que andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirvas ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor e os Seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem? … Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno; que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes. Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito. Ao Senhor teu Deus temerás; a Ele servirás, a Ele te chegarás, e pelo Seu nome jurarás. Ele é o teu louvor, e o teu Deus.” Deut. 10:12, 13, 17-21.

O Senhor tem concedido grande luz e privilégios a Seu povo. “Vede aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos”, diz Ele; “Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvirão todos estes estatutos e dirão: Só este grande povo é gente sábia e inteligente. Porque, que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o chamamos? E que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje dou perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos.” Deut. 4:5-9.

Como um povo, devemos colocar-nos sob o estandarte de Jesus Cristo. Devemos consagrar-nos a Deus como um povo distinto, separado e peculiar. Ele fala a nós, dizendo: “Inclinai os ouvidos e vinde a Mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um concerto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências de Davi.” Isa. 55:3. “Com justiça serás confirmada e estarás longe da opressão, porque já não temerás; e também do espanto, porque não chegará a ti. Eis que poderão vir a juntar-se, mas não será por Mim; quem se ajuntar contra ti, cairá por amor de ti. … Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e a sua justiça que vem de Mim, diz o Senhor.” Isa. 54:14,15 e 17.

Rogo aos meus irmãos designados para educar, que mudem sua maneira de agir. É um engano de vossa parte o ligar vossos interesses com qualquer partido político, dar o vosso voto com eles ou por eles. Os que ocupam o lugar de educadores, de pastores, de colaboradores de Deus em qualquer sentido, não têm batalhas a travar no mundo político. Sua cidadania se acha nos Céus. O Senhor pede-lhes que permaneçam como um povo separado e peculiar. Ele não quer que haja cismas no corpo de crentes. Seu povo tem de possuir os elementos de reconciliação. É porventura sua obra fazer inimigos no mundo político? – Não, não! Eles têm de permanecer como súditos do reino de Cristo, levando a bandeira em que se acha inscrito: “Os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Apoc. 14:12. Têm de ter a responsabilidade de uma obra especial, de uma especial mensagem. Temos uma responsabilidade individual, e isso tem de ser revelado em presença do Universo celeste, dos anjos e dos homens. Deus não nos pede que ampliemos nossa influência misturando-nos com a sociedade, ligando-nos com os homens em questões políticas, mas ficando como partes individuais de Seu grande todo, tendo Cristo como nossa cabeça. Cristo é nosso Príncipe, e, como súditos Seus, cumpre-nos realizar a obra que nos foi designada por Deus.

É de suma importância que os jovens compreendam que o povo de Cristo deve ser unido; pois esta unidade prende os homens a Deus pelos áureos laços do amor, e impõe a cada um a obrigação de trabalhar pelos semelhantes. O Capitão de nossa salvação morreu pela humanidade para que os homens pudessem estar unidos com Ele e uns com os outros. Como membros da família humana, somos partes individuais de um grande todo. Ninguém pode tornar-se independente dos outros. Não deve haver disputas partidárias na família de Deus, pois o bem-estar de cada um é a felicidade de todos. Não deve ser construída nenhuma parede separatória entre o homem e seu próximo. Cristo, como o grande centro, precisa unir a todos em um só.

Cristo é nosso Mestre, nosso Dirigente, nossa Força, nossa Justiça; e nEle nos comprometemos a evitar todo modo de ação que cause divisão. As questões em debate no mundo não devem ser o tema de nossas conversações. Devemos convidar o mundo a contemplar um crucificado Salvador, por cujo intermédio nos tornamos necessários uns aos outros e a Deus. Cristo ensina Seus súditos a imitar Suas virtudes, Sua mansidão e humildade, Sua bondade, paciência e amor.

Consagra, portanto, o coração e as mãos a Seu serviço, tornando o homem um conduto pelo qual o amor de Deus possa fluir em copiosas correntes para abençoar a outros. Não haja, pois, nenhuma sombra de contenda entre os adventistas do sétimo dia. O Salvador convida toda alma, dizendo: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.” Mat. 11:28-30. Aquele que mais se aproxima da perfeição da divina benevolência de Cristo causa alegria entre os anjos celestiais. O Pai Se regozija a seu respeito com cânticos; pois, acaso, não está trabalhando no espírito do Mestre, sendo um com Cristo assim como Ele é um com o Pai?
Em nossos periódicos não devemos exaltar a obra e o caráter de homens em posições de influência, mantendo constantemente seres humanos diante das pessoas. Mas podeis exaltar a Cristo nosso Salvador tanto quanto quiserdes. “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória,[de caráter em caráter] na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” II Cor. 3:18. Os que amam e servem a Deus devem ser a luz do mundo, brilhando entre as trevas morais. Mas nos lugares que receberam a maior luz, onde o evangelho mais tem sido pregado, as pessoas – pais, mães e filhos – têm sido instigadas por um poder de baixo a unir seus interesses a projetos e empreendimentos mundanos.

Há grande cegueira nas igrejas, e o Senhor diz a Seu povo: “E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.” II Cor. 6:16-18.

A condição para ser admitido na família do Senhor é sair do mundo, separando-se de todas as suas influências contaminadoras. O povo de Deus não deve ter ligação alguma com a idolatria em qualquer de suas formas. Eles devem atingir uma norma mais elevada. Devemos separar-nos do mundo, e então Deus declara: “Eu vos receberei como membros de Minha família real, filhos do celeste Rei.” Como crentes na verdade devemos ser diferentes, na prática, do pecado e dos pecadores. Nossa cidadania está no Céu.
Devemos compreender com mais clareza o valor das promessas que Deus nos fez e apreciar mais profundamente a honra que nos foi dada por Ele. Deus não poderia conceder aos mortais mais elevada honra do que adotá-los em Sua família, dando-lhes o privilégio de chamá-Lo Pai. Não há degradação em nos tornarmos filhos de Deus. “O Meu povo saberá o Meu nome”, declara o Senhor; “por esta causa, naquele dia, porque Eu mesmo sou o que digo: Eis-Me aqui.” Isa. 52:6. O Senhor Deus onipotente reina. “Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! Eis a voz dos teus atalaias! Eles alçam a voz, juntamente exultam, porque olho a olho verão, quando o Senhor voltar a Sião.” Isa. 52:7 e 8.

Por que se dá tanta atenção a instrumentos humanos, ao passo que há tão pouco esforço mental em direção ao Deus eterno? Por que os que pretendem ser filhos do Rei celestial se acham tão absorvidos nas coisas deste mundo? Que o Senhor seja exaltado! Que a Palavra do Senhor seja engrandecida! Sejam os seres humanos colocados em posição inferior, e que o Senhor seja exaltado! Lembrai-vos de que reinos, nações, reis, estadistas, conselheiros e grandes exércitos terrestres, e toda a magnificência e glória mundanas, são como o pó da balança. Deus tem a fazer um ajuste de contas com todas as nações. Todo reino tem que ser abatido. A autoridadem humana deve tornar-se como nada. Cristo é o Rei do mundo, e Seu reino deve ser exaltado.

O Senhor deseja que todos os portadores da mensagem para estes últimos dias compreendam que há grande diferença entre os que professam a religião, mas não são praticantes da Palavra, e os filhos de Deus, que são santificados pela verdade e têm aquela fé que atua pelo amor e purifica a alma. O Senhor refere-Se aos que pretendem crer na verdade para este tempo, os quais não discernem, porém, qualquer incoerência em tomarem parte na política, misturando-se com as pessoas violentas destes últimos dias, como os circuncisos que se misturam com os incircuncisos, e declara que destruirá ambas as classes juntamente, sem distinção. Estão fazendo uma obra que não lhes mandou fazer. Desonram a Deus por seu espírito faccioso e por suas contendas, e Ele condenará de igual maneira a ambas as classes.

Talvez se pergunte: Não devemos ter ligação alguma com o mundo? A Palavra do Senhor tem de ser nosso guia. Qualquer ligação com os infiéis e incrédulos, que nos viesse identificar com eles, é proibida pela Palavra. Temos de sair do meio deles, e ser separados. Em caso algum devemos unir-nos a eles em seus planos de trabalho. Mas não devemos viver isoladamente. Cumpre-nos fazer aos mundanos todo o bem que nos seja possível. Cristo nos deu um exemplo disto. Quando convidado a comer com publicanos e pecadores, não Se recusava; pois de nenhum outro modo, senão misturando-Se com eles, poderia chegar a essa classe. Mas, em toda ocasião lhes dava talentos de palavras e influência. Puxava temas de conversação que lhes apresentavam ao espírito os interesses eternos. E esse Mestre nos ordena: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus.” Mat. 5:16. Quanto à questão da temperança, assumi, sem vacilação, vossa atitude. Sede firmes como a rocha. Não participeis dos pecados dos outros. Atos de desonestidade em transações comerciais, com crentes ou descrentes, devem ser condenados; e se eles não dão prova de reforma, retirai-vos do meio deles, separai-vos.

Há uma grande vinha a ser cultivada; mas, conquanto os cristãos tenham de trabalhar entre os incrédulos, não se devem parecer com os mundanos. Não devem gastar seu tempo a falar de política e agir em favor dela; pois assim fazendo, dão oportunidade ao inimigo de penetrar e causar desinteligências e discórdias. Aqueles, dentre os pastores, que desejam ser políticos, devem perder suas credenciais; pois essa obra Deus não deu a elevados nem a humildes dentre Seu povo. Deus pede a todos quantos ministram em palavra e doutrina, que dêem à trombeta um sonido certo. Todos quantos receberam a Cristo, pastores e membros leigos, devem levantar-se e resplandecer; pois grandes perigos se acham iminentes sobre nós. Satanás está agitando os poderes da Terra. Tudo neste mundo se acha em confusão. Deus pede a Seu povo que mantenha acima de tudo a bandeira que apresenta a mensagem do terceiro anjo. Não devemos ir a Cristo por intermédio de algum ser humano, mas por meio de Cristo devemos compreender a obra que Ele nos deu a fazer pelos outros.

Deus apela para Seu povo, dizendo: “Saí do meio deles, e apartai-vos.” II Cor. 6:17. Ele pede que o amor que tem manifestado por eles seja retribuído e evidenciado por meio de voluntária obediência a Seus mandamentos. Os filhos de Deus têm de separar-se da política, de toda união com os incrédulos. Não devem ligar seus interesses aos do mundo. “Provai vossa aliança comigo”, diz Ele, “permanecendo como Minha herança escolhida, como um povo zeloso de boas obras.” Não tomeis parte em lutas políticas. Separai-vos do mundo, e refreai-vos quanto a introduzir na igreja ou na escola idéias que hão de levar a contendas e perturbações. As dissensões são o veneno moral introduzido no organismo pelos seres humanos egoístas. Deus quer que Seus servos tenham clara percepção, verdadeira e nobre dignidade, para que sua influência manifeste o poder da verdade. A vida cristã não deve ser vivida a esmo ou depender de emoções. A verdadeira influência cristã, exercida para a realização da obra designada por Deus, é um precioso instrumento, e não se deve unir com política, ou ligar em união com incrédulos. Deus tem de ser o centro de atração. Toda mente em que o Espírito Santo opera, satisfar-se-á com Ele.

Deus pede que os professores de nossas escolas não fiquem interessados no estudo de questões políticas. Introduzi o conhecimento de Deus em nossas escolas. Vossa atenção pode ser atraída para sábios homens mundanos, que não são suficientemente sábios para compreender o que as Escrituras dizem no tocante às leis do reino de Deus; volvei-vos, porém, deles para Aquele que é a Fonte de toda a sabedoria. Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça. Fazei disto o primeiro e o último. Buscai com grande diligência conhecer Aquele ao qual conhecer devidamente é vida eterna. Cristo e Sua justiça é a salvação da alma. Ensinai às criancinhas o que significa obediência e submissão. Em nossas escolas, a ciência, a literatura, a pintura e a música, e tudo o que a cultura do mundo pode proporcionar, não devem ocupar o primeiro lugar. Seja dado o primeiro lugar ao conhecimento dAquele em quem se centraliza a nossa vida eterna. Implantai no coração dos alunos aquilo que adornará o caráter e habilitará a alma, mediante a santificação do Espírito, a aprender lições do maior Mestre que o mundo já conheceu. Assim os alunos serão habilitados para serem herdeiros do reino de Deus. FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ, Pág. 475


fonte: novotempo
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